INICIAR SESIÓNNão, nós não participamos da nossa festa. Na verdade, eu nem tenho certeza se alguém participou da festa. Depois de encerrada a cerimônia, Magnus me conduziu pelo corredor da igreja até o saguão principal. E finalmente estávamos só nós dois... Sem mais ninguém.
- Temos passagens para viajar amanhã, caso queira – ele falou.
- Eu jamais viajaria para um lugar que tenho certeza que foi ela que escolheu. – falei.
Ele me olhou confuso e disse:
- Certamente também não quer passar a noite no meu quarto, não é mesmo, senhora Chevalier?
Eu neguei com a cabeça. Ele me conhecia muito bem. Claro que eu queria passar a noite com ele, mas ainda não estava preparada para enfrentar o castelo de Noriah e tudo que tinha dentro dele.
- Poderíamos ir para qualquer lugar do mundo para nossa lua de mel... – ele falou. – No entanto eu só pensei em um lugar que quero estar com você e que não seremos interrompidos por ninguém.
Ele me pegou pela mão e enquanto nos afastávamos, Dereck veio correndo atrás de nós.
- Aonde vocês vão?
- Num lugar onde não seremos perturbados. – disse Magnus. – Cuide de tudo por aqui.
- Inclusive uma rainha tendo uma crise de fúria? – perguntou ele.
- Sim. Você é bom em surpresas... Termine o que começou.
Dizendo isso ele me puxou pela mão. Eu olhei para Dereck e senti um pouco de pena dele. Enfrentar a rainha naquele momento devia ser uma das tarefas mais difíceis.
Em pouco tempo entramos no interior do castelo e fomos indo de corredor em corredor até entramos na cozinha. Assim que viram Magnus, todos se curvaram:
- Alteza... – disse a tia de Sofia vinda até nós. – No que... Posso ajudá-lo?
Todos ali nos olhavam confusos, deixando seus trabalhos de lado e tentando entender porque o príncipe estava ali, de mãos dadas comigo, Katrina Lee, a Dama de Companhia da rainha, usando um vestido de noiva.
- Preciso de... Espumante, morangos, sorvete de morango... – ele disse piscando para mim. – Algo mais?
Eu neguei com a cabeça. Ele continuou:
- Doces... Doces de casamento... E um pedaço do nosso bolo.
- “Nosso bolo”? – perguntou uma das cozinheiras nos olhando.
- Apresento-lhes a senhora Katrina Lee Chevalier, minha esposa e princesa de Noriah oficialmente a partir de hoje.
Todos se curvaram para mim e eu me senti tão estranha que quase me curvei de volta.
- Consegue preparar tudo para mim em uns cinco minutos? – perguntou Magnus indo até uma enorme cristaleira e pegando duas taças. – Para viagem, por favor.
- Sim, Altezas. – disse ela indo imediatamente providenciar o que foi pedido.
A cozinha estava farta de comida e todos voltaram a trabalhar, afinal o casamento real demandava trabalho extra. Magnus me puxou para fora da cozinha e me empurrou contra a parede. Eu senti o corpo dele pressionando o meu.
- Não sei se vou aguentar até chegar ao local da lua de mel. – ele disse. – Eu poderia arrancar seu vestido e fazer amor com você aqui mesmo.
- Então faça, Alteza. – eu disse maliciosamente, mordendo meu lábio inferior, já ardendo de desejo e saudade.
Ele tomou meus lábios com voracidade e trocamos um beijo que até então não tínhamos experimentado antes: selvagem, quente, necessário, como se não pudéssemos sobreviver sem nossas línguas dançando num mesmo ritmo. Eu segurei sua língua com força entre meus lábios, sugando-a em toda sua extensão, num movimento de vai e vem que sabíamos muito bem do que se tratava. Eu não tenho certeza se nosso beijo durou cinco minutos ou se a cozinheira era tão eficaz que levou menos tempo. Só sei que quando paramos de nos beijar, ela estava toda sem jeito próxima de nós, na frente da porta da cozinha, com uma cesta enorme estilo piquenique.
- Altezas... – ela disse se curvando. – Aqui está seu pedido. Espero que esteja do seu agrado. – vi um sorriso no rosto dela.
- Obrigado. – disse Magnus sem se mover de perto de mim. – Poderia pegar a cesta, Katrina?
Eu estendi minha mão e ela me entregou. Estava pesada e logo a coloquei no chão.
- O que houve? – perguntei a Magnus.
Ele se afastou quando ela se foi e vi que ele estava tão excitado que não havia conseguido baixar sua ereção. Eu ri alto.
- Você ri porque não fica assim. – ele disse pegando a cesta e colocando na sua frente enquanto saíamos do castelo.
- Alteza, minha calcinha será jogada fora depois que eu tirá-la. – pisquei para ele.
- Ainda vai me chamar de Alteza por quanto tempo? – ele perguntou.
- Confesso que isso me deixa excitada.
- Então pode continuar. – ele disse pegando minha mão enquanto saíamos do castelo.
Atravessamos o gramado verdejante e nos encaminhamos pela porta de madeira que dava para a floresta. Eu parei instantaneamente, relembrando alguns momentos que eu não queria. Magnus olhou nos meus olhos e abaixou-se até a altura da minha cabeça, pegando meu queixo e fazendo encará-lo:
- Está tudo bem, meu amor. Eu nunca mais vou deixar você sozinha... Eu prometo. Protegerei você com a minha vida.
- Você já me protegeu com a sua vida, Magnus. E eu não quero que se ponha em risco por mim novamente. – eu respirei fundo. Precisava esquecer os momentos ruins que passei na manhã da fuga. – Vamos.
Magnus abriu o portão e disse aos guardas:
- Ninguém deve saber que eu e minha esposa passamos por este portão. Caso minha mãe descubra, eu procurarei o delator até no inferno e o farei pagar.
Eu nunca vi Magnus falando daquela maneira. Fiquei um pouco assustada. Talvez o tempo longe de mim tivesse dado uma endurecida no príncipe e também maior segurança e altivez. Eu duvido que algum daqueles guardas se atreveria a delatar o príncipe de Noriah, futuro rei.
Quando passamos pelo portão, fomos indo em direção à cabana.
- Lua de mel na cabana. – eu sorri. – O lugar onde trocamos nosso primeiro beijo.
- Aquilo não foi um beijo. – ele contestou.
- Verdade. – eu ri.
Ele largou a cesta e me beijou novamente, com amor e carinho e disse:
- Isso é um beijo, concorda?
- Sim... – Eu disse rindo. – Por que... Aqui?
- A cabana é um lugar que nenhuma pessoa além de você esteve comigo. – ele explicou.
Seguimos andando. Ele falou:
- Eu tenho tantas perguntas, Katrina...
- E eu prometo responder todas, Magnus...
- Por que não me falou a verdade? Eu jamais contaria a alguém... Você não tem ideia do quanto eu sofri e chorei todos estes meses, me culpando pela sua morte.
- Sim, eu tenho ideia. Mas se você soubesse, tentaria me ver... E poderia colocar o plano em risco.
- Por que você decidiu isso?
- Kim me encontrou na estrada quando saí da floresta... – eu levantei o vestido para cima, que começava a enrolar na mata densa do chão. – E então pensamos nas nossas famílias e decidimos fugir. Você sabe que eles correram risco. O que seria de minha mãe e Leon com minha cabeça sendo caçada em Noriah?
- Sim... Você tem razão.
- Magnus, você sabe que foi sua mãe que matou seu pai, não é mesmo?
- Katrina, como você pode dizer isso? Dereck acabou de anunciar que prenderam o assassino.
- Não prenderam o assassino, Magnus. Prenderam meu irmão, Kevin.
Ele parou e me olhou confuso:
- Como assim?
- Ele se entregou... Para me salvar. Amanhã precisamos tirá-lo da prisão.
- Seu irmão tendo um ato de bondade sem pedir nada em troca? É isso?
- Sim, é isso, acredite. Mesmo quando eu queria matar você por saber que se casaria com Vitória, ele ficou do seu lado. – eu expliquei.
- Você quis me matar? – ele perguntou rindo.
- Sim...
- Então... Não foi pego o verdadeiro assassino... – ele falou confuso.
- Magnus, não quero falar sobre isso agora... Por favor. – eu pedi.
- Então... Vamos falar sobre você desejar minha morte pelo casamento.
Eu ri:
- Eu não sabia os reais motivos.
- Como você soube? Onde você estava?
- Podemos falar sobre isso depois?
- Depois de que? – ele perguntou abrindo a porta da cabana de caça.
- Depois de consumarmos nossa lua de mel. – falei maliciosamente.
Mas eu bem sabia que se Magnus soubesse que passei este tempo na casa de Dom ele ficaria furioso. Então era melhor termos esta conversar depois para não estragar nossa noite. E tudo que eu queria naquele momento era Magnus.
Ele fechou a porta e me olhou. Sim, tínhamos muito a falar. Mas nosso encontro de corpos era mais importante naquele momento. Ele tirou a coroa e disse:
- Nem me dei conta que ainda usava isso...
- Eu dei conta disso... – falei.
- Por que não me avisou?
- Porque você fica ainda mais lindo com ela... Sabe Magnus, desde o início eu sempre disse para mim mesma que eu não abriria mão de ter você por inteiro, com tudo que eu tinha direito, inclusive a coroa.
Ele riu, arqueando a sobrancelha:
- Sério?
- Sim... Agora, Alteza, tire sua roupa, por favor. Mas deixe a coroa... Quero você só com a coroa. – eu disse sentindo meu corpo ardendo em desejo.
- Seu pedido é uma ordem, princesa de Noriah. – ele disse tirando rapidamente a roupa. – Além das tatuagens, minha esposa tem fetiche com a coroa. – ele riu maliciosamente.
- Você é o meu príncipe tatuado... Eu jamais deixaria alguém roubá-lo de mim. – falei seriamente.
Vi que ele não havia tirado a cueca, então frisei em alto e bom som:
- Eu disse só a coroa, príncipe.
Ele me olhou confuso e tirou tudo que escondia seu corpo de mim. Admirei aquele corpo perfeito que tantas vezes eu beijei e mordi cheia de amor. Como eu queria Magnus... Eu sempre o quis, desde o primeiro momento que o vi. Senti-me mal por Dom... Por ter pensado em lhe dar uma chance quando eu estava tomada pelo ódio do casamento de Magnus. Dom jamais me faria sentir o que eu sentia com Magnus... E isso não era pelo fato de ele não ter tatuagens ou não usar uma coroa. Era porque não havia amor. Então eu comecei a tocar cada parte do corpo dele com minha língua, com uma saudade que só eu sabia que tinha sentido do gosto dele, do cheiro dele, de sua pele macia e bem cuidada junto da minha boca. Fui descendo até chegar ao seu membro que já me esperava, certamente louco de saudade. Ajoelhei-me e olhei nos olhos dele.
- Katrina... Eu vou fodê-la por toda a minha vida. – ele disse.
- Isso é vocabulário para um príncipe? – perguntei ironicamente.
- Você é a única pessoa que conhece Magnus e não o príncipe de Noriah.
Era a primeira vez que eu faria sexo oral no príncipe de Noriah. Eu não havia tido coragem até então, por medo de ele pensar que eu pudesse ser bem mais experiente do que eu dizia ser e realmente era. Sim, Katrina Lee tinha seus pudores, embora poucos, mas tinha. Contudo agora eu não importava mais com o que ele pensava sobre a forma como eu me comportava durante o sexo. Eu só queria satisfazer meus desejos mais obscuros e loucos e os dele também.
Quando levantei, depois de mais um desejo erótico realizado, ele me beijou com ardor. Virei para que ele pudesse tirar meu vestido. Ele desabotoou alguns botões e disse:
- Eu vou levar horas para tirar isso...
Eu olhei para a mesa encostada na parede e sentei nela, levantando a saia cheia pesada e cheia de volume. Magnus veio até mim e puxou minha calcinha, jogando longe e entrando em mim rápido e forte, como ele sabia que eu gostava, fazendo a mesa balançar e bater contra a parede, estrondando a cada estocada dele. E eu podia gemer e gritar intensamente de prazer, pois ninguém nos ouviria. Quando ele percebeu eu chegaria ao orgasmo, gozou junto comigo, apertando o meu corpo com força. Eu podia sentir seu coração batendo junto do meu. Fiquei ali até recuperar meu fôlego, então desci da mesa e ele me virou de costas com agilidade, levantando meu cabelo e começando a beijar meu pescoço com sua boca quente, fazendo com que eu me arrepiasse e acendesse em brasa novamente. De uma vez, ele puxou com força o vestido, arrancando todas as pérolas e pedras, que caíram estalando no chão em madeira.
- Meu vestido. – eu bradei tristemente.
- Eu compro quantos você quiser destes. – ele disse deixando o vestido cair lentamente, observando meus seios nus.
- Pensei que nunca mais veria o seu corpo... Nem o sentiria queimar como fogo junto de mim... – ele disse.
- Eu estou aqui, meu príncipe. E você pode fazer comigo tudo que quiser. – eu falei já ofegante, num fio de voz, louca para tê-lo dentro de mim novamente.
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







