Eu acordei devagar, como se o corpo ainda não tivesse certeza de que era seguro abrir os olhos. O quarto estava mergulhado em uma luz suave, dourada, filtrada pelas cortinas pesadas. O lado da cama onde Zion e Luka costumavam dormir estava vazio — frio, sem o calor habitual dos corpos deles. Apenas Elias estava ali.Ele dormia de lado, virado para mim, o peito largo subindo e descendo em um ritmo lento e constante. O ferimento no ombro ainda estava enfaixado, uma mancha clara contra a pele escura. A cicatriz na coxa, visível sob o lençol fino, parecia uma linha vermelha e irregular, lembrança recente da bala que quase o levou de nós.Eu fiquei imóvel por um longo tempo, apenas observando-o. O homem que se jogou na frente de uma bala para salvar nosso filho. O homem que, mesmo ferido, ainda carregava o peso de prot
Read more