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Após a Morte da Minha Mãe Luna, Meu Pai Alfa Enlouqueceu de Remorso
Após a Morte da Minha Mãe Luna, Meu Pai Alfa Enlouqueceu de Remorso
Author: Redleaves

Capítulo 1

Author: Redleaves
O corpo todo da mamãe começou a tremer. Ela me abraçou mais forte. O cheiro dela era tão bom.

— Serena, me desculpa. Eu só tenho mais um mês com você.

A vovó tinha sorrido antes de partir e me disse que estava indo para a lua cantar para a Deusa da Lua. A mamãe também poderia ir. A mamãe cantava tão lindo. E lá em cima, com a Deusa da Lua, o papai não poderia mais machucá-la.

Contei nos dedos e pisquei os olhos.

— Mamãe, um mês é bom. Você ainda vai estar aqui no meu aniversário.

Eu mal tinha terminado de falar quando o papai chegou em casa. O papai era o Alfa. Ele nunca voltava para casa tão cedo.

— Serena, trouxe um presente para você — disse ele, sorrindo.

Corri na direção dele, e a Vanessa tirou um buquê de flores de trás das costas.

Eu parei. Olhei para a mamãe e, em seguida, estendi a mão e derrubei as flores da mão da Vanessa.

Os olhos dela ficaram vermelhos na hora, e pequenas pérolas começaram a rolar por suas bochechas. A mamãe tinha me instruído que pérolas significavam tristeza.

Foi aí que o papai gritou:

— Fiona Moran, e você ainda se considera uma Luna? Olha só como você mimou essa criança!

Eu levei um susto tão grande que minhas pernas fraquejaram e eu caí no chão.

A mamãe correu e me acolheu nos braços. Ela esfregou minhas costas e mal tinha aberto a boca para falar quando o papai a empurrou para longe.

As costas dela bateram bem na quina da parede, e ela soltou um gemido baixo de dor.

O papai se aproximou dela por trás, com seu aroma ficando forte e a voz áspera:

— Para de fazer cena. Por acaso estou errado? Você acha que a Serena odiaria tanto a Vanessa se você não ficasse falando mal dela pelas costas?

Mas a mamãe não estava fingindo. Eu tinha sentido isso um momento atrás. A loba dela tinha enfraquecido ainda mais. Por que o papai não conseguia sentir? Será que ele tinha quebrado o vínculo entre eles?

A Vanessa juntou as flores do chão e as estendeu para mim. Meu nariz começou a coçar. O papai estava gritando com a mamãe só porque eu tinha derrubado as flores da Vanessa?

Peguei o buquê da mão dela.

A Vanessa sorriu.

— Serena, não tem um cheiro gostoso?

Confirmei com a cabeça e dei uma bela cheirada.

— É muito cheiroso.

De repente, a mamãe correu e arrancou as flores das minhas mãos.

— A Serena não pode chegar perto de flores. Ela é alérgica a pólen!

Comecei a espirrar sem parar. Meus olhos ficaram inchados, vermelhos e coçando.

O papai estancou no lugar. A Vanessa começou a chorar de novo.

— Alfa, eu não sabia. A Luna nunca me contou...

O papai limpou as lágrimas dela. Depois, virou-se e deu um tapa na cara da mamãe.

— Fiona, você não tem vergonha na cara? Usar a sua própria filha para culpar a Vanessa?

A marca da mão dele ficou vermelha e inchada na bochecha dela. Parecia doer tanto. Fiquei com tanto medo que comecei a chorar.

O papai liberou sua aura de Alfa, e o ar ficou pesado. A mamãe se curvou sob o peso daquela pressão, mas continuou me segurando e cantarolando baixinho.

Não era como antes. Antes, quando eles brigavam, a mamãe chorava e eu chorava junto com ela. Ela agarrava a mão do papai e implorava para ele não ir embora, mas ele ia mesmo assim. Todas as vezes.

Mas, desta vez, a mamãe apenas olhou para ele, quieta e imóvel.

Algo na expressão do papai mudou, e ele recolheu a aura.

— Fiona, eu só estava preocupado com a Serena. Eu me exaltei.

Ele me pegou no colo e me levou para a enfermaria da alcatéia, e a mamãe foi com a gente. Mas por que a Vanessa estava indo atrás? Eu não gostava do cheiro dela, parecia erva seca.

Depois da injeção, me senti melhor. A mamãe me carregou até um quarto no terceiro andar. Através do vidro, vi um homem dormindo lá dentro, e ele se parecia com a mamãe.

— Esse é o seu tio — disse ela, encostando a bochecha na minha. — Ele vai cuidar de você por mim.

Ela chorou enquanto dizia aquilo. O rosto dela estava molhado, e limpei as lágrimas com a minha mãozinha.

Lá embaixo, o papai e a Vanessa esperavam junto com um médico de jaleco branco.

— O filhote está estável — disse o médico. — Mais uma hora de observação e ela pode ir para casa.

Todo mundo se animou.

Mas eu estava encarando a boca do papai.

— Papai, por que o seu batom é da mesma cor que o da Vanessa?

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