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A Ama de Leite do Chefe
A Ama de Leite do Chefe
Beringela

Capítulo 1

Beringela
Eu trabalhava como ama de leite. Naquele dia, fui ao apartamento do meu chefe, Felipe, para amamentar o filho dele.

Por causa do excesso de leite, havia algum tempo eu quase não conseguia usar sutiã. Qualquer peça mais apertada pressionava demais e deixava uma dor funda, incômoda, que parecia se espalhar pelo corpo inteiro.

Com a amamentação constante, meus seios também tinham ficado sensíveis demais. Às vezes, um atrito mínimo bastava para provocar uma reação constrangedora, e o leite escapava antes que eu conseguisse controlar.

Eu já tinha passado por vergonha suficiente na rua, com a frente da roupa ficando úmida de repente. Os olhares curiosos das pessoas me deixavam ainda mais nervosa. E, quanto mais nervosa eu ficava, mais meu corpo parecia fugir do meu controle. Quando percebia, a mancha já tinha atravessado a camisa inteira.

Antes de sair, escolhi de propósito uma blusa cinza. Se molhasse, pelo menos não ficaria tão transparente quanto uma branca, expondo meu corpo em público.

Só que o tempo resolveu desabar justo naquele dia. Eu mal tinha chegado ao ponto de ônibus quando a chuva caiu com força.

Quando finalmente cheguei à casa de Felipe, minha roupa estava quase encharcada. Parecia que eu tinha atravessado a cidade inteira debaixo de um temporal.

Parada diante da porta do meu chefe, baixei a cabeça para me olhar e senti o coração afundar.

Só então percebi o problema.

Eu tinha me esquecido de que o leite era branco.

A blusa escura, mesmo molhada, ainda escondia parte do corpo. Mas, na altura do peito, as manchas claras se espalhavam de um jeito impossível de disfarçar. O tecido grudava na pele, marcando justamente a região mais sensível, enquanto o leite continuava escapando em pequenos vestígios.

Entrei em pânico e esfreguei a blusa sobre a parte manchada, tentando apagar aquilo de algum jeito. O movimento, porém, roçou bem onde eu estava mais sensível. Um som baixo escapou da minha garganta ali mesmo, diante da porta, e minhas pernas perderam a força.

Quase caí.

Mas alguém me segurou.

Levantei a cabeça, ainda atordoada, e dei de cara com o homem à minha frente.

A porta havia sido aberta sem que eu percebesse. Felipe estava ali, sustentando-me com uma das mãos.

Por um instante, ele pareceu surpreso. Depois, sua atenção se prendeu às manchas claras na minha blusa por alguns segundos a mais do que deveria. Ainda assim, não disse nada. Apenas abriu espaço para eu entrar.

Passei por ele constrangida, puxando a barra da blusa por puro reflexo.

Quando olhei a hora, percebi que já estava bastante atrasada.

Comecei a me explicar, tropeçando nas palavras. Ao mesmo tempo, não conseguia parar de me preocupar com a frente da blusa, que continuava úmida. Tentei cobrir o peito com as mãos, mas o gesto só tornou tudo mais evidente, fazendo Felipe reparar de novo naquela região.

— Não tem problema. Com essa chuva lá fora, é perfeitamente compreensível.

Felipe sorriu, aceitando meu atraso com naturalidade. Mesmo assim, por um breve instante, sua atenção voltou para minha blusa.

Era pleno verão, e o tecido que eu usava era fino demais. Molhado, ele grudava no meu corpo e desenhava com nitidez as curvas por baixo. Ele com certeza já tinha percebido que eu estava sem sutiã.

Àquela altura, a mancha clara já havia descido da parte mais sensível do meu peito, espalhando-se pelo tecido e acompanhando a curva dos seios. Contra a blusa escura, aquele rastro úmido acabava revelando muito mais do que eu gostaria.

Fiquei tão constrangida que puxei a roupa depressa, tentando me cobrir melhor. Mesmo assim, sem entender direito o motivo, senti meu corpo começar a esquentar.

Ser observada por ele daquele jeito me deixava com vontade de desaparecer. Apertei os dedos na barra da blusa e falei, nervosa:

— Então... Cadê o Edu? Eu vou amamentá-lo.

— Não precisa ter pressa. Primeiro, vá tomar um banho. Com essa chuva, você pode acabar pegando um resfriado.

A voz de Felipe saiu cuidadosa.

Ele reparou mais uma vez na minha roupa encharcada, mas não fez nenhum comentário direto. Apenas acrescentou:

— Também é melhor trocar essa roupa. Vou arrumar outra para você.

Um calor discreto subiu pelo meu peito, dessa vez por gratidão. Olhei para ele, sem jeito, mas ainda assim tentei recusar.

Afinal, o apartamento dele era enorme, luxuoso, daqueles em que cada detalhe parecia caro demais. Eu, uma mulher sozinha, tomando banho na casa do meu chefe... Só de imaginar, já ficava ainda mais constrangida.

Felipe pareceu entender minha hesitação. Sorriu de leve e insistiu:

— É melhor você se lavar primeiro. Também não seria bom deixar meu filho todo molhado, não acha?

Havia uma firmeza sutil na voz dele, o bastante para tornar a recusa difícil.

No fim, só consegui assentir.

O banheiro da casa de Felipe era enorme. Só aquele cômodo parecia maior do que o apartamento que eu alugava com meu marido.

Tirei a roupa encharcada e parei diante do espelho de corpo inteiro, ao lado do roupão pendurado. No reflexo, vi minha silhueta magra e, logo abaixo, a curva farta do meu peito. Sem conseguir evitar, ergui as mãos e o sustentei de leve.

Foi o bastante para piorar tudo o que eu tentava controlar.

Aquele volume sempre tinha me causado problemas. Na época da escola, alguns colegas chegaram a me chamar de vaca leiteira, rindo de mim sem piedade. Quem diria que, anos depois, justamente aquilo se tornaria meu meio de sustento? Eu nem sabia se devia agradecer ou apenas suspirar diante da ironia.

Mas, ao me lembrar de Felipe há pouco, tão atento ao meu peito, com uma intensidade que me deixara sem reação, meu coração voltou a bater fora do ritmo.

Eu ainda estava perdida nesses pensamentos quando a porta se abriu de repente.

Felipe entrou.

Nas mãos, trazia um conjunto de roupas novas e bonitas.

Soltei um grito baixo. Assustada, tentei cobrir o corpo com as mãos e falei depressa:

— Você... Como entrou aqui? Saia, por favor!

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