O hospital era um lugar frio, impessoal e cruelmente indiferente.Havíamos chegado há quase seis horas. Elias estava na sala de cirurgia desde então. A bala havia perfurado o pulmão, causando hemorragia interna grave. Os médicos falavam em termos técnicos — pneumotórax, risco de infecção, necessidade de drenagem —, mas, para mim, tudo se resumia a uma única e aterrorizante possibilidade: ele podia morrer.Eu estava sentada na sala de espera privada que Declan havia conseguido, as mãos tremendo no colo, o corpo inteiro gelado, apesar do aquecimento do hospital. Matthew e Nolah dormiam exaustos em um sofá ao lado, enrolados em cobertores que uma enfermeira compassiva havia trazido. Claire estava encolhida contra mim, a cabeça no meu ombro, os olhos vermelhos e inchados de choro. Zion andava de um lado para o outro como um animal enjaulado, o cabelo negro bagunçado, os punhos cerrados, murmurando xingamentos baixos. Luka
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