Mal a voz da enfermeira silenciou, um clamor caótico explodiu no fim do corredor, rompendo a tensão do ambiente.— Abram caminho! A paciente está perdendo muito sangue, a hemorragia não para! — Gritou um dos socorristas, empurrando a maca com urgência.Susana sentiu o coração falhar uma batida e, movida por um instinto incontrolável, precipitou-se para fora do quarto. O que viu fez um calafrio percorrer sua espinha, pois a maca deslizava veloz pelo piso de linóleo, deixando para trás um rastro macabro de gotas de sangue que feria a vista. Nathan corria ao lado, colado à estrutura metálica, despido de toda a sua habitual frieza e compostura. Seu rosto estava transtornado, e a voz saía trêmula, carregada de pavor:— Bianca, aguenta firme! Por favor, olhe para mim, não feche os olhos! — Implorava ele, segurando a mão inerte dela. — Prometo que vou te ouvir daqui para frente, faço tudo o que você quiser... Só não me assuste desse jeito, pelo amor de Deus!As portas da sala de reanimação se
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