Share

36. Extenuando-se

Author: Tsuki-Hime
last update publish date: 2021-10-15 21:56:24

Depois que Nemuru se separou de Bara, ele acordou quase na mesma hora que o restante de seu grupo. Zul foi o primeiro. Tanto que o príncipe lhe pediu para que todos o aguardassem lá, pois precisava falar com o Rei com urgência! Disparando ao encontro do grupo de sua majestade sem dar muitas explicações.

– Bara já passou por tudo isso!?! – Mahotsukai estava assustado com tudo que terminava de ouvir de Nemuru.

– Aquela peste... Ao menos podemos disser que ela não está sozinha! Apesar de eu ainda não confiar nesse tal de Kimbe... – complementava Jõo nervosa.

– Teremos de nos apressar ainda mais então. – era Keberanian através da gema com o Rei – O quão mais rápidos vocês conseguem ser?

– Pelas minhas observações, considerando tudo o que estamos levando, acho que podemos conseguir chegar no ponto de encontro até duas horas mais cedo. – calculava Jõo.

– Para a nossa situação, pode acabar sendo pouco.

– Tem razão Kebera, mas nós temos que tomar o cuidado de não estarmos exaustos quando finalmente chegarmos no nosso destino.

– Tem toda a razão Mahotsukai. Retorne para junto do seu grupo depressa Nemuru, e avise-os que decidimos nos apresar. – dizia Jõo – Acha que aquele seu pássaro consegue repassar isso aos meus à tempo? – questionou ela com Nemuru já partindo.

– Camao sempre voou apenas para onde Bara ia, não foi muito fácil fazê-lo evitar de segui-la quando o enviei como mensageiro até  o grupo de Kyuden e Oilixua. O encantamento que lhe lancei para que pudesse ser os meus olhos atrás de Bara se saiu mais forte do que eu imaginei.

– Então é melhor que eu ou o Hilfe lhes repasse sobre a nossa urgência.

– Sorte sua ter um ginete como mensageiro... – comentava Jõo.

– Não são todos que conseguem a amizade de um dragão sem o ter criado desde o ovo... – declarava Keberanian com um pouco de orgulho.

Os reis terminaram com a reunião e retomaram o percurso que faziam, agora com um pouco mais de presa. Eles não tinham certeza de quantas criaturas eram possíveis de se criar/invocar com a energia de uma pessoa comum, o que dirá de uma pessoa especial como a princesa de Heiwa! Cada dia de demora agora, lhes poderia ser vital.

Sendo que o encontro entre os exércitos de Heiwa e Megaroc só pôde ocorrer ao pôr do sol do segundo dia em que Bara era mantida prisioneira.

Por causa da noite mal dormida, Bara só acordou com o abrir brusco de sua porta.

– Ainda dormes?! Pareces que a lua lhe fazias bastante companhia.

– Como que alguém em meu lugar pode dormir em paz a noite. – declarou Bara se levantando devagar.

– És verdade... Devias ter muito no que pensares... – falava Dark Yami com falsa compaixão. – Teu desjejum. – apoiava ele a bandeja próxima aos pés dela.

– Gostaria de comer sem ter de encará-lo. – pedia ela se erguendo do leito devagar.

– Como quiseres. Irei aguardar-te atrás da porta. Mas não ti demores! – disse ele já se afastando.

– Pretendo me trocar antes, então ficaria grata se não espiasse.

– Serias fascinante deslumbrar tua beleza, mas não sois meu costume. Fiques tranquila! A fenestra manterar-se fechada.

Com a porta fechada, Bara deixou um suspiro de lamento escapar. Sabia bem o motivo dele querer espera-la. Ele iria lhe drenar novamente. Encarando a comida, uma ideia lhe surgiu. Tirou a maior quantidade de tecido do corpo e ficou o mais próxima que conseguiu da lava com a comida.

Enquanto ela mastigava uma colherada, duas, ela jogava na lava. Reduzindo assim a força que ela recuperava e que podia fornecer naquele processo doloroso. Quando a comida acabou, voltou para se vestir corretamente.

– Já posso ver-te princesa? – perguntava o mago, batendo de leve na porta.

– Não é o que eu desejo. – foi a resposta dela.

Ela estava terminando de arrumar suas coisas quando respondeu, e Dark Yami não esperou para ir até ela ao ouvir a resposta (sorrindo macabramente).

Bara ainda tinha uma leve aparência abatida, mas Dark Yami não se importou muito e, segurando-lhe cuidadosamente uma das mãos e o pescoço, começou o processo.

Francamente, Bara tinha aversão de tê-lo a segurando, tanto que se perguntava se aquele procedimento lhe seria mais confortável se ocorresse de uma vez. Do mesmo jeito que ele fazia com Nemuru.

Quando tudo acabou, o resultado que o mago obteve foi semelhante ao que tinha com Nemuru.

– Pareces... que eu subestimei vossa noite...

– Me deixe sozinha.  – pediu Bara, respirando um pouco ofegante.

– Acho... Que eu deverias sumir com a lua à noite.

– Sendo bonzinho? Quem é você? – questionava Bara com sarcasmo.

– Tens razão. Irei ver-te amanhã um pouco mais tarde. Descanses bem princesa. – e ele saiu de cara amarrada pela “colheita” pequena.

Sem nem ela mesmo perceber, Bara acabou sorrindo por seu pequeno truque ter funcionado. Mas, fingir que comia não era algo que poderia funcionar por muito tempo. Sem mencionar o risco dela adoecer se não se alimentasse corretamente.

No almoço, estando sozinha com Kimbe, ela só não repetiu o que fizera no desjejum porque Kimbe comeu junto com ela, evitando assim o desperdício de comida.

Kimbe aproveitou para pedir que ela desse uma olhada em suas costas, pois ele notara que, depois de tê-la mostrado para ela pela primeira vez, seus ferimentos doíam menos. Ele quase não acreditou quando a ouviu dizer que a aparência de suas costas estavam muito melhores se comparadas ao dia anterior. Foi então que Bara contou para Kimbe sobre a teoria da Rainha Jõo de que ela era como um catalizador para os doentes, ajudando-os a se curarem mais depressa.

Nem foi preciso pedir. Bara se ofereceu a sempre lhe passear os dedos sobre as cicatrizes, e Kimbe parecia até querer chorar de tão agradecido por ela querer tratar os ferimentos dele.

Na hora do banho e do jantar, Dark Yami lhe levou a refeição pessoalmente (ele parecia carregar uma pequena desconfiança) acompanhado do Askherone, seu dragão negro. Foi Askherone quem fez companhia para Bara durante o seu banho, e na hora de comer, Bara teve de comer tudo para fazer Dark Yami acreditar que não estava a enganá-lo (se bem que ela escondera uma longa e afiada escama que viu o dragão derrubar enquanto as ajeitava).

Se vendo sozinha mais uma vez, ela começou a andar de um lado para o outro. Tentando pensar em meios de atrapalhar ainda mais Dark Yami, e de encontrar alguma utilidade para aquela escama que tinha quase o tamanho da lâmina de uma faca.

“Acalme-se Filha.”

Bara travou no lugar ao ouvir a voz que falara com o surgir da lua.

“Não fale nada! Pois só você é capaz de me ouvir.”

Ela respirou fundo e depois assentiu com a cabeça.

“Fez muito bem e guardar aquela escama. Ela nos será bem útil para a ideia que tive.”

“Que ideia?” – pensava Bara consigo na esperança de que Selena pudesse lhe ouvir os pensamentos.

“Ouça com bastante atenção. Pois a demora para concluir o que lhe mandarei fazer dependerá de sua força de vontade. Sem esquecer que a fará se desgastar um pouco.”

– Se ajudar a mim e aqueles que amo a nos livrarmos desse mal... – Bara sussurrava o mais baixo que conseguia – Farei tudo que me pedir.

“Pegue a escama de Askherone e aqueça-a até sua mão arder de segura-la.”

Bara o fez sem pensar duas vezes.

“Agora, veja qual é a estalactite de gelo mais grossa e bem iluminada pelo luar, e corte-lhe a base. O gelo irá resfriar a escama que servirá de lâmina, por isso terá de a aquecer várias vezes.”

Bara respirou bem fundo. Selena estava certa, aquele seria um trabalho bastante difícil, mas já que era algo que a iria ajudar, avançou de cabeça erguida e sem um pingo de vontade de desistir.

Após escolher a “barra” de gelo que iria cortar, ele pegou o balde que fora deixado para as suas necessidades (com a sujeira sendo descartada na lava) e o usou como banco para alcançar a base do gelo.

A escama ficava fria mais rápido do que ela desejava. Conseguindo cortar, se muito, meio centímetro do gelo em cada tentativa. Para que a escama se aquecesse mais depressa, Bara a aproximou tanto da lava, que quase a deixou cair uma vez. Sem mencionar o quão alerta ela estava para cada ruído que ouvia.

Depois de umas quatro ou cinco horas de choques térmicos. Bara tinha finalmente conseguido recolher o gelo da janela. Que deixou uma passagem que mal lhe passaria a cabeça nela. Para não acabar com a pele grudada no gelo, ela usou o tecido de sua saia para segurá-lo.

“Muito bem. Agora, pegue o mais longo fio de seu cabelo e enrole-o no gelo desde a base até a sua ponta.”

“Para quê que servirá tudo isso?” – perguntava-se ela apoiando o gelo no chão frio com cuidado.

Bara teve um pouco de dificuldades para conseguir identificar o seu fio mais longo, já que seus cabelos lhe batiam nos quadris enrolados, e nos joelhos quando esticados.

Alguns difíceis minutos depois, ela finalmente arrancou um de seus fios, e começou a enrola-lo na base do gelo com bastante cuidado para que a ponta do fio alcançasse a ponta do gelo. E nisso se foi uma meia hora mais ou menos. Os olhos de Bara já estavam querendo pesar-lhe quando ela finalmente terminou.

“Muito bem minha Filha. Deite o gelo em que enrolou seu cabelo na lava e deixe que eu termino tudo.”

Bara estava tão cansada de todo aquele trabalho, que nem pensou nas consequências que o gelo teria ao ser jogado no fogo. Quase arrastou o gelo que tinha em mãos de tão pesado que ele lhe parecia ser por causa de todo o seu empenho.

O gelo, antes até azulado de tão frio, tornou-se vermelho como o vidro em plena fabricação, e começou a afundar no rio ardente como se fosse uma rocha sólida ao invés de derreter-se ali dentro.

Como dito, Bara estava cansada demais para reparar naquelas singularidades incomuns. Cambaleando, ajeitou tudo em seu “quarto” e desmaiou esgotada sobre o seu leito.

Quando os grupos de Heiwa e de Megaroc se reuniram em frente da entrada leste das montanhas geladas, eles não perderam tempo em fazer todos os preparativos para enfrentarem as tempestades.

– Infelizmente eu não consegui nenhuma bússola para nós, mas algo me diz que ela não nos será necessária. Não para este grupo pelo menos.

– Você está certa Keberanian. Meu... filho... – sussurrou Jõo – E o Rei é quem irá nos guiar. Ainda bem que a rota tomada por aquele dragão coincide com os nossos planos.

– Há menos ventos nessa área, por isso é uma entrada mais segura. Ele deve ter considerado isso enquanto levava minha filha. – falava Mahotsukai analisando os céus.

– Então estamos combinados assim mesmo. Vamos todos descansar por duas horas antes de nos equiparmos e subirmos as montanhas.

– Exatamente Jõo. Os equipamentos que nos protegerão do frio são bastante pesados e reduzirá o nosso passo. Sem esquecer que precisamos nos manter atentos para o caso daquela praga sentir nossa presença. – explicava a Rainha de Megaroc.

– Não podemos mesmo começar a andar agora? Mesmo que Bara esteja sendo bem tratada, ela ainda está correndo perigo. – falava Nemuru agoniado em libertar a princesa.

– Nemuru, precisamos agir com o máximo de cautela. O que acha que ele poderá fazer com ela se descobrir que estamos em seu encalço? Tente manter a cabeça fria para não cometer erros que nos custariam caro. Entendeu bem? – repreendia Jõo o seu filho.

– Fique calmo rapaz. Também estou ansioso em ver minha filha longe daquele crápula, mas Jõo está certa. Temos de ser cautelosos para que tenhamos sucesso nessa batalha.

– Me pergunto se conseguirei vê-la de novo essa noite...

– Se isso acontecer Nemuru, não deixe de nos repassar cada detalhe do que conversarem! E até que eu gostei da ideia que ela teve sobre a pulseira!... Acho que irei fornecer algo meu para ela também. Afinal, ela me é uma ótima amiga, e seria formidável poder passar um tempo com ela sem uma de nós duas ter de atravessar alguns quilômetros de distância para isso.

– Acho que todos nós iriamos gostar de participar do projeto de minha filha Kebera. Mas chega de conversa, temos todos que descasar.

– Concordo. – falaram as Rainhas juntas. Com todos tomando o repouso depois.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • A Rosa do Luar e o Camafeu Coroado   56. Epílogo

    O casal observava o crepúsculo da janela da torre.– O tempo voou, não é mesmo?... – Bara se recostava no marido.– Realmente. – ele a recolhia – Nem acredito que já faz um mês que você assumiu o lugar de seu pai. E nem no tanto que ele conseguiu viver! Não são muitos os que alcançam os 70 anos atualmente.– Isso só foi possível por minha causa e de Tsuki. Se minha mãe não tivesse sido impedida de me criar, meu pai teria vivido muito mais...– Teria gostado de conhecer minha sogra. A mulher que gerou o mais precioso tesouro de minha vida. – ele lhe roubava um selinho.– Você é sempre um doce. Acha que nossos filhos já superaram a perda do avô? Meu pai foi muito coruja com eles...– Os gêmeos já fizeram 15 anos, a Reinheit está quase fazendo 13 e o Ad

  • A Rosa do Luar e o Camafeu Coroado   55. Júbilos

    A resposta de Bara foi agraciada com uma imensa e calorosa salva de palmas (se bem que os seus ex-pretendentes pareciam que perderiam os braços de tão sem vontade que aplaudiam), e o sorriso de Nemuru pela resposta de sua amada ia de orelha a orelha.Askherone criou com suas chamas azuladas a figura de um grande coração para cima. Um dos muitos truques que ele desenvolvera com a ajuda de Kimbe, do qual ficara mais amigo, para deslumbrar as tantas crianças que apareciam para brincar com a princesa no castelo. Impressionando os nobres e deixando o ambiente ainda mais formidável.– Senhores! – Mahotsukai tomava a atenção – Vocês não imaginam a alegria que sinto nesse momento. Há entre vocês alguns jovens que me procuraram para fazer esse mesmo pedido à minha filha, mas... Eu pude testemunhar por mim mesmo, tudo o que lhes faltava para que eu lhe cons

  • A Rosa do Luar e o Camafeu Coroado   54. Festividades

    As semanas correram, e Dark Yami já se tornou um sonho ruim do passado. Os Montes Korionenshõ se tornaram muito mais brandos com suas nevascas, permitindo a travessia semi-segura deles, pois ainda possuíam seus riscos naturais. E todos os reinos receberam o convite de uma grande festa em Kyuden que pretendia pronunciar uma grande noticia especial.Não foram poucos os curiosos para a tal revelação.Bara partiu com o pai, Acnarepse, Kimbe e Askherone uma semana antes para ajudarem na preparação da noticia, pois o plano era de apresentar Nemuru (acompanhado de Bara) a todos os presentes somente depois da revelação da verdade.– Ainda acho que iria ser mais interessante se eu me revelasse saindo do meio de todos eles do que de um “esconderijo”. – reclamava Nemuru em seu novo quarto.– Do jeito que você fala, até parece que aguardar do meu lado &eac

  • A Rosa do Luar e o Camafeu Coroado   53. Placidez

    Passou-se alguns dias. Kimbe ajudou a limpar as cavernas vulcânicas de todos os seres sombrios e também a esvazia-los de tudo. Gemas, mantimentos, equipamentos, tudo foi divido por igual entre os quatro Reis.Esvaziada e limpas as montanhas de Korionenshõ, Mahotsukai convidou Kimbe a viver em Heiwa como um de seus servos, pois, apesar dele ter servido ao seu pior inimigo, reconheceu nele uma preciosa fonte de conhecimento de defesa contra as artes das trevas.De início, Kimbe se sentiu receoso em aceitar tão maravilhosa oferta (pois já se imaginava voltando a mendigar pelos becos sombrios), mas Bara e Nemuru o convenceu a aceitar. Até Askherone se mostrou mais amigável com ele!Sobre Askherone, muitos foram os que se assustaram com o dragão ao vê-lo de imediato. Acnarepse quase desmaiou ao ver o lagarto gigante caminhando lado-a-lado de sua menina! Mas aos poucos, não só Askherone

  • A Rosa do Luar e o Camafeu Coroado   52. Desfecho de Korionenshõ

    Assim que Nemuru percebeu que a razão de Askherone ter criado barreiras de chamas em todas as saídas era para impedir que Dark Yami fugisse, saltou do lugar em que estava, com Candra na mão.“De jeito nenhum que esse demônio escapará outra vez!” – pensava ele enquanto se recordava da maneira que o mago costumava abandonar o seu mundo de sonhos, sempre que aparecia.Enquanto aqueles que não estavam responsáveis pelo vórtice se desnorteavam com as chamas de Askherone, Nemuru correu em direção ao mago que citava alguma coisa que o príncipe sabia que ele não podia terminar em hipótese alguma.Seja o que fosse que Dark Yami fazia, de olhos fechados, uma espécie de névoa negra se formava ao seu redor. E essa névoa que o cercava, era facilmente repelida pela Candra.Nemuru, usando cada gota de força que conseguira recup

  • A Rosa do Luar e o Camafeu Coroado   51. Vórtice

    A situação de Nemuru era complicada. Dark Yami se mostrava um adversário tão implacável quanto a sua mãe! E ainda tinha o extra que ele suportara com os espectros antes de encarar aquela batalha.– Pirralho desprezível, inconveniente, tolo e inútil! Fareis com que te arrependas de colocastes os pés nestas passagens! – ameaçava o mago enquanto o atacava.– Acredite peste, se não tivesse colocado as patas em Bara, nem em pesadelo que eu me aproximava daqui! – declarou Nemuru se defendendo e atacando como podia.– Ínfimo! Lhe dareis a lição de tua vida! Vou acorrentardes e o torturares pelo resto de tua miserável vida! E tudo bem diante dos olhos de tua querida princesinha...– Não permitirei isso nem mesmo sob o meu cadáver. – declarou o príncipe ganhando um novo estimulo com a ameaça.

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status