As chamas tingiam de vermelho o céu noturno, enquanto grossas colunas de fumaça negra subiam sem cessar.Helena Duarte foi colocada na ambulância, ofegante. Cada respiração fazia seu peito arder como se estivesse em carne viva.Reunindo o pouco de força que ainda lhe restava, levou o celular com a tela estilhaçada ao ouvido, a mão trêmula.O sinal de chamada se repetiu.Uma vez.Duas.Ninguém atendeu.O medo de morrer, somado à dor lancinante que parecia atravessar cada parte de seu corpo, fazia Helena tremer sem controle.Foi quando uma voz masculina, familiar e serena, chegou aos seus ouvidos.— Não tenha medo. Eu cheguei.Mas a voz não vinha do celular.Vinha de...Do outro lado da multidão agitada, entre policiais, curiosos e o piscar frenético das luzes das viaturas, uma figura alta avançava em sua direção.Leonardo Valença devia ter saído às pressas do evento assim que recebeu a notícia. Ainda vestia um terno escuro de alta-costura, impecável demais para aquele cenário caótico. S
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