Se você quer algo com mais ação e menos filosofia, 'Black Lagoon' pode ser a pedida certa. A tripulação do Lagoon é pura energia mercenária, com revólveres e navios no meio do crime organizado. A protagonista Revy é uma força da natureza, e o cenário de Roanapur é sujo e vibrante, cheio de personagens que sobrevivem na base da esperteza e violência. Não tem tanto high-tech, mas a essência de sobrevivência e lealdade dúbia é cativante.
2026-01-28 11:15:32
3
Ian
Boa opinião
Aprendiz
Cyberpunk e mercenários são temas que me fascinam, especialmente quando misturados com aquela vibe futurista e filosófica de 'Ghost in the Shell'. Uma série que me pegou de surpresa foi 'Psycho-Pass'. Embora não seja focada em mercenários no sentido tradicional, a atmosfera cyberpunk e a exploração de moralidade em um sistema distópico são incríveis. Os inspetores e enforcadores da Sibyl System têm essa aura de caçadores de recompensas high-tech, com dilemas pessoais que lembram os da Major Motoko Kusanagi.
Outra obra que vale a pena é 'Darker Than Black'. Os contratantes, com seus poderes sobrenaturais e preços a serem pagos, têm um charme sombrio e misterioso. A série mergulha em conspirações e ações frenéticas, com um protagonista que é basicamente um mercenário de elite. A ambientação urbana e os conflitos éticos dão um toque maduro, similar ao que vemos em 'Ghost in the Shell'. E se você curte animação mais recente, 'Akudama Drive' é uma explosão de cores e violência, com um grupo de criminosos sendo arrastados para uma missão impossível. A estética cyberpunk e os personagens carismáticos fazem valer cada minuto.
2026-01-31 16:49:14
2
すべての回答を見る
コードをスキャンしてアプリをダウンロード
関連書籍
Mentiras Sob o Luar
Ding
10
11.6K
Fui eu quem partiu o coração de Kane Blackwood. Ele era o herdeiro Alfa, meu namorado desde a infância, e eu o afastei com tanta força que ele acabou indo para a Fortaleza do Norte. Ele permaneceu lá por sete anos.
Agora ele estava de volta.
Trouxe outra mulher consigo, e os dois realizariam a cerimônia de união aqui, na nossa alcateia.
Na mesma semana, a bruxa da alcateia me disse que eu tinha apenas mais três meses de vida.
Quando minha mãe me empurrou na cadeira de rodas para que eu o visse, os lábios de Kane se curvaram naquele sorriso cruel e debochado de que eu me lembrava tão bem.
Seus olhos escuros me percorreram da cabeça aos pés, observando a cadeira de rodas, meus braços magros e meu rosto pálido.
— Ora, ora. — Sua voz era baixa e cortante. — Sete anos se passaram e você está um desastre. Nem consegue mais andar?
Puxei a manga para baixo, escondendo as cicatrizes — as marcas prateadas deixadas por anos de tratamentos fracassados.
Mantive a voz firme.
— Eu caí. Quebrei alguma coisa. Não foi nada.
Ele soltou uma risada breve e fria.
— Claro. Enfim, minha cerimônia de união está chegando. Você deveria ser a dama de honra da Vivra.
Sorri de volta.
Ao longo dos anos, eu havia aprendido a sorrir mesmo sentindo dor.
— Desculpe, mas vou partir em breve. Para um lugar bem distante.
Então dei um leve tapinha na mão da minha mãe.
Ela não disse uma palavra.
Apenas apertou as manoplas da cadeira e começou a me empurrar de volta para casa.
Eu não olhei para trás.
Depois de ser roubada pelo ex- amorado golpista, Bianca se vê em grande perigo, já que o agiota que lhe emprestou o dinheiro não está nada contente com o atraso no pagamento. Desesperada, a moça só tem uma chance de sair dessa: contar com Masato, um antigo contato seu - um bilionário excêntrico que, outrora, já fora seu amante. Ele vai ajudá-la, sim, mas por um preço: ela se tornará o peão de sua vida bilionária e fará parte de uma trama complexa com paixão, vingança e reviravoltas surpreendentes. Será que ela vai sobreviver?
Depois que perdi o bebê, larguei tudo aquilo que meu companheiro, o Alfa Rhydian, tanto odiava em mim.
Parei de usar nosso vínculo para sentir onde ele estava.
Conseguia dormir tranquilamente mesmo quando ele não voltava para o nosso quarto a noite toda.
Nem sequer o avisei quando a lâmina de prata de um inimigo me cortou o braço durante uma escaramuça na fronteira.
O médico do clã me disse para notificar minha família. Respondi com calma:
— Não tenho família.
O médico me reconheceu.
— A senhora é a Luna. O Alfa Rhydian está no quartel-general. Devo avisá-lo?
Balancei a cabeça suavemente.
— Não, não precisa.
Mas meia hora depois, Rhydian apareceu assim mesmo.
Sua silhueta alta projetou uma sombra sobre mim, a voz fria como gelo.
— Você está ferida. Por que não me chamou pelo vínculo mental?
Abaixei os olhos.
— É só um arranhão. Não há necessidade de incomodar o Alfa.
Um rosnado surdo vibrou em seu peito. O ar ficou carregado de tensão com a raiva dele.
Ele estava prestes a falar quando um guarda sussurrou do lado de fora da porta:
— O Alfa se preocupa tanto com a Isla. Ela só espetou o dedo num espinho de rosa, e ele lhe deu a erva das luas, a mais preciosa do clã.
Vi sua mandíbula se contrair. Seus olhos cinza-azulados me varreram, à procura da fúria ciumenta que eu sempre costumava demonstrar.
Não dei a ele coisa alguma. Nem ao menos piscei. Simplesmente me recostei nos travesseiros baratos do hospital e fechei os olhos.
Mas a compostura de Rhydian finalmente desmoronou.
O Arrependimento do Beta: Ela Não Vai Rogar Desta Vez
Cocojam
0
1.6K
Por cinco anos, Gideon — o Beta do meu irmão — e eu tivemos um segredo.
A gente devia anunciar o nosso acasalamento no festival de Solstício de Inverno da alcateia. Em vez disso, ele sussurrou quente no meu ouvido.
— Querida, a gente tá transando há cinco anos. Enjoei de você. Arruma outro cara para a cerimônia de marcação, beleza?
Eu não chorei. Só dei um aceno calmo e simples.
— Beleza.
Só fiz isso porque, na minha outra vida, eu tinha implorado por entre lágrimas para ele completar o laço. Depois que ele finalmente me marcou, ele ficou frio. Nunca mais me acordou esfregando aquele queixo barbudo na minha testa. Mesmo quando a gente transava, ele ficava de olhos fechados, como se estivesse com outra pessoa, só usando o meu corpo.
Quando eu estava sofrendo para dar à luz o nosso filhote, lutando pela minha vida, ele me abandonou. Ele foi consolar a salvadora dele, Aveline. A ferida antiga que ela sofreu para salvar a vida dele tinha voltado a incomodar, deixando a garota surtada. Naquele momento, eu finalmente entendi. Uma marca pela qual eu tive que implorar não passava de uma maldição, uma ferida que nunca ia sarar.
Dessa vez, eu me afastei com um sorriso, tirando a mão dele da minha cintura.
— Você tem razão. Eu também cansei disso. Acabou.
Susana Costa amou Nathan Ribeiro em silêncio por cinco longos anos. Por ele, escolheu permanecer em uma cidade que ficava a milhares de quilômetros de sua terra natal, longe de tudo o que conhecia. Quando a noiva de Nathan fugiu, abandonando-o no cerimônia do noivado, foi Susana quem, sem hesitar, deu um passo à frente e aceitou o anel, consciente de que aquele gesto selava um destino doloroso, o de que Nathan jamais a amaria.
No dia do casamento, bastou Bianca Santos sussurrar que estava com "dores no coração" para que Nathan abandonasse sua esposa recém-casada, virando as costas e correndo desesperado para os braços de outra mulher. Todos riam de Susana. Riam e diziam que ela era como uma trepadeira parasita, incapaz de sobreviver sem a árvore robusta que era Nathan; zombavam de sua humildade excessiva e de sua insistência cega.
Até mesmo Susana, por muito tempo, acreditou nessa mentira. No entanto, qualquer amor, por mais profundo que seja, tem um limite. Ser ignorada, negligenciada e colocada repetidamente em segundo plano drena a alma, gota a gota, até secar. E quando Nathan finalmente decidiu olhar para trás, a garota que um dia usou todo o seu amor para permanecer ao seu lado já havia partido, dissolvendo-se no vento, para nunca mais voltar.
Na cabine do banheiro da empresa, ouvi alguém falando mal de mim.
A estagiária que eu treinei pessoalmente por três meses reclamava:
— Ela é uma bruxa velha e insensível, como um robô que não sabe pensar.
Quando eu estava prestes a abrir a porta para interromper, outra pessoa concordou rindo.
— Os documentos estão incompletos.
— Os recibos não estão em conformidade.
— O chefe não assinou, não posso pagar.
— As frases de sempre dela, já sabemos todas de cor!
Depois que todas foram embora, voltei silenciosamente para o meu escritório.
A estagiária jogou uma pilha grossa de pedidos de reembolso na minha mesa:
— Não venha com um monte de desculpas de novo para não reembolsar o pessoal de propósito.
Dei uma olhada na nota fiscal falsificada, mas não a desmascarei como costumava fazer.
Desta vez, eu sorri levemente:
— Estou com dor de cabeça, não consigo enxergar as letras direito.
Quando penso em quadrinhos cyberpunk brasileiros com protagonistas mercenários, 'Holy Avenger' vem à mente. Embora não seja estritamente cyberpunk, ele mistura fantasia e elementos tecnológicos de um jeito que lembra o gênero. O protagonista, um mercenário chamado Eric, tem uma vibe anti-herói que combina perfeitamente com o cenário distópico. A arte do Eduardo Spohr e do Luís Eduardo de Oliveira é incrível, cheia de detalhes que remetem a um futuro sombrio e cheio de conflitos.
Outra obra que merece destaque é 'Deuses da Névoa', que mergulha fundo no cyberpunk brasileiro. Os personagens são mercenários que navegam por uma São Paulo futurista, cheia de corporações corruptas e tecnologia avançada. A narrativa é repleta de ação e dilemas morais, típicos do gênero. A forma como os autores exploram a cultura local dentro de um contexto futurista é algo que realmente cativa quem lê.
Cyberpunk tem um fascínio único, especialmente quando mergulhamos na pele de mercenários que navegam entre corporações e gangues. Um jogo que me cativou foi 'Shadowrun: Hong Kong', onde você lidera um time de especialistas em infiltração, hacking e combate. A narrativa é densa, cheia de decisões morais e reviravoltas, e o sistema de turnos permite estratégias criativas. A atmosfera neon-soaked de Hong Kong é palpável, com seus mercados clandestinos e ruas cheias de perigos. Outro destaque é a profundidade dos personagens, cada um com histórias pessoais que se entrelaçam com a trama principal.
Já 'The Ascent' oferece uma experiência mais ação-orientada, com gráficos impressionantes e um mundo aberto vertical. Controlar um grupo de mercenários aqui significa lidar com tiroteios intensos e customização de equipamentos, tudo em um cenário cyberpunk absurdamente detalhado. A cooperação online acrescenta uma camada divertida, tornando as missões caóticas e memoráveis. Esses jogos mostram como o gênero pode ser versátil, mesclando RPG tático com tiros em twin-stick.
Cyberpunk sempre me fascina pela forma como mistura alta tecnologia com decadência urbana, e quando falamos de mercenários nesse cenário, a coisa fica ainda mais interessante. Uma obra que tem me capturado ultimamente é 'Neuromancer' de William Gibson. Clássico absoluto, mas ainda tão relevante. A narrativa acompanha Case, um hacker desgraçado recrutado por um misterioso patrão para um último trabalho. A ambientação é imersiva, cheia de detalhes sobre a vida marginal em cidades superpovoadas e dominadas por corporações. O que mais me prende aqui é a forma como Gibson constrói os personagens – nenhum é completamente herói ou vilão, todos têm camadas de motivações obscuras. Molly Millions, uma das melhores personagens cyberpunk que já li, é uma mercenária com garras retráteis e óculos espelhados que escondem um passado violento. A trama tem reviravoltas que te deixam sem fôlego, desde golpes dentro de golpes até IA’s que brincam de ser deuses.
Se você quer algo mais recente, 'The Electric Church' de Jeff Somers traz um grupo de mercenários cyberpunk lutando contra uma seita que transforma pessoas em máquinas. Tem uma vibe mais ação-direta, com tiroteios épicos e dilemas morais sobre até onde a tecnologia deveria controlar a humanidade. A escrita é ágil, quase cinematográfica, e os diálogos têm aquela ironia crua que combina perfeitamente com o gênero. Os personagens secundários são tão bem desenvolvidos que você acaba torcendo até para os antagonistas. A forma como Somers explora o conceito de imortalidade digital através da violência é perturbadoramente brilhante.