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Capítulo 5

Author: Sem Asas
Carolina estava realmente com medo.

Da última vez, em um restaurante cheio de gente, ele já fora capaz de agir com tanta brutalidade. Agora passava das duas da manhã. O corredor do prédio estava silencioso, vazio, e ela não fazia ideia do que ele poderia fazer com ela desta vez.

— Eu… Eu não sabia que você também viria.

A voz de Carolina tremeu. Ela se manteve colada à porta, como se estivesse pronta para bater e pedir socorro a qualquer segundo.

— Não foi de propósito aparecer na sua frente.

O rosto de Henrique estava sombrio.

Ele se virou, caminhou até a lixeira no canto do corredor, apagou o cigarro e o jogou fora. Em seguida, apertou o botão do elevador.

Quando a porta se abriu, ele olhou de volta para Carolina e disse, num tom indiferente:

— Não vai entrar?

Carolina puxou o ar com força. O coração batia desordenado enquanto, cheia de hesitação, caminhou lentamente até ele.

Ele não iria enlouquecer de novo?

Estava esperando por ela?

Dentro do elevador, Carolina se encostou no fundo, sem conseguir relaxar nem por um instante. O olhar permaneceu fixo nas costas de Henrique.

Ele era alto.

O cabelo curto, bem aparado.

A nuca bonita, os ombros largos, a cintura firme e definida.

Havia nele aquela elegância fria de quem parece magro quando vestido, mas é forte de verdade.

O simples contorno de suas costas transmitia uma estranha sensação de segurança.

Antes…

Ela adorava abraçá-lo por trás enquanto ele cozinhava. Encostava o rosto nas costas largas dele, em silêncio. Aquela sensação era tranquila. Confortável. Segura.

Ele costumava rir e perguntar:

— Se você ficar me abraçando desse jeito, como é que eu vou cozinhar?

— Eu não estou segurando suas mãos. Você cozinha, eu abraço. — Ela fazia charme.

Ele dizia, a voz baixa, quase colada ao ouvido dela:

— Você tem ideia de como o seu corpo é macio? Assim eu não consigo pensar em comida nenhuma. Só consigo pensar em você.

— Que coisa feia… Nem cozinhar você leva a sério. — Ela resmungava.

Henrique nunca estava brincando.

Ele largava tudo, erguia-a com facilidade e a colocava sobre a bancada da cozinha, como se o mundo inteiro pudesse esperar.

Só depois de saciado, satisfeito, é que a carregava de volta para o quarto, deixava-a descansar…

E então voltava para a cozinha, para cozinhar para ela.

As lembranças eram doces.

Mas, ao serem revisitadas, deixavam apenas um gosto amargo no coração.

Carolina abaixou a cabeça, evitando continuar a encarar as costas dele.

Quando as portas do elevador se abriram, os dois saíram sem trocar uma única palavra, um após o outro.

O carro de Henrique estava estacionado dentro do condomínio. Carolina passou ao lado dele, pronta para seguir adiante.

— Entra no carro.

A voz masculina veio por trás.

Carolina se assustou e virou a cabeça para olhá-lo.

Henrique estava diante do banco do motorista, abrindo a porta. O rosto permanecia impassível, os olhos frios; até a forma de falar não carregava emoção alguma.

— Não precisa, obrigada. Eu pego um táxi e vou sozinha.

Havia um receio instintivo dentro dela.

— Entra no carro. — O tom dele ficou mais firme.

— De verdade, não precisa. Eu…

— Não me faça repetir pela terceira vez.

Carolina ficou imóvel, atônita, olhando para ele, confusa.

O que aquilo significava?

Henrique não disse mais nada.

Entrou no carro, fechou a porta, colocou o cinto de segurança e permaneceu ali, sem ligar o motor, esperando em silêncio.

Carolina percebeu que, por mais que Henrique a odiasse, por mais que a rejeitasse, isso não mudava um fato incontestável:

Henrique era um homem íntegro.

O caráter e a educação simplesmente não lhe permitiam deixar uma mulher sozinha, às duas e meia da madrugada, pegando um táxi por conta própria.

Ela não hesitou mais.

Caminhou até a porta traseira do carro e puxou com força. Não abriu. Puxou outra vez. Continuava trancada.

De repente, Henrique se inclinou em direção ao banco do passageiro, estendeu o braço e destravou a porta da frente. Em seguida, voltou a se sentar corretamente, num movimento rápido e preciso, sem dizer uma palavra.

Diante da porta aberta, Carolina hesitou por alguns segundos. No fim, não pensou demais. Entrou no carro, sentou-se e puxou o cinto de segurança.

No espaço estreito do veículo, havia apenas ela e Henrique.

O interior estava impregnado com um suave aroma de lavanda, um cheiro de que ela gostava… e que Henrique também gostava.

Carolina ficou rígida, desconfortável. Sentia-se envolvida pela presença dele, como se o ar ao redor estivesse tomado por Henrique. A mente se confundia, e até respirar parecia exigir esforço.

As luzes internas se apagaram. Henrique deu a partida e o carro saiu lentamente do condomínio.

Ele ativou a navegação no painel e disse, sem emoção:

— O endereço.

— Ah…

Carolina estendeu a mão e digitou o destino na tela.

Henrique lançou um rápido olhar para o visor. As sobrancelhas se fecharam levemente.

Durante todo o trajeto, nenhum dos dois disse uma única palavra.

O tempo pareceu se arrastar de forma cruel. Para Carolina, cada segundo dentro daquele carro era um tormento.

Ela não teve coragem de olhar para Henrique. Virou o rosto para a janela, observando a paisagem noturna passar, enquanto o coração tremia de forma sutil e o corpo inteiro permanecia em tensão. Até o ar parecia ficar cada vez mais rarefeito.

Cinco anos depois, sentar-se novamente no banco do passageiro ao lado dele…

Ela jamais imaginara que se sentiria tão contida, tão desconfortável.

Antes, sempre que Henrique ia buscá-la na universidade para voltarem ao pequeno lar que compartilhavam, ele trazia lanches, iogurtes, coisas simples para ela comer no caminho.

Henrique era extremamente cuidadoso com limpeza, mas nunca se importava se ela sujasse o carro. Ela comia e, no meio disso, ainda o alimentava.

Não importava se ele gostava ou não. Qualquer coisa que viesse das mãos dela, até veneno, ele seria capaz de engolir sem hesitar.

Quarenta minutos depois, o carro entrou numa área afastada de Porto Velho e parou diante de um prédio residencial antigo, de apenas três andares, visivelmente desgastado pelo tempo.

O poste de luz ao lado era fraco. O beco, estreito e profundo, mergulhava numa escuridão densa.

— Cheguei. Obrigada.

Carolina soltou o cinto e abriu a porta.

O rosto de Henrique ficou ainda mais sombrio.

Ele também desceu do carro, deu a volta pela frente e parou ao lado dela. Ergueu o olhar para o prédio antigo, avaliando-o em silêncio por um instante, antes de perguntar:

— Você mora aqui?

Carolina ficou imóvel por um segundo.

Não respondeu.

Apenas o olhou, inquieta, com um desconforto silencioso crescendo no peito.

A luz amarelada do poste desenhava o contorno do rosto dele, delicado e duro ao mesmo tempo. A opressão daquele semblante sombrio parecia ganhar corpo, com uma raiva contida ondulando por baixo.

Henrique soltou uma respiração longa, como se algo estivesse preso no peito. A voz veio baixa e gelada:

— Carolina, é isso que você chama de vida feliz?

O coração dela deu uma dor surda e profunda. Carolina já conseguia prever o que ele diria em seguida. O medo de ouvir a fez se virar às pressas e caminhar em direção ao prédio.

Ela tinha medo de desabar.

Não queria ouvir.

Henrique deu passos largos e a alcançou. Segurou com força o pulso dela e a puxou de volta.

Ele ainda nem tinha falado…

E os olhos de Carolina já estavam vermelhos.

O peito ardia, ácido, como se ela tivesse sido jogada em um oceano sem fundo, lutando para respirar, procurando às cegas algo a que pudesse se agarrar para não afundar.

— Carolina, você não sente vergonha de si mesma? — A voz de Henrique era áspera, quebrada, carregada de uma fúria quase incontrolável. — Foi por esse tipo de homem que você me traiu? Por ele você foi embora sem olhar pra trás? E agora? Ele se cansou de você e te jogou fora?

— Me solta…

A voz de Carolina saiu quase como um pedido de socorro. A garganta parecia bloqueada por lâminas afiadas. Doía tanto que as palavras vinham engasgadas.

Ela realmente estava vivendo de forma miserável.

Formada em uma universidade de elite, em Finanças.

Com um emprego bem pago praticamente garantido na Nova Capital.

Com um namorado brilhante e promissor.

E agora?

Era apenas uma advogada de causas sociais, com um salário comum, carregando dívidas gigantescas, morando numa casa velha na periferia.

Exausta.

Vivendo como um cachorro cansado.

A desculpa que usara para terminar com ele naquela época agora se voltava contra ela, dilacerando-a lentamente, sem piedade.

Ela merecia.

Não tinha o direito de chorar.

Mas a dor no peito era como se o coração tivesse sido rasgado em pedaços, sangrando por dentro. Doía tanto que o corpo inteiro tremia.

— Por favor… Me solta.

Henrique soltou uma risada cheia de sarcasmo.

— Ele não deixa de ser um riquinho. Você não conseguiu tirar nenhum proveito disso?

Carolina puxou o braço com força, mas não conseguiu se libertar da mão firme dele. O pulso doía.

O coração doía ainda mais.

Ela fechou os olhos, e as lágrimas escorreram pelo rosto pálido. Sob a luz amarelada do poste, sua aparência cansada despertava uma piedade quase dolorosa.

Henrique não tinha a menor intenção de poupá-la.

Ele segurou o queixo dela, forçando seu rosto para cima, e disse, palavra por palavra, cruelmente claro:

— Cinco anos. Com esse rosto bonito e esse corpo, bastava sair por aí e encontrar qualquer homem rico. Você jamais teria acabado nesse estado miserável.

Carolina o encarou com os olhos marejados. A voz saiu frágil, despedaçada:

— Henrique… Me humilhar assim faz você se sentir melhor? Alivia a sua raiva?

Henrique soltou um riso frio.

A luz fraca desenhava linhas duras em seu rosto. A sombra do cabelo curto escondia parcialmente o vermelho intenso de seus olhos.

Ele agarrou o colarinho da camisa de Carolina.

A raiva explodiu de vez, misturada a um ódio espesso, quase sufocante.

— Vem pra cama comigo. Dinheiro, casa, carro… Eu te dou tudo.

Ele estava fora de si.

Completamente descontrolado.

Num puxão violento, um dos botões da camisa branca de Carolina se soltou e caiu.

— Pá.

O tecido foi arrancado de lado, revelando o ombro alvo, a curva suave do colo. Metade do corpo ficou exposta de forma perigosa, e a borda branca da lingerie apareceu à luz amarelada da rua.

As pupilas dele tremeram levemente. O olhar ficou turvo, indecifrável. Os dedos enrijeceram, e o pomo de Adão subiu e desceu com dificuldade.

Carolina já não tinha forças para lutar. O rosto estava coberto de lágrimas, como se a alma tivesse sido arrancada do corpo. Com um olhar vazio, quase sem vida, ela o encarou.

— Eu não preciso disso.

Henrique a soltou.

Deu um passo para trás e murmurou, num tom de auto-deboche amargo:

— Que nojo…

Ele xingava a si mesmo.

Mas, aos ouvidos de Carolina, aquelas palavras soaram como lâminas.

O rosto dele ficou assustadoramente sombrio. Henrique se virou, entrou no carro e bateu a porta com força. Deu a partida imediatamente e arrancou em alta velocidade, desaparecendo na noite.

O beco velho e decadente voltou a mergulhar no silêncio que lhe era próprio. A escuridão parecia ainda mais solitária.

Carolina sentiu as pernas fraquejarem. O corpo balançou levemente enquanto, com os olhos marejados, ela acompanhava o carro de Henrique sumir ao longe. Então, com movimentos lentos, ajustou o colarinho da camisa rasgada.

O coração parecia estar sendo esquartejado. Doía tanto que ela mal conseguia respirar.

Depois de reencontrá-lo, ela realmente sentia que estava chegando ao limite.

Se nem fugir era suficiente…

Para onde mais ela ainda poderia se esconder?
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