Nunca Traia o Meu Amor
Todos na Alcateia Fantasma sabiam que seu Alfa, Riven Drake, era completamente devotado a mim — sem reservas, sem hesitação.
Por mais ocupado que estivesse, ele sempre ligava para saber como eu estava, exatamente na hora de sempre.
Mas, na noite anterior à nossa cerimônia de marcação, ele simplesmente desapareceu. Nenhuma ligação, nenhuma mensagem, nenhum sinal.
Perdi completamente a conexão com ele pelo nosso vínculo de companheiros, e meu instinto me dizia que ele estava em perigo. Eu estava pronta para largar tudo e ir procurá-lo — mesmo com meu corpo já destruído — quando, finalmente, ele entrou pela porta.
Ele entrou carregando uma mulher que estava impregnada pelo cheiro dele, mal conseguindo ficar de pé, e então se ajoelhou diante de mim.
— Natasha, Helen se feriu para salvar minha vida. Eu não posso simplesmente deixá-la morrer.
Então, menos de uma hora depois do fim da nossa cerimônia de marcação, ouvi seu Beta rindo com ele:
— Alfa, aquele afrodisíaco devia ser potente mesmo. A Helen parecia que ia desmaiar.
A voz de Riven carregava um tom de satisfação.
— É... da próxima vez vou pegar mais leve. Não quero que ela me corte de vez.
— Enfim... minha pequena encrenqueira está me chamando.
Foi como levar um soco no peito.
Peguei o celular e liguei para o meu irmão.
— Cole. Quero voltar para casa, para a Alcateia Starlight. Pode mandar alguém me buscar em cinco dias?
Ele pareceu surpreso e, logo em seguida, feliz.
— Claro. Vou mandar alguém aí em cinco dias.
Cinco dias.
Eu estava dando cinco dias para mim mesma.
Estava dando cinco dias para Riven.
Ele achava que eu era apenas mais uma loba.
Achava que já tinha me entendido completamente.
Não fazia ideia de que eu era algo muito diferente — uma descendente do Clã dos Dragões, uma linhagem saída das lendas.
Eu nunca pertenci a ele.
E jamais poderia ser controlada por ele.