로그인LEONCorremos para fora do galpão. Eu com a Maitê nos braços, Rafael com a Lili encolhida no ombro dele, e Henrique carregando Ana, que estava totalmente inconsciente, muito mal devido ao tanto de fumaça que inalou para proteger as duas crianças.Os paramédicos correram para nós. Um deles tentou pegar a Maitê dos meus braços, mas eu me afastei.— Estou bem! Cuida dela! — gritei, entregando a minha pequena bebê para o profissional. — Ela é recém-nascida! Inalou fumaça! Por favor, cuida dela!— Senhor, o senhor precisa de atendimento...— Eu não preciso de nada! Cuida da minha filha!O paramédico colocou a Maitê numa maca e começou a examiná-la. Eu fiquei ali, ao lado, incapaz de me afastar. Vi quando eles a colocaram na ambulância, e eu quis subir junto.— Senhor, o senhor não pode ir na ambulância. Vai no carro da polícia, vai atrás.— Eu não vou deixar a minha filha!— Leon! — Rafael gritou, correndo para mim. — Verônica, meu amor. Ela está aqui! As duas estão nessa ambulância! A Li
VALENTINAQuando eu descobri que a Ana e a minha filha tinham sido sequestradas por aquela louca da Isadora, foi como se o chão tivesse sumido dos meus pés. E todo o meu sangue tivesse sido drenado em questão de segundos.Eu acordei com o barulho. Vozes abafadas, passos apressados no corredor. Sentei-me na cama, o corpo ainda dolorido do parto, a cabeça pesada. Olhei para o berço ao lado da cama. Vazio.Meu coração parou.— Ana? — chamei, a voz saindo rouca. — Ana!Nada. O quarto estava silencioso. Silencioso demais. Levantei-me, segurando o lençol contra o corpo. As pernas tremiam. A dor do parto ainda latejava, mas eu não me importei. Fui até a porta e a abri.Dois seguranças estavam no corredor. Eles se viraram quando me viram.— Senhora Alencar, a senhora deveria estar descansando...— Cadê a minha filha? — perguntei, a voz falhando. — Cadê a Maitê? E a Ana?Eles se entreolharam. E eu vi o medo nos olhos deles.— Senhora, a Ana saiu com a bebê para a sala de triagem. A enfermeira
LEONCorremos pelo corredor em chamas. A fumaça em algumas salas já começava a ficar densa, o calor estava cada vez mais próximo. Eu mal conseguia enxergar. Mas eu ouvi. Um choro de bebê. Fraco, mas estava lá.— Maitê! — gritei, correndo na direção do som.Foi quando demos de cara com ela. Ana. Ela estava no chão, encolhida, provavelmente perdeu a direção devido à fumaça. Estava cobrindo as duas crianças com o pouco de pano que ainda restava da própria roupa.— Ana! — gritei.— Lili! — Rafael gritou ao mesmo tempo.— Leon! Rafael! Graças a Deus! Por favor, nos ajude! — ela disse, tentando se erguer.Nos aproximamos para ajudar ela a se levantar. Mas foi quando uma voz cortou o ar.— Afastem-se delas agora! Ou eu mato as três!Viramos, e lá estava Isadora. Com uma arma na mão. E um galão de gasolina na outra.— Afasta! — ela repetiu. — Ou eu mato elas, não estou de brincadeira! Da outra ala, ouvimos a voz de Henrique. Ele gritava junto com os policiais,por nossos nomes. Mas Isadora le
ANA Eu apertei o gatilho, dando um tiro próximo do pé dele. — Ai! Sua puta maldita! Eu... Ele falou, se afastando. O impacto da arma foi forte, mas eu soube segurar com firmeza. — Se tentar se aproximar novamente eu vou atirar dessa vez na sua testa! Não tenta se aproximar! — falei com mais firmeza do que realmente sentia naquele momento. Mas, em silêncio, agradeci mentalmente ao meu pai. Pode não ter sido o melhor dos pais, mas se eu conhecia aquele tipo de arma, foi ele quem me ensinou. E agora eu agradecia a ele por ter me ensinado, caso um dia eu precisasse. Eu entrei na sala de costas, ainda olhando para o homem, com medo de alguma reação dele. — Fica! — falei, olhando finalmente para dentro da sala. E lá estavam as crianças. A Maitê, num caixote, como se fosse um berço improvisado. A Lili, perto da pequena bebê, como se quisesse protegê-la. Quando ela me viu, disse: — Tia Ana! A senhora veio nos tirar daqui? — Si... sim, princesa — falei, ainda mirando no home
ANAEu precisava alcançar a barra de ferro. Mas estava longe. E ele havia suspendido minhas duas mãos para cima, no chão. Por mais que eu me debatesse, as mãos dele eram como grilhões. Ele devia ter uns noventa quilos ou mais. Era um brutamontes. Eu não tinha chance contra ele. Por mais que me debatesse.Foi quando pensei melhor. Parei de chorar. Parei de me debater. E disse uma verdade que poderia atiçá-lo ainda mais ou fazê-lo ceder um pouco a força.— Moço, por favor, não me machuca. Por favor, não faz isso... isso assim. Eu… eu sou... virgem.— Virgem? Uau. Não me lembro se já comi alguma virgem. Que delícia. Uma bucetinha apertada pra mim...Ele falou, e eu fiquei com nojo dele quando ele começou a beijar e lamber meu pescoço e seios. Meu corpo se retesou de puro asco e medo.“Droga! O truque deu errado”, eu pensei, desesperada, sentindo cada fibra do meu corpo travar. Então falei mais uma vez, fingindo inocência o máximo que pude:— Se... se prometer não me machucar, eu prometo
ANAEu estava com a Maitê nos braços quando a "enfermeira" que nos sequestrou me empurrou para dentro de um galpão abandonado. O lugar era enorme, escuro, com cheiro de mofo e ferrugem. No fundo, uma única lâmpada pendurada no teto iluminava uma mesa e algumas cadeiras. E, sentada numa delas, estava ela. Isadora.— Você! Exatamente como pensei. Está louca, Isadora! Nos solte imediatamente! — eu sussurrei, sentindo o sangue ferver.Ela se levantou, com um sorriso frio nos lábios.— O quê?! A amiga da santinha? O que a fiel escudeira da desgraçada está fazendo aqui, afinal?Ela perguntou para a mulher que me levou.— Desculpa, senhora Isadora. É que ela era a única que conseguia fazer a bebê se calar.— Maldição! E agora, o que vou fazer com essa idiota aqui?— Nos solte! Nos deixe ir! — eu falei imediatamente.— Isso nunca. Essa menina vale ouro, está me entendendo?— Você é louca, mesmo, né Isadora? Aliás, sempre foi. A Valentina e o Leon não merecem isso. E essa criança menos ainda.







