Isabella não soltou. O carro continuava em alta velocidade, as luzes da cidade passando como riscos borrachosos e distorcidos pelos vidros escuros. Dentro do veículo, o cheiro metálico e doce do sangue de Alessandro preencheu tudo — o estofamento encharcado, o ar pesado, a garganta dela, o gosto na boca. A compressa improvisada já estava completamente encharcada, pesada, quente, inútil. O vermelho escuro escorria pelos lados, pelos dedos dela, pingando no assoalho em poças pequenas que balançavam com o movimento do carro e se espalhavam. Isabella reajustou o tecido sem nunca retirar completamente a pressão, empilhando mais camadas da camisa rasgada e depois usando parte da própria blusa externa, o tecido preto sumindo sob o sangue como se fosse engolido. Os braços tremiam de esforço. As veias saltavam. O ombro que sofrera o recuo da pistola gritava de dor a cada segundo, uma fisgada profunda que subia até a base do crânio, mas ela ignorava, usando até o peso do peito e o joelho para m
Última actualización : 2026-09-21 Leer más