Sorri contra sua pele, a mordendo de leve, fazendo seu corpo estremecer. Porque ela cedia. Não por manipulação, mas porque estava tão entregue quanto a mim. Sentindo aquele sentimento doentio, possesor e caótico. Comigo! Só comigo. .... Dias depois ... AUGUSTUS O celular vibrou de novo. Quarta chamada da Cora em menos de dez minutos. Suspirei, incomodado. Eu já sabia onde aquilo ia dar. — Atende logo, Augustus. Maitê disse, sentada na beira da cama, me olhando com os braços cruzados. — Mas põe no viva voz. Quero ouvir. Engoli seco, desconfortável, mas obedeci. Toquei na tela, ativando o viva-voz, e levei o aparelho entre nós. — Augustus? a voz dela veio trêmula, chorosa. — Ai... tá doendo... Olhei de lado pra Maitê, que já revirava os olhos. — Cora, o que você tá sentindo? — Dor... muita dor... Eu tô fraca, Augustus. Sinto que... que vou desmaiar... a voz foi ficando cada vez mais baixa, como se estivesse se apagando aos poucos. — Você é tudo que eu tenho. Só
Zuletzt aktualisiert : 2026-10-08 Mehr lesen