로그인POV: ELOWEENErgui o queixo, me recusando a ceder, embora meu coração tivesse começado a bater mais depressa. O calor do corpo dele atravessava a proximidade, e aquele maldito cheiro de sabonete fresco misturado ao aroma de tempestade tornava ainda mais difícil manter meus pensamentos em ordem.— Ficaria surpreso com as habilidades e os talentos que tenho — respondi, áspera, franzindo o cenho.Seus olhos brilharam, como se minha resposta tivesse acabado de entretê-lo.Ah, claro. Porque desafiar o Alfa era aparentemente o seu passatempo favorito.— Poderia se afastar? — pedi, lançando um olhar impaciente. — Preciso me...Não consegui terminar a frase.Kaeros mergulhou o nariz contra minha pele, deslizando pela lateral da minha bochecha enquanto inspirava profundamente, de olhos fechados. Parecia determinado a absorver cada partícula do meu cheiro, como se quisesse o gravar na memória e o guardar só para si.Meu coração tropeçou dentro do peito.O maldito estava me cheirando!Seu nariz
POV: ELOWEENSorri de canto, ainda meio dormindo. Senti os braços dele se fecharem em volta do meu corpo, o tórax quente roçando nas minhas costas. O hálito fresco de hortelã roçou no meu ouvido e provocou um arrepio leve, quase cócegas.— Uma surpresa? — Lembro de ter sussurrado, a voz rouca de sono. Bocejei e ergui os olhos só o suficiente para encontrar o rosto dele meio borrado. O olhar, porém, estava nítido. Azul-acinzentado. Intenso. Profundo. Único. — Que tipo de surpresa?Ele riu baixo contra o meu pescoço. O som vibrou na pele e me fez apertar mais os braços em volta dele sem pensar.— A do tipo que vai te fazer sorrir assim o dia inteiro — murmurou, os lábios roçando logo abaixo da minha orelha. — Mas só se você abrir os olhos de verdade, preguicinha.E então ele ergueu uma pulseira. Pedrinhas azuis. O cheiro que eu amava.— Fiz para você… — O sorriso singelo dele me pegou de jeito. — É feita com pedra da lua e pétalas de dama-da-noite. Para que você sempre se lembre do noss
POV: KAEROSNotei o movimento de seu corpo vacilar com a resposta.Virei apenas o rosto, lançando um olhar por cima do ombro.— Termine seu banho sem pressa. Os óleos que usei foram preparados pela Peeira. São regenerativos. — Minha voz saiu áspera, cada palavra arrancada à força do pouco autocontrole que me restava.Ela permaneceu em silêncio por um instante, olhos arregalados, chocada e desconfiada.— Não se iluda com o que houve aqui, Princesa, havia um motivo para ativar seu cio. As ervas precisam dele para serem absorvidas pelo seu organismo. É a única parte lupina que ainda lhe resta.A última frase pesou entre nós.Minha mandíbula se contraiu. Eu sabia o que aquelas palavras significavam para ela. Sabia que tocavam em uma ferida que eu mesmo havia ajudado a abrir.— Você se sentirá melhor depois
POV: KAEROSEsbravejei, tomado por um sentimento que me recusava a nomear. Como ela ousava dizer isso? Ela o odiava… e agora falava como se ainda pertencesse a um fantasma do passado?Não. Eu não disputaria com um morto. Aquele homem morreu no instante em que ela o traiu.— Não de bom grado! Eu não o escolhi! — Eloween gritou, franzindo o cenho quando a dor nas costelas a fez estremecer. — Eu jamais o escolheria como meu companheiro, Alfa Kaeros!Aquelas palavras deveriam ter me satisfeito. Em vez disso, o brilho das lágrimas que se acumulavam em seus olhos me atingiu com uma violência que eu não estava preparado para admitir.Eloween baixou a cabeça, desviando o olhar.— Jamais irei pertencer a outra pessoa… — sussurrou, como se precisasse convencer a si mesma daquela promessa.Sua mão se fechou em punho contra meu peito. Ent&ati
POV: KAEROSInclinei a cabeça de lado. Um sorriso lento e perigoso se formou no canto dos lábios.— Jamais? — Saboreei a palavra, a audácia dela.Tão tola. Tão minha.Ela ainda não tinha percebido? Que já estava entregue, que o corpo pulsava de desejo por mim mesmo enquanto a boca tentava negar. Percorri os olhos pelos traços delicados, as bochechas coradas, o azul e o verde das íris brilhando com intensidade crua, vulnerável.— Você acabou de se desmanchar nos meus dedos, Ômega… — Estalei com arrogância baixa, descendo a ponta do nariz pela face dela até o pescoço. Cheirei a pele úmida, saboreando e memorizando cada arrepio, cada arfada contida que ela tentava engolir. — Seu cheiro… está praticamente implorando para ser devorada aqui nesta banheira.Pressionei os lábios logo abaixo da orelha, a voz um rosnado contido.— E eu ainda nem usei a boca e o que mais deseja...Eloween abriu e fechou a boca, sem encontrar palavras. Os pelos dela estavam arrepiados. Notei a dor atravessar o co
POV: KAEROSSeu rosto estava ainda mais corado, a respiração pesada e acelerada, os seios com os bicos eriçados roçando direto no meu tórax, cada contato disparando ondas de choque pelo corpo inteiro.Maldito elo. Maldito desejo. Maldita ômega linda.— Odeio esse seu maldito mel… — O tom saiu baixo, grave, com o rosnado preso na garganta. Inclinei mais sobre ela, ajustando o corpo enorme entre suas pernas, roçando duro e pulsante perigosamente perto da entrada. Ela estremeceu inteira, os olhos se arregalando ao sentir o quanto estava duro, por ela. Por minha inimiga. — Esse seu olhar tão doce e intenso… cheio de desejoApertei o maxilar, empurrando só o suficiente para que a ponta pressionasse contra ela, sem entrar. Ainda não.— E odeio ainda mais quando me olha com tamanha reluta do que sente.Eloween mordeu os lábios vermelhos e inchados pelo beijo brutal que eu lhe dei antes. Um rosnado escapou da minha garganta. Maldição, aquela boca ainda acabaria comigo.Rocei as presas em seu







