로그인📖 Capítulo 161 — A menina no centro do segredoNarradora: CelineEu nunca imaginei que um dia precisaria investigar a minha própria infância como se estivesse tentando reconstruir a vida de uma pessoa desconhecida. Durante muito tempo, minhas lembranças foram meu único refúgio em meio à dor de perder meu pai. Eu me agarrava aos aniversários, às viagens que fizemos juntos, às fotografias em que ele me carregava no colo e às histórias que minha mãe contava sobre os primeiros anos da minha vida. Agora, porém, cada lembrança parecia esconder uma pergunta, cada fotografia podia conter uma pista e cada silêncio dos adultos ameaçava transformar aquilo que eu considerava verdadeiro em mais uma mentira.A descoberta de Henrique não saía da minha cabeça. Alguém havia solicitado informações detalhadas sobre minha rotina meses antes da morte do meu pai. Não era uma suspeita baseada em uma mensagem anônima ou na interpretação de uma fotografia. Existia um registro. Alguém queria saber meus horári
📖 Capítulo 160 — O alvo nunca foi o dinheiroNarrador: AdalbertoEu estava com vontade de quebrar alguma coisa.Desde que Celine me contou o que Álvaro havia dito naquele encontro, eu não conseguia pensar em outra coisa. Seu pai não morreu porque descobriu o dinheiro. Morreu porque descobriu quem estava usando você para chegar até ele.Aquela frase continuava martelando na minha cabeça, e quanto mais eu tentava encontrar uma explicação lógica, mais perguntas apareciam. Quem usaria uma criança para se aproximar de um homem? Com qual finalidade? E, principalmente, por que alguém esperaria tantos anos para transformar aquela descoberta em uma ameaça contra Celine?A primeira coisa que senti foi raiva. Uma raiva tão forte que precisei me afastar por alguns minutos para não descontá-la em quem não tinha culpa. Eu conhecia os riscos de enfrentar homens poderosos, sabia que dinheiro e influência podiam comprar silêncios e destruir reputações, mas a ideia de alguém ter se aproximado da famíl
📖 Capítulo 159 — A confissão incompletaNarradora: CelineEu não consegui esquecer a fotografia.Mesmo depois de guardar o celular, tomar banho e tentar me concentrar nos preparativos para o encontro com Álvaro, a imagem continuava diante dos meus olhos. O círculo vermelho em torno daquele rosto, a expressão do meu tio quando leu a mensagem no verso e, principalmente, a maneira como ele se recusou a me explicar o que havia acontecido depois daquela noite.Tudo parecia estar conectado, mas eu ainda não conseguia enxergar o desenho completo.— Você está quieta demais — Adalberto comentou enquanto eu terminava de prender o cabelo diante do espelho.Encontrei seu olhar pelo reflexo.— Estou tentando organizar tudo o que aconteceu.— A fotografia?Assenti.— Meu tio reconheceu a pessoa marcada. Eu vi o rosto dele, Adalberto. Augusto ficou branco quando leu aquela frase. Não foi uma reação de alguém que simplesmente não se lembra de um acontecimento antigo. Ele sabe exatamente do que aquel
📖 Capítulo 158 — O homem que sabia demaisNarrador: Álvaro VasconcelosEu sabia que aquele dia chegaria. Durante anos, convenci a mim mesmo de que o passado permaneceria enterrado, protegido por documentos falsificados, empresas encerradas no papel e homens poderosos que sabiam exatamente quanto custava manter uma boca fechada. Acreditei que, enquanto eu cumprisse minha parte, continuaria sendo útil o bastante para não me transformarem em um problema. Foi um erro. Naquela manhã, sentado diante da janela do meu escritório, com uma pasta aberta sobre a mesa e o celular vibrando sem parar, percebi que a estrutura que me protegeu durante tanto tempo talvez estivesse preparando a minha queda. E o pior era saber que eu mesmo havia ajudado a construir aquela armadilha.O nome de Celine Ferraz aparecia na tela do meu computador. Eu tinha passado a noite acompanhando os movimentos dela por meio de informações que ainda conseguia acessar, embora meus privilégios estivessem diminuindo a cada di
📖 Capítulo 157 — O encontro marcadoNarradora: CelineEu li aquela mensagem tantas vezes que as palavras começaram a parecer gravadas na minha mente.“Você ainda não entendeu que alguém da sua própria família está escondendo o verdadeiro motivo da morte do seu pai.”Meu tio estava sentado à minha frente, com as mãos entrelaçadas e uma expressão que eu já não conseguia interpretar. Durante anos, Augusto Ferraz tinha sido uma lembrança dolorosa, um homem que eu acreditava ter perdido para sempre. Depois, descobri que estava vivo. E, desde então, cada conversa com ele parecia abrir uma porta para um passado ainda mais sombrio.Agora, eu precisava encarar a possibilidade de que o homem que havia reaparecido na minha vida, dizendo que queria me proteger, ainda estivesse escondendo uma parte essencial da verdade.— Eu quero que você me responda uma coisa, tio. E, por favor, não tente mudar de assunto, não me diga que está fazendo isso para me proteger e não use o meu pai como desculpa. — M
📖 Capítulo 156 — As regras do inimigoNarrador: AdalbertoEu reli aquela mensagem tantas vezes que comecei a decorar cada palavra. “Se quer saber quem matou seu pai, venha sozinha. Eu vou contar tudo.” Álvaro Vasconcelos tinha passado anos escondendo informações, aparecendo nos documentos apenas quando lhe convinha e deixando outras pessoas assinarem por ele. Agora, justamente quando estávamos perto de descobrir quem comandava aquela organização, ele queria que Celine se afastasse de todos nós para ouvir o que tinha a dizer. Aquilo não era uma simples proposta de conversa. Era uma tentativa de estabelecer as regras antes mesmo de o encontro acontecer, e eu não estava disposto a permitir que ele escolhesse as condições em que minha mulher ficaria vulnerável. Sim, eu já a considerava minha mulher, mesmo antes do casamento. Não precisava de uma cerimônia para saber que passaria o resto da vida ao lado dela, mas precisava garantir que ela chegasse até aquele dia com a possibilidade de es







