Lembro de ter lido 'A Filha Perdida' em uma tarde chuvosa, e a experiência foi tão intensa que fiquei pensando no livro por dias. A obra da Elena Ferrante realmente tem um impacto profundo, e não é surpresa que tenha chamado a atenção de críticos e premiações. Ela foi finalista do Prêmio Strega, um dos mais prestigiados da literatura italiana, em 2006. Embora não tenha levado o prêmio naquele ano, o reconhecimento já diz muito sobre a força da narrativa.
Além disso, a adaptação para o cinema em 2021, dirigida por Maggie Gyllenhaal, também rendeu elogios e indicações. Olivia Colman, que interpretou a protagonista Leda, foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz, o que acabou trazendo ainda mais visibilidade para a história. Acho fascinante como uma obra pode transcender seu formato original e continuar resonando em outras mídias. Ferrante tem esse dom de criar personagens tão complexos que eles parecem saltar das páginas—ou da tela, no caso do filme.
2026-07-15 17:28:06
19
모든 답변 보기
QR 코드를 스캔하여 앱을 다운로드하세요
관련 작품
Amor Falso, Herança Verdadeira
Doce
8.6
936.2K
Depois de dois anos de casamento, Ayla Alencar descobre que o certificado que guardava como um tesouro era falso.
Ao tentar confrontar o marido, Gustavo Siqueira, ela ouve a verdade que destrói seu mundo: o homem que a amava há seis anos já era casado, há cinco, com a própria professora dele.
Ayla não era esposa: era apenas a fachada perfeita, a mulher acusada de não poder ter filhos, usada para cuidar do filho que, na verdade, era fruto da traição deles.
Engolindo o nojo e a dor, Ayla liga para o advogado responsável por sua herança:
— Solteira. Sem filhos. Todo o patrimônio é meu.
Ela desaparece da vida dos Siqueira sem olhar para trás. Gustavo acredita que, sozinha e sem apoio, ela voltará de joelhos.
Mas o destino guarda um golpe de cena: um dia, ele vê o rosto de Ayla estampado em todos os jornais — agora é a noiva mais cobiçada do país.
Sob as luzes, Ayla surge radiante ao lado de um homem poderoso, herdeira de uma fortuna inimaginável e o mundo inteiro a observa, entre inveja e admiração.
Se você e a antiga paixão sofressem um acidente ao mesmo tempo, quem o seu marido salvaria?
Quando Lucas Farias pegou no colo a antiga paixão e saiu dali, junto com a vida que escapava, com o filho que ela perdeu, morreu também o coração de Estela Silveira.
Foi uma troca. Estela conseguiu casar com o homem que mais amava.
Todo mundo sabia que esse casamento foi roubado por ela, que foi ela quem separou Lucas e a antiga paixão para tomar o lugar.
Ela achava que, com o tempo, veria o coração dele mudar, que um dia ele olharia para ela.
Até que, quando enterrou com as próprias mãos o bebê de três meses que nem chegou a nascer, ela finalmente acordou.
— Vamos nos divorciar.
Um papel, e nada mais entre os dois.
Três meses depois, entre luzes e vestidos de gala, ela estava no palco recebendo um prêmio. O homem a encarou por três segundos, surpreso, antes de acenar calmamente para as pessoas ao redor:
— Sim, essa é a minha esposa.
— Esposa?
Estela levantou um sorriso, entregando o acordo de divórcio na mão dele:
— Desculpa, senhor Lucas, ex-esposa.
O homem, sempre frio e distante, enlouqueceu na hora. Com os olhos vermelhos e a voz tremendo:
— Ex-esposa o quê? Eu nunca aceitei isso!
Henrique Queiroz sempre fora impecável e sereno. Herdeiro de uma família tradicional e poderosa, crescera cercado de privilégios e honra. Um verdadeiro filho do destino, admirado por todos, alguém que parecia intocável, como se vivesse acima do mundo comum.
Durante quatro anos de amor, todos sabiam: Carolina Brito era a marca mais profunda que ele carregava no coração.
Então, um escândalo de "traição" caiu entre eles como uma lâmina. O que antes fora um amor absoluto transformou-se em um término humilhante e irreversível.
Cinco anos depois, o destino os fez se reencontrarem.
Ele a prensou contra a parede. Os olhos carregavam um ódio capaz de destruir tudo ao redor.
— Já que você desapareceu do meu mundo, então desapareça por completo. Não volte a aparecer diante de mim.
— Tudo bem. — Respondeu ela sem hesitar, fria e decidida.
Henrique a odiava com uma intensidade que doía.
E, mesmo assim, continuava enlouquecendo por ela.
Continuava perdendo qualquer controle sempre que era por causa dela.
Quando a verdade finalmente veio à tona, ele a encurralou contra a porta, os olhos vermelhos, a respiração pesada.
— Então pague por isso a vida inteira. Case comigo. A sua dívida… Eu assumo.
Fiquei grávida de Alessio Moretti, amigo do meu irmão e o Don mais jovem de Nova York. Achei que enfim havia encontrado meu lugar ao lado dele. Alessio era frio e calculista, mas me fazia acreditar que eu não era apenas mais uma.
Tudo começou a ruir quando Bianca voltou. A antiga paixão dele reapareceu como se pudesse retomar seu antigo lugar. Pensei que ele me trocaria, mas Alessio apenas sorriu com desdém:
— Ela foi embora sem dizer nada. Não existe volta para isso.
Gianni, meu irmão, foi ainda mais direto:
— Ela não é mais uma Ricci. Minha única irmã é você.
Acreditei nos dois. Por três anos, me apoiei no cuidado e na proteção que diziam me oferecer.
Então, um vídeo em que meu pai adotivo, bêbado, me espancava viralizou. Em poucas horas, o mundo assistia à queda da “princesa Ricci”. Fui ridicularizada como se minha dor fosse espetáculo.
Desesperada, fui atrás de Alessio e Gianni, achando que encontraria apoio. Mas parei antes de entrar no escritório ao ouvir a voz doce e íntima demais de Bianca.
— Gianni, Alessio… vazar aquele vídeo não foi cruel demais? Marcella está grávida.
A resposta de Gianni veio fria:
— Essa era a intenção. A gravidez deveria fazer ela ceder. Marcella anda por aí como se mandasse em tudo e ainda mantém você afastada.
Alessio riu, como se aquilo não pesasse nada:
— Não se preocupe. Marcella não pode fazer nada contra nós. É bondosa demais para sequer pensar em machucar o nosso filho.
Aquelas palavras atravessaram meu peito. Não pela mentira, mas por serem verdade. Meu bebê era tudo para mim. Eu jamais o machucaria. Para eles, isso me tornava previsível, manipulável, presa fácil num jogo que eu nem sabia estar jogando.
Algo dentro de mim quebrou. Não entrei, não os confrontei, não fiz escândalo. Apenas me afastei, entorpecida. Naquele dia, reservei um voo. Não ficaria ali para ser controlada, usada ou descartada.
Fui embora sem olhar para trás, levando meu bebê comigo para desaparecer do mundo deles para sempre.
O Assento Vazio: A Filha que os Pais Deixaram para Morrer
Yolk Chips
10
2.4K
Durante a viagem de volta para nossa cidade natal, meu irmão começou a reclamar que estava com vontade de ir ao banheiro. Impaciente, minha mãe apressou a mim e à minha irmã:
— O próximo posto ainda vai demorar. Vão agora também, para não encherem a paciência depois.
— E andem logo. Nada de ficar enrolando.
Como sempre fazia quando ela mandava, saí correndo.
Mas, quando voltei, vi o carro da minha família já com as lanternas traseiras acesas, começando a se afastar devagar.
Lá fora, o frio cortava a pele.
E foi naquele posto de estrada, quase deserto, que entendi a verdade mais cruel de todas: meus pais tinham me deixado para trás.
Em desespero, corri e gritei:
— Pai! Mãe!
Mas o carro apenas fez a curva adiante e desapareceu no meio da rodovia.
Como se eu nunca tivesse pertencido àquela família.
Levei o meu filhote de três meses, Nico, para a alcateia do meu companheiro para o Festival da Lua.
A alcateia Blackwood vivia nas profundezas dos pinheirais do norte, escondida dos olhos humanos.
Margaret Bailey era a Luna da alcateia Blackwood, companheira do alfa já idoso que raramente saía de sua toca. A palavra dela era lei na grande cabana.
Enquanto o meu filhote dormia, a minha sobrinha, Raven Blackwood, e as amigas dela o carregaram até o segundo andar da grande cabana e o jogaram pela janela.
O meu bebê morreu bem na minha frente.
Eu perdi o juízo. Eu me transformei e tentei carregá-lo até o curandeiro da alcateia, mas já era tarde demais.
Ele se foi antes mesmo de chegarmos lá.
Como a minha sobrinha ainda era menor de idade perante as leis da alcateia, ela quase não sofreu consequências.
O Conselho ordenou que a família dela pagasse oitocentos mil dólares como compensação de sangue, mas a minha cunhada, Seraphine Stone, uivou e gritou, acusando-me de tentar destruir a linhagem deles.
Eu chorei até sentir como se o meu coração tivesse sido dilacerado por garras.
Tudo o que eu queria era justiça.
Mas o meu companheiro, Damien Blackwood, e a Luna, Margaret Bailey, apenas rosnaram para mim.
— A Raven também é só um filhote! Você vai mesmo destruir o futuro dela só porque o seu filho morreu?
Eu nunca tive a minha vingança.
No fim, o luto e o ódio me esvaziaram por dentro. Naquele inverno, eu morri de coração partido.
Quando abri os olhos novamente, estava de volta ao dia do Festival da Lua.
Desta vez, liguei imediatamente para a minha alcateia de origem e pedi que levassem o meu filho embora.
Mas, mesmo assim, a minha sobrinha ainda jogou um bebê da janela do andar de cima.