Os dias seguintes trouxeram uma rotina que, à primeira vista, parecia perfeita. Matthew ia para a escola rindo, Elias treinava no quintal com ele à tarde, Zion compunha no estúdio e me chamava para ouvir os rascunhos. Eu escrevia pela manhã, ia à terapia duas vezes por semana e, à noite, nós quatro nos enroscávamos na cama grande como se o mundo lá fora não existisse.Mas algo estava errado com Luka.No começo, foi sutil. Ele sempre fora o mais controlado dos três — o estrategista, o que planejava cada detalhe. Mas agora essa precisão tinha virado uma muralha. Ele me observava o tempo todo, catalogando meus movimentos, meus humores, meus silêncios. Quando eu tinha um pesadelo, ele acordava primeiro, trazia água, verificava minha respiração,
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