Porque o meu corpo tremia... mas não era de medo. Era de raiva, desejo, confusão. Um misto insuportável de querer e odiar. Eu queria gritar. Queria chorar. Queria cair nos braços dele. E isso... isso me matava. Inclinei o queixo, desafiando. Meus olhos presos nos dele, tão fixos que o ar pareceu evaporar entre nós. E eu só pensei no meu bebê, em tudo que a gente viveu. Tudo. Não tinha como ser mentira, não... Eu sei que dessa vez não foi ilusão da minha cabeça. Eu tinha mesmo conseguido dobra-lo a mim. Eu tinha! Era mérito meu, e a tudo que eu tanto desejei. E agora eu tinha, aqui na minha frente, implorando por mim. Por segundos eu quis matar ele, xingar e fazer ele lamber meu chão, e ainda quero. Mas também sinto um a imensa vontade de ligar o foda-se... Foda-se todos eles, foda-se essa vingança. E ser dele... De novo e de novo. E fazê-lo meu, mais uma vez. — É tarde demais pra fugir. Silêncio. O chão pareceu sumir sob os nossos pés. — O que você está dizendo, filha?!
Zuletzt aktualisiert : 2026-10-12 Mehr lesen