O Oscar 2023 Teve Algum Vencedor Brasileiro Ou Português?
2026-04-06 15:57:05
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3 Answers
Quinn
Leitor ativo
Analista
Lembro de acompanhar a cerimônia do Oscar 2023 com um grupo de amigos, todos animados para ver se algum talento brasileiro ou português seria reconhecido. Infelizmente, nenhum filme ou profissional dessas nacionalidades levou a estatueta naquele ano. A produção brasileira 'Mars One' chegou a ser indicada na categoria de Melhor Filme Internacional, mas acabou perdendo para 'All Quiet on the Western Front'. Fiquei um pouco desapontado, mas ainda assim celebramos o fato de o cinema brasileiro continuar alcançando visibilidade global.
Apesar da ausência de vencedores, a presença de indicados já é um sinal positivo. Portugal também teve representação com 'Alma Viva', que competiu na mesma categoria que 'Mars One'. É fascinante observar como essas produções, mesmo sem vencer, conseguem ecoar culturas tão ricas em Hollywood. Torço para que nos próximos anos tenhamos mais surpresas e celebrações.
2026-04-08 12:34:44
5
Harper
Olhar leitor
Modelo
A noite do Oscar sempre me deixa reflexivo sobre como o cinema é uma janela para o mundo. Em 2023, embora não tenhamos visto brasileiros ou portugueses subindo ao palco, a indicação de 'Mars One' e 'Alma Viva' mostrou a força narrativa desses países. Assistir a filmes como esses me faz perceber como histórias locais podem ressoar universalmente. 'Mars One', por exemplo, retrata uma família brasileira lidando com sonhos e frustrações sob um governo polarizado—um tema que, infelizmente, muitos espectadores globais identificaram.
Enquanto isso, 'Alma Viva' trouxe um mergulho poético na vida rural portuguesa, cheio de misticismo e tradição. Essas obras não precisam de prêmios para provar seu valor; sua existência já é um triunfo. A cada ano, fico mais convencido de que o verdadeiro prêmio é a conexão que criam com plateias de culturas distintas.
2026-04-09 16:52:40
8
Zachary
Leitor ativo
Atleta
Nem sempre o Oscar premia quem merece, mas em 2023 pelo menos duas produções lusófonas estiveram na disputa. 'Mars One', do Brasil, e 'Alma Viva', de Portugal, embora não tenham vencido, deixaram sua marca. A primeira, com seu retrato cru da sociedade brasileira, e a segunda, com seu lirismo quase fantástico, mostram a diversidade criativa que vem desses países. Torcer por elas foi como torcer por partes de nossas próprias histórias—mesmo que o final não fosse o que esperávamos.
2026-04-11 22:17:10
8
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No dia em que a família de Miguel Borges faliu, ele deixou uma carta de despedida e foi sozinho para as montanhas nevadas com a intenção de se suicidar.
Eu corri atrás dele sem pensar em mais nada e passei dez horas procurando por ele na neve.
Quando meu coração já estava em frangalhos, vi a secretária dele fazendo uma transmissão ao vivo no Instagram do pedido de casamento.
Os amigos dele zombavam nos comentários: [Você vai virar noivo, não tem medo de a sua mulher ficar brava?]
A resposta dele foi extremamente fria: [Eu só prometi a ela o título de esposa. O resto, nem pense em querer.]
[Ela entrou na família trazendo cem milhões de dólares em investimento. Vai engolir esse desaforo assim mesmo?]
Foi como se eu visse Miguel, do outro lado da tela, soltando um riso de desdém ao responder: [Cem milhões de dólares em troca do status de esposa, ela não sai perdendo. Se não fosse por ela, a Luana não teria sido forçada a ir para o exterior. Esses últimos dias são a minha compensação para a Luana.]
Minhas unhas cravaram na carne. Queimei tudo o que dizia respeito a ele.
No dia do casamento, ele enlouqueceu me procurando por toda parte.
Mas, no salão de festas do outro lado da avenida, eu acabava de colocar no dedo o anel de diamante que outro homem havia me dado.
Ele não sabia que, enquanto contava os dias para o fim do nosso relacionamento, eu também me preparava para me casar com outra pessoa.
Como única filha do rei do jogo, nasci e cresci em meio ao perigo e à violência.
Para me proteger, meu pai treinou, desde a minha infância, nove homens dispostos a dar a vida por mim.
Quando atingi a maioridade, ele exigiu que eu escolhesse um deles para ser meu noivo.
Ainda assim, me afastei sem hesitar de Bernardo Duarte, por quem estava apaixonada há anos.
Na minha vida passada, fui sequestrada por inimigos no dia do meu noivado, quando pregos de aço embebidos em veneno atravessaram as palmas das minhas mãos.
Disquei para ele pedindo ajuda, com as mãos tremendo, mas o que recebi foi apenas sua voz fria:
— Amanda, pare com essas encenações ridículas. Sua localização mostra claramente que você ainda está na suíte do hotel! Só para me ter só para você, você é capaz de inventar um drama nojento desses?
Ao fundo, o riso suave de uma mulher ecoava pelo telefone.
Desesperada, fechei os olhos.
Quando a gaiola de ferro afundou no mar e a água gelada invadiu minhas narinas e minha garganta, minha vida se apagou por completo.
Ao abrir os olhos novamente, voltei ao dia em que meu pai me mandou escolher um noivo.
Desta vez, fui direta: risquei o nome de Bernardo da lista logo de início.
Mas então... Por que, no meu noivado com Felipe Borges, ele apareceu chorando, implorando para que eu me casasse com ele?
Após minha morte, meus pais assinaram o termo de doação de órgãos e transplantaram minhas córneas na filha adotiva que eles mais estimavam — Gabriela Lima.
Gabriela se casou com meu irmão, Cláudio Lima, e eles finalmente se tornaram uma família de verdade.
Eu e Gabriela competimos por uma vida inteira e, no final, tudo o que me restou foi um destino miserável, sem nada.
Nesta nova vida, decidi viver a minha própria história e, inesperadamente, encontrei um final feliz.
Toda véspera de Natal, o herdeiro da família mafiosa Marco, Adrian Marco, deve seguir a tradição da família: sortear um nome para decidir se pode se casar comigo ou não.
Porque eu, Irene Cast, não nasci na máfia.
A menos que ele tire o papel com o meu nome, ele não pode me tomar como esposa.
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Toda vez que falhava, ele me abraçava com força e sussurrava:
– Tudo bem. Sempre tem o ano que vem.
E eu o amava tanto que doía.
Doía a ponto de eu aceitar esperar, ano após ano.
Este ano, eu disse a mim mesma:
Se ele ainda não tirar meu nome… vou trocar o resultado em segredo.
Cheguei de mansinho à porta do escritório de Adrian e ouvi seu irmão mais novo perguntar:
– Don… todo ano você tira o nome da Irene. Por que finge que não saiu? É porque você ainda não conseguiu deixar a Sera ir?
E ele apenas respondeu, com a voz fria:
– A Sera precisa de mim para algo urgente. Faça como sempre: troque o nome da Irene por um papel em branco.
Ele saiu sem olhar para trás.
Em vez de trocar, o irmão jogou o papel em branco no lixo, deixou o papel com meu nome sobre a mesa e saiu apressado atrás de Adrian.
Entrei no escritório, peguei o papel em branco do lixo e substituí pelo que tinha meu nome.
Observei meu próprio nome cair na lixeira.
Adrian…
eu não quero mais esperar e casar com você.
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No Natal, meus pais decidiram trabalhar para ganhar o salário triplicado, e mais uma vez me deixaram sozinha em casa.
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Quando eu estava prestes a sair do restaurante do meu irmão, a gerente me parou.
— Senhorita, desculpe, mas a senhora não pagou a conta.
Olhei para o rosto desconhecido e pensei que ela provavelmente era nova e não me reconhecia, então expliquei educadamente:
— Coloque na conta do dono. Ele me conhece.
A gerente me lançou um olhar de desdém.
— Senhorita, este é um restaurante três estrelas Michelin. Não deixamos qualquer um fazer fiado.
Ela me entregou uma conta impressa. Dei uma olhada. Cinquenta mil dólares por uma refeição. Três mil pela manutenção da louça, cinco mil pela purificação exclusiva do ar, dez mil por uma taxa de serviço VIP de "práticas relaxantes" e uma porção de outras cobranças absurdas. Eu nem sabia que o restaurante do meu irmão era um golpe desses. Não pude deixar de rir, incrédula.
— Eu sou a irmã do dono. Se houver algum problema, diga a ele para falar comigo em casa.
Mas ela simplesmente não desistia.
— Se não pode pagar, pare de fingir que pode. E não finja que conhece o senhor White também.
Mandei uma mensagem rápida para minha secretária:
[Diga ao meu irmão para demitir essa gerente ou eu retiro meu investimento.]
Lembro que quando descobri que 'O Pagador de Promessas' tinha ganhado o Oscar em 1963, fiquei tão surpreso quanto quando desvendo um plot twist inesperado em um livro. A história é baseada numa peça de Dias Gomes e retrata essa jornada épica de um homem simples, Zé do Burro, que carrega uma cruz até uma igreja pra cumprir uma promessa. O filme mergulha na tensão entre fé e instituição religiosa, algo que ainda ressoa hoje.
A produção foi cheia de desafios, desde orçamento limitado até as críticas da Igreja na época. E mesmo com tudo isso, conseguiu esse feito histórico. É incrível como um filme tão brasileiro, cheio de nossas contradições e paixões, conseguiu conquistar o mundo. Me faz pensar quantas outras histórias nossas poderiam brilhar assim, se tivessem chance.
Sam Mendes é um diretor que marcou a indústria do cinema com seu talento inconfundível. Seu filme 'American Beauty' é um marco, vencendo o Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor em 2000. A maneira como ele captura a angústia suburbana e a beleza escondida nas pequenas coisas é simplesmente brilhante.
Além disso, '1917', lançado em 2019, também arrebatou prêmios importantes, incluindo três Oscars, embora não tenha levado o de Melhor Filme. A técnica de filmagem em plano sequência foi revolucionária, imersiva e emocionalmente impactante. Mendes tem um dom para transformar histórias aparentemente simples em experiências cinematográficas profundas.
O cinema brasileiro teve um ano marcante em 2024, com 'Retratos Fantasmas' e 'Meu Álbum de Amores' conquistando indicações ao Oscar. Ainda que nenhum deles tenha levado a estatueta, a mera presença na cerimônia já é um troféu. Lembro de acompanhar a transmissão ao vivo, torcendo como se fosse uma final de Copa do Mundo. O filme de Kleber Mendonça Filho mergulha na memória afetiva de Recife, enquanto a obra de Julia Katharine explora relações LGBTQIA+ com uma delicadeza rara.
Essas produções provam que nossa narrativa pode ser universal sem perder a identidade. Fiquei particularmente emocionado com o discurso dos diretores durante eventos paralelos, onde destacaram a importância do apoio à cultura. Mesmo sem vencer, eles plantaram sementes: minha sobrinha de 15 anos, que nunca se interessou por cinema nacional, agora devora filmes do Marcelo Gomes e do Karim Aïnouz.
Lembro que quando saíram as indicações ao Oscar em 2023, fiquei super animado em ver o cinema brasileiro sendo reconhecido internacionalmente. O filme 'Maré' foi um dos destaques, indicado na categoria de Melhor Filme Internacional. Dirigido por um talento emergente, ele traz uma narrativa crua sobre a vida nas comunidades do Rio, misturando drama e esperança de um jeito que só o cinema nacional sabe fazer.
Além dele, 'O Paciente' também chamou atenção, concorrendo ao prêmio de Melhor Roteiro Adaptado. É uma adaptação inteligente de um livro pouco conhecido, mas que ganhou vida nas mãos de um diretor visionário. O longa explora temas como memória e identidade, com performances que arrancaram elogios até dos críticos mais exigentes. Ver esses filmes na lista foi um orgulho e uma prova da força da nossa produção cultural.