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44. Primeiros passos

Author: Tsuki-Hime
last update publish date: 2021-11-05 22:12:28

– Então os planos serão estes, mas eu ainda não entendo como é que aquele ser ainda não percebeu a nossa presença.

– Em breve os outros mortos irão chegar de volta Keberanian, se não conseguirmos colocar tudo isso em prática antes de seu retorno...

– Não haverá dúvidas de que seremos descobertos, certo Mahotsukai?

– Exatamente Hilfe.

Após quase duas horas de analises e discussões, os planos de invasão e eliminação de todos aqueles demônios haviam sido finalmente concluídos.

– Já não era mais tempo! – Nemuru estava impaciente – Começaremos assim que o sol ressurgir ou ainda nessa noite?

– Iniciaremos assim que Camao entregar as cópias que fizemos ao Hilfe. Uma vez confirmado que ele alcançou o outro acampamento, começaremos imediatamente. – declarava Jõo.

– Então vamos começar agora a nos preparar. Merida, libere a ave. – pedia Hilfe.

Meio minuto depois, a ave balançou a cabeça e tremeu todas as penas de seu corpo. Sem ter ideia de que fora usada como meio de comunicação.

Mahotsukai preparou a ave para fazer a entrega dos mapas com a ajuda de Zula e os grupos em que o exército se dividiria se reuniam. Preparativos feitos, todos foram descansar o máximo que podiam.

Dark Yami, antes animado pela incrível invocação que efetuara, estava incomodado. Ele não esperava que tivesse tão pouca informação sobre as Filhas do Luar ao seu alcance. Apesar de não ter o hábito de quebrar as próprias promessas, resolveu observar a princesa como na noite passada mais uma vez (mas dessa vez, tomaria o cuidado de não deixar ninguém o ver).

Foi até um de seus grimórios e utilizou um encantamento de invisibilidade. Com o máximo de cautela possível, ele atravessou as cavernas até a porta da princesa. Ele ainda pôde ver Kimbe se afastando do quarto do outro lado do corredor que levava até a cela e, como Kimbe não havia visto ninguém, só ouvido, não suspeitou que fosse o seu mestre.

Aproximando-se da porta, ele viu Bara cantarolando e se enrolando em quase todos os cobertores e se sentando bem perto da abertura gelada. – “Curioso...” – Pensava ele sem nem mesmo alterar suas intenções para não acabar percebido.

Continuou observando. E ficou sem entender o que ela pretendia expondo aquele camafeu no luar, mas ficou fascinado quando um leve lume se formou no corpo da princesa após ela cair no sono.

Aquela joia não és um amuleto. O único item místico que ela tinhas era o medalhão que estais comigo. Ela conseguistes mentir-me?...” – Cogitava ele.

– Bara? Onde você está? – Nemuru se via novamente naquele lago.

– Bu!! – assustava ele Bara por trás.

– Bara! Que alegria poder vê-la antes de começarmos! – declarava ele já a abraçando.

– Antes de começarem o que Nemuru?

– O nosso ataque e também seu resgate. Começaremos assim que o exército que está no norte receber a cópia dos mapas que você nos entregou.

– Então... Você quer dizer... Que amanhã esse pesadelo poderá estar terminado?!

– E assim que aquele parasita tiver sumido de vez, vou abraça-la e beija-la tanto, que será arriscado nossos pais exigir o nosso casamento.

Bara só não ficou mais vermelha porque a paisagem noturna não permitia uma visão mais clara deles.

– Você sempre sabe como me deixar sem graça, não é mesmo. – encolhia-se Bara sem conseguir encarar Nemuru direito.

– E a cada minuto que passamos juntos, mesmo nos sonhos, mais fascinado eu fico por ti. – declarou ele acariciando o rosto dela.

– Eu até que aceitaria, sabe. Casar-me contigo...

– Já enfrentei dez nobres que não te mereciam; encarei gelo e monstros para reencontrá-la; ganhei a honra de ser seu escolhido; e em breve irei enfrentar um dos seres que mais me assombrou até hoje. Pode ser prepotência minha, mas não há nada do que eu não seja capaz de fazer por você Bara. E por seu amor.

– Nemuru...

Tocados por estas palavras, os dois se beijaram apaixonadamente. Um beijo tão cheio de amor e entrega que, se não fosse a existência do perigo que estava sempre cercando aos dois no mundo real, eles teriam ido muito além.

Na total falta do fôlego, eles se separaram.

– Farei tudo o que eu puder... – afirmava Bara reavendo o ar – Tudo que estiver em meu alcance, eu irei fazer para ajuda-los...

– Primeiro vamos nos infiltrar nas cavernas. Eliminando o máximo de obstáculos possíveis durante o caminho. Vamos reduzir o número de oponentes para depois pegarmos Dark Yami e resgatarmos você.

– Aguardarei ansiosa. E espero que Kimbe possa auxilia-los caso venha a cruzarem seus caminhos.

– Também conto com isso.

– Acorda rapaz! Suas majestades já começaram a chamar! – falava alguém, chamando Nemuru.

– Eu vou. Mas em breve nos reuniremos de verdade.

– Estou rezando pelo bem de vocês. Boa sorte meu amor... Boa sorte para todos.

E trocaram um beijo terno como despedida.

Querendo analisar melhor o que ela fazia, Dark Yami adentrou no quarto o mais silenciosamente possível. Aproveitando que, se ela acordasse, não seria visto.

Ele se conteve ao máximo em não toca-la, especialmente ao perceber que a força vital dela parecia oscilar durante aquilo tudo. Como se ela estivesse recuperando, e ao mesmo tempo doando sua força para alguém.

Ela sabes muito mais de si mesma do que me fizestes acreditar. E pareces que a verdadeira chave sois o luar e não um objeto em si.” – Observava ele.

Como não queria ser descoberto (ainda), limitou-se a continuar observando sem fazer um ruído que fosse.

Passados alguns minutos, o lume sobre a princesa se esvaía e logo ela despertou. Dark Yami fez de tudo para fingir que não estava ali, e observou detalhadamente cada movimento de Bara.

– Não vejo a hora de poder finalmente sair daqui! – falava Bara para ela mesma – Nemuru, papai, pessoal... Deixo essas montanhas antes da próxima noite. Ah se eu deixo! – terminava ela de se ajeitar para dormir de verdade.

Dark Yami chegou a morder uma das mãos para conseguir segurar a vontade de se manifestar. – “Antes da próxima noite!?” – ele se afastava devagar – “O quê que tu tens conseguido fazer por minhas costas??

O mago aguardou mais alguns minutos e, antes de deixar o lugar, resolveu se aproximar de Bara e drenar-lhe uma pequena parte de suas forças. Mas não era apenas energia que ele havia pego da princesa...

Retornado ao seu escritório, ele pegou um cristal sobre uma das prateleiras quase a deixando cair por não ter se livrado do encantamento de invisibilidade antes.

Livrado de qualquer inconveniente, ele depositou sobre o cristal, aquilo que pegara de Bara, uma cópia de suas últimas memórias, e observou tudo com a ajuda do cristal.

Viu a verdadeira relação que existia entre ela e Kimbe (apesar de não ter podido ouvir nada), e ficou chocado ao ver que ela e Nemuru tinham como se contatar! Ficou pensando em todas as situações possíveis e explicáveis.

– Acho... Que o aventureiro que tinhas sentido podias ser o pirralho. – ele meditava – Sem dúvidas estarás acompanhado. Talvez... Do Rei-Mago. Deveis estares se escondendo com o poder dele! Quando que o pirralho matastes a charada?

Ainda refletindo sobre a situação, começou a estudar seus mapas sobre a região e as cavernas vulcânicas. Para depois conferir os lacaios que tinha ao seu serviço.

– Mudarei a princesa de estadia, e deixarei Askherone como guarda. Confiar no pequeno tolo sois perigoso e... Não serias má ideia deixar um espectro em cada entrada importante de vigia, pois agora tenho tal quantia. Não posso permitir que eles percebas que já estou ciente de teus intentos.

Dark Yami continuou fazendo seus planos e passou a aguardar ansioso pelo retorno dos mortos, pois, é através destes (ou melhor, dos que não retornarem) que ele iria identificar a posição inimiga. Espalhou os espectros por quase todo o covil e procurou o novo “quarto” de Bara.

E assim, passo-a-passo, preparou-se para a visita surpresa (lamentando apenas por não ter bem mais servos à sua disposição).

– Então, todo mundo já sabe o que fazer, certo? – perguntava Nemuru ao seu grupo diante de uma das entradas que só Selena sabia existir antes.

– Sim. – respondeu quase todos juntos.

– Muito bem. Lembrem que não podemos ser percebidos. E pode até parecer uma ação meio covarde, mas diante de todos os riscos, quanto menos alardes melhor.

– Como é mesmo que iremos reconhecer o servo que vem ajudando a princesa? – perguntava um dos soldados, do grupo de quinze.

– Não vai ser fácil... Pelo menos não se ele estiver misturados aos lacaios com altura semelhante a dele. Tudo o que eu posso dizer é que ele é um pequeno homem usando um manto com capuz que o esconde por inteiro. – explicava o príncipe.

– Realmente não nos será uma tarefa muito fácil... Sem esquecer que não podemos ter piedade alguma dos que encontrarmos para não sermos descobertos.

– Por isso que eu disse que não gostava muito desse plano! Preferiria encarar esses monstros de frente ao invés de às escondidas, mas imagine o que eles poderiam tentar fazer com a princesa se nos descobrirem. – declarou Nemuru sentindo um calafrio só de pensar nas próprias palavras. – Mais alguma pergunta antes de entrarmos? – ninguém respondeu nada – Ótimo! Vamos em frente e... Que tudo que é divindade olhe por nós.

Cada um que era religioso fez um pequeno sinal de acordo com a sua fé, e adentraram na caverna oculta por trepadeiras e estirpes, bem próximo ao acampamento deles.

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