INICIAR SESIÓNApesar do sono que lhe recaía finalmente, Bara conseguiu copiar o segundo mapa (quinto se somar os copiados antes), sendo que Kimbe lhe confiara 15. Todos cheios de detalhadas notas sobre cada área que eles representavam, e que Bara fazia o possível para não deixar nenhum desses detalhes para trás.
Cansada e temendo a possibilidade de errar algo importante, decidiu finalmente descansar um pouco. Guardou o material debaixo do seu colchonete no rumo da cabeça e adormeceu. Ela até que descansava bem. Até a hora do almoço chegar...
– Acordes donzela. Devias usar eras a noite para dormires e não o dia!
Bara não gostou nem um pouco de reconhecer a voz que a chamava. – “Ele tinha que estragar um descanso tão bom?” – Bara se questionava antes de decidir abrir os olhos.
– Levanta-tes logo Filha, tua refeição te espera e não estois de bom humor hoje. – declarava o mago fazendo Bara se levantar a contragosto.
– Porque é você ao invés de Kimbe a me chamar. – se levantava ela para comer.
– Sois amiguinhos agora?!
– Entre um traidor que só se aproxima o necessário de mim e um demônio que me arranca quase toda a minha força, fica bem claro qual é a minha preferência.
– Sempre sois tão indiferente ante mim...
– Sei de você muito mais do que gostaria. – comentava ela já começando a comer.
– Falas do primogênito de Kyuden? Ele plenamente lhe dissestes exageros...
– Eu não precisei ouvir, vi com meus próprios olhos. E ainda estou tentando descobrir minhas capacidades como Filha do Luar.
– Que quereis dizer?
– Minha mãe morreu durante o meu nascimento. Por isso eu não sei praticamente nada sobre o que sou. E algo me diz que isso é culpa sua. – terminou Bara de contar, deixando Dark Yami profundamente intrigado.
O mago não abriu mais a boca, e Bara também se manteve em silêncio. Ele aguardou pacientemente pelo concluir da refeição de Bara e, observando-a um pouco, chegou a cogitar de não lhe drenar a energia neste dia, mas drenou-a mesmo assim. Apenas o suficiente para obter quase o mesmo que tomava de Nemuru.
Apesar de sua pressa em concluir seu exército, as coisas que ouvira de Bara lhe deixou preocupado, e tentou puxar da memória todas as informações que havia conseguido arrancar de Qamar e Jashte, deixando a princesa consideravelmente estável na cela.
Dark yami se apresou em depositar toda a energia recolhida em um grande cristal de musgravite que ficava no centro do maior vácuo criado por aquelas cavernas e onde a maior parte de seus servos habitava, para que pudesse a utilizar mais tarde em novas criações/invocações.
Dirigiu-se em seguida para o seu gabinete e acabou encontrando Kimbe no meio do caminho.
– Demorastes bastante lá fora não?
– Sinto muito senhor, mas é que estavas com dificuldades para encontrar os frutos. – Kimbe apresentou o seu cesto.
– Que sejas! Vais já dá-las à princesa! – ordenou ele mal-humorado e retomando o seu caminho.
– Só pode ser uma piada de mau gosto... A cordilheira inteira está infestada de mortos como os que enfrentamos durante a noite?!
– Ao menos já estamos preparados para os que não nos encontraram se o método utilizado para trazê-los for mesmo o que Kimbe os informou, Kebera.
– Tudo o que eu desejo é que Bara consiga nos entregar ainda essa noite, as cópias dos mapas para não termos nenhuma falha e nos livramos logo de todas essas aberrações da natureza.
– Só que isso, muito provavelmente, vai depender de quanta energia Bara será capaz de manter consigo toda vez que aquele parasita a visitar, mãe.
– Nemuru tem razão. Minha filha, quando determinada, é capaz de muitas coisas, mas até ela tem limites quando está fraca.
Discutiam os líderes do acampamento após receberem o relatório do grupo de Nemuru (aqueles que não sabiam a verdade sobre o príncipe, ficaram embasbacados com a revelação).
– Por enquanto vamos apenas nos livrar dos “incômodos” que decidirem cruzar nosso caminho. Já estamos bem próximos de nosso alvo e não sabemos quase nada de seu esconderijo. O que torna a conclusão dessas cópias vitais para os nossos próximos passos. Será que temos provisões suficientes?
– O Kimbe nos explicou que alimentos são existentes nessas terras geladas majestade. E até nos mostrou os que melhor alimentam, apresentando as que colheu para a princesa.
– O que torna viável que cada um de vocês seja um líder nos grupos que forem formados para buscarem esses alimentos Zula, não concordam majestades?
– Sem dúvidas Kebera. – respondia Mahotsukai com Jõo apenas assentindo.
– Mas meu filho fica. Ele é o único atualmente capaz de receber o contato de Bara, e a espada que ele recebeu pode guardar mais surpresas.
– Agora você apresentou um ponto para mantê-lo aqui!...
– Keberanian, se for para ficar discutindo com Jõo sobre as decisões que ela tomou em prol de seu filho, é melhor focar nas criaturas que enfrentaremos.
– Olha aqui Rei-Mago, eu nã... – Camao entrava na tenda – Mas vejam! Noticias do outro grupo conseguiu chegar a nós, sãs e salvas!
Um riso escapou de quase todo mundo (Jõo apenas revirou os olhos para Keberanian) e Mahotsukai apressou-se em ajudar a ave que se mostrava cansada e faminta. Fornecidos os cuidados necessários, ele começou a ler a mensagem enviada por Rei Hilfe.
– E então Mahotsukai, o que eles nos informam?
– Parece que eles acabaram tendo o mesmo tipo de visita que nós Jõo, mas como eu já esperava... Lidaram facilmente com todos eles. Já mencionei que Hilfe possui arcanistas e arquimagos em sua linha de frente?
– Não tão especificamente! – surpreendia-se Keberanian.
– Pois ele tem. Diferente de nós sua escalada foi fácil apesar de tudo e eles parecem também estarem próximos de nosso alvo.
– Assim que seu megalfumac acordar,... – Jõo observava a ave que descansava finalmente – ...mande para o Hilfe e para o meu general, tudo o que já descobrimos e o que planejamos. Existe alguma forma de copiarmos esses mapas que estamos esperando de forma imediata?
– Há alguns truques no mundo da magia sim, mas às vezes é mais confiável efetuar a cópia manualmente.
Jõo deixou escapar um suspiro e saiu dizendo que iria averiguar os soldados. Keberanian se encarregou de organizar os grupos que procurariam por mais mantimentos, e Mahotsukai foi cuidar de escrever a mensagem informativa para o segundo exército.
Bara não esperava que aquele sádico fosse lhe roubar menos forças depois do comentário que fez sobre sua mãe e sobre si mesma. Mas isso lhe permitiu conseguir concluir o copiar de metade dos mapas.
O sono já lhe batia de novo quando Kimbe apareceu bem mais cedo que a hora do jantar e banho.
– Trouxe-lhe um agrado princesa! – anunciava ele ao entrar animado.
– Agrado? Que agrado?!... E não está um pouco cedo para o jantar?
– O que eu trouxe não é o seu jantar, e sim algo que irá animá-la. Fisicamente e... – ele baixava a voz – Emocionalmente também.
– E o que você tem para mim?... – se animava Bara.
– Para o seu corpo, consegui várias frutas que lhe farão muito bem à saúde. Fiz bebida de algumas e trouxe outras em natura. – explicava entregando a bandeja que apeteceu a princesa – E para a alma... – ele baixava a voz mais uma vez – Noticias do príncipe que pude encontrar enquanto colhia as frutas.
– Ele está bem? A espada foi mesmo útil? Eles tiveram feridos? Queria estar mais avançada em meus “desenhos”...
Kimbe acabou deixando um pequeno riso escapar, e repassou tudo pacientemente à Bara. Foi interrompido algumas vezes, mas não se incomodou com as faltas da princesa, pois ele compreendia melhor do que ninguém o que era estar preso naquelas cavernas.
Quando ele terminou de contar tudo, Bara estava claramente esperançosa.
– Tenho que me esforçar um pouco mais. Não sei o porquê exato do parasita ter me deixado um pouco de forças, mas tenho que aproveitar isso para concluir esses “desenhos”.
– Mais tarde retornarei com o jantar e a agua limpa de seu banho, procure não se cansar muito até lá. – pedia Kimbe recolhendo a bandeja e seguindo para a porta – Até o cair da noite alteza.
– Até Kimbe. – despediu-se ela.
Ao se ver sozinha mais uma vez, e bem disposta graças ao lanche inesperado, Bara retomou seu caderno e voltou a copiar os mapas. Ela conseguiu completar mais duas cópias antes do retornar de Kimbe.
Ficando mais uma vez sozinha, Bara havia colocado na cabeça que precisava terminar aqueles mapas ainda nesse dia, então, para evitar de pegar no sono, ela ficou mais próxima da janela (onde o vento a fazia tremer inteira) para tentar se manter desperta por mais tempo.
A ideia até que funcionava, mas... ainda no começo do 11º mapa, os olhos de Bara decidiram se fecharem um pouco.
Selena, que nunca deixara de observar tudo o que acontecia com cada uma de suas protegidas, resolveu dar mais uma ajuda à Bara em suas contendas.
Aproveitou que o luar batia plenamente no caderno e, combinando a luz da lua com o gelo da cela mais o seu poder, não só terminou de copiar todos os mapas faltantes, como também criou mapas de áreas não exploradas por Dark Yami e seus servos. Áreas essas que ela, observadora do mundo, pode acompanhar sua formação bem antes daquele mago resolver começar a habitar naquelas galerias ardentes.
“Bara?” – chamava ela ao terminar os mapas – “Acorde minha querida! Além de ter de entregar os mapas, acabará adoecendo se continuar a dormir no frio.”
“Hum... Entregar os mapas?...” – Bara se remexia – “Espera. Eu ainda não os terminei!!” – despertava ela num pulo.
“Acalme-se Filha, eu já os concluí para você.”
– Quê?! – admirava-se Bara já conferindo o que tinha em mãos.
“Mas espere aí... Não eram só quinze?”
“Mesmo após tantos anos habitando nesse abrigo, Dark Yami ainda não conhece os limites dessa montanha. Os cinco mapas extras são de partes que ele ainda não notou existirem.”
Bara não soube bem como reagir diante de tão boa noticia. Apressou-se em reunir todas as plantas e buscou seu camafeu sobre o travesseiro para encontrar-se logo com Nemuru. Não demorou para se ver novamente naquele lago (que ela imaginou ser alguma área protegida por Selena no mundo dos sonhos).
– Nemuru? – começou ela a procura-lo – Nemuru, cadê você?
– Estava me perguntando quando é que você apareceria outra vez. – sussurrou ele por trás dela, assustando-a.
– Nemuru! – os dois se abraçavam – Por favor, não me assuste assim. Não por enquanto.
– Tudo bem, me desculpe, mas a que devo a honra de ter a companhia da mais bela donzela em já pude colocar meus olhos! – Bara corava...
– Terminei os mapas. Quero dizer, Selena me ajudou a termina-los. – declarou Bara já os estendendo para ele – Espero que vocês consigam fornecer um bom uso para todos eles.
– Estávamos apenas aguardando por eles para nos decidirmos como agir. – Nemuru examinava os mapas por cima – Mas e você? Kimbe lhe contou que nos encontramos?
– Sim. E foi a melhor coisa de meu dia hoje.
O coração de Nemuru se alegrou como nunca. Eles conversaram bem brevemente sobre tudo e logo se separaram. De volta ao seu “quarto”, Bara mal havia acabado de se envolver nos cobertores quando Dark Yami resolvera lhe espionar o repouso.
O casal observava o crepúsculo da janela da torre.– O tempo voou, não é mesmo?... – Bara se recostava no marido.– Realmente. – ele a recolhia – Nem acredito que já faz um mês que você assumiu o lugar de seu pai. E nem no tanto que ele conseguiu viver! Não são muitos os que alcançam os 70 anos atualmente.– Isso só foi possível por minha causa e de Tsuki. Se minha mãe não tivesse sido impedida de me criar, meu pai teria vivido muito mais...– Teria gostado de conhecer minha sogra. A mulher que gerou o mais precioso tesouro de minha vida. – ele lhe roubava um selinho.– Você é sempre um doce. Acha que nossos filhos já superaram a perda do avô? Meu pai foi muito coruja com eles...– Os gêmeos já fizeram 15 anos, a Reinheit está quase fazendo 13 e o Ad
A resposta de Bara foi agraciada com uma imensa e calorosa salva de palmas (se bem que os seus ex-pretendentes pareciam que perderiam os braços de tão sem vontade que aplaudiam), e o sorriso de Nemuru pela resposta de sua amada ia de orelha a orelha.Askherone criou com suas chamas azuladas a figura de um grande coração para cima. Um dos muitos truques que ele desenvolvera com a ajuda de Kimbe, do qual ficara mais amigo, para deslumbrar as tantas crianças que apareciam para brincar com a princesa no castelo. Impressionando os nobres e deixando o ambiente ainda mais formidável.– Senhores! – Mahotsukai tomava a atenção – Vocês não imaginam a alegria que sinto nesse momento. Há entre vocês alguns jovens que me procuraram para fazer esse mesmo pedido à minha filha, mas... Eu pude testemunhar por mim mesmo, tudo o que lhes faltava para que eu lhe cons
As semanas correram, e Dark Yami já se tornou um sonho ruim do passado. Os Montes Korionenshõ se tornaram muito mais brandos com suas nevascas, permitindo a travessia semi-segura deles, pois ainda possuíam seus riscos naturais. E todos os reinos receberam o convite de uma grande festa em Kyuden que pretendia pronunciar uma grande noticia especial.Não foram poucos os curiosos para a tal revelação.Bara partiu com o pai, Acnarepse, Kimbe e Askherone uma semana antes para ajudarem na preparação da noticia, pois o plano era de apresentar Nemuru (acompanhado de Bara) a todos os presentes somente depois da revelação da verdade.– Ainda acho que iria ser mais interessante se eu me revelasse saindo do meio de todos eles do que de um “esconderijo”. – reclamava Nemuru em seu novo quarto.– Do jeito que você fala, até parece que aguardar do meu lado &eac
Passou-se alguns dias. Kimbe ajudou a limpar as cavernas vulcânicas de todos os seres sombrios e também a esvazia-los de tudo. Gemas, mantimentos, equipamentos, tudo foi divido por igual entre os quatro Reis.Esvaziada e limpas as montanhas de Korionenshõ, Mahotsukai convidou Kimbe a viver em Heiwa como um de seus servos, pois, apesar dele ter servido ao seu pior inimigo, reconheceu nele uma preciosa fonte de conhecimento de defesa contra as artes das trevas.De início, Kimbe se sentiu receoso em aceitar tão maravilhosa oferta (pois já se imaginava voltando a mendigar pelos becos sombrios), mas Bara e Nemuru o convenceu a aceitar. Até Askherone se mostrou mais amigável com ele!Sobre Askherone, muitos foram os que se assustaram com o dragão ao vê-lo de imediato. Acnarepse quase desmaiou ao ver o lagarto gigante caminhando lado-a-lado de sua menina! Mas aos poucos, não só Askherone
Assim que Nemuru percebeu que a razão de Askherone ter criado barreiras de chamas em todas as saídas era para impedir que Dark Yami fugisse, saltou do lugar em que estava, com Candra na mão.“De jeito nenhum que esse demônio escapará outra vez!” – pensava ele enquanto se recordava da maneira que o mago costumava abandonar o seu mundo de sonhos, sempre que aparecia.Enquanto aqueles que não estavam responsáveis pelo vórtice se desnorteavam com as chamas de Askherone, Nemuru correu em direção ao mago que citava alguma coisa que o príncipe sabia que ele não podia terminar em hipótese alguma.Seja o que fosse que Dark Yami fazia, de olhos fechados, uma espécie de névoa negra se formava ao seu redor. E essa névoa que o cercava, era facilmente repelida pela Candra.Nemuru, usando cada gota de força que conseguira recup
A situação de Nemuru era complicada. Dark Yami se mostrava um adversário tão implacável quanto a sua mãe! E ainda tinha o extra que ele suportara com os espectros antes de encarar aquela batalha.– Pirralho desprezível, inconveniente, tolo e inútil! Fareis com que te arrependas de colocastes os pés nestas passagens! – ameaçava o mago enquanto o atacava.– Acredite peste, se não tivesse colocado as patas em Bara, nem em pesadelo que eu me aproximava daqui! – declarou Nemuru se defendendo e atacando como podia.– Ínfimo! Lhe dareis a lição de tua vida! Vou acorrentardes e o torturares pelo resto de tua miserável vida! E tudo bem diante dos olhos de tua querida princesinha...– Não permitirei isso nem mesmo sob o meu cadáver. – declarou o príncipe ganhando um novo estimulo com a ameaça.