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Capítulo 527

Author: Doce
Esses dois lugares, somados, eram praticamente a segunda casa dele.

— Na hora do almoço, quase sempre é o Enzo quem manda preparar uma refeição de trabalho. Tem uma cozinha pequena ali, mas eu prefiro tudo mais simples.

Daniel respondeu à pergunta de Ayla.

Dentro do Grupo Cardoso, havia traços dele por toda parte. Presenças silenciosas, hábitos, marcas do cotidiano. E Ayla, sem querer, começou a imaginar os dias que Daniel viveu ali antes de ela realmente conhecê-lo.

Por isso perguntava tudo.

Qu
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marciamattos mattos
quem será esses homens
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    — Está com muita fome? O jantar já sai.Rebeca pensou que Bruno entrasse na cozinha por causa da demora e lhe ofereceu a metade descascada de uma maçã.— Dá para esperar.Ele sorriu, mas não pegou a fruta.— Se estiver com fome, coma um pouco enquanto termino.— E perder o apetite para a comida que você está fazendo? Vim ver se precisa de ajuda.Rebeca ergueu os olhos. Ouvir Bruno se oferecer para trabalhar na cozinha era quase tão estranho quanto vê-lo apoiado à bancada, à espera de uma tarefa.— Não precisa, não. Vossa Alteza pode descansar.— Já não sou príncipe de coisa nenhuma.A resposta saiu baixa. Sem esperar instruções, Bruno pegou a cebolinha lavada e começou a cortá-la.— E, se um dia você resolver entrar em greve, é bom que eu saiba me virar.A faca de Rebeca parou sobre o tomate. Ela não comentou.Pouco depois, os dois se sentaram para comer. Rebeca serviu o macarrão com tomate e ovos e espalhou por cima a cebolinha que Bruno cortou. O cheiro tomou a mesa antes mesmo da pr

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    — Seus pais...Uma emoção indecifrável atravessou os olhos de Rebeca, e as palavras lhe faltaram.— Não quero ir sozinho. E não tenho nenhum amigo mais próximo do que você. Por isso... queria pedir que você me acompanhasse.Bruno acrescentou antes que ela encontrasse uma resposta.Rebeca apertou os lábios e assentiu em silêncio.Duas horas depois, o carro parou diante de um pequeno cemitério nos arredores da cidade.O lugar era quieto, quase esquecido.Os pais de Bruno dividiam uma única lápide, pequena e discreta. O mato crescia sem controle ao redor, uma camada espessa de gelo cobria a pedra, e a sujeira se acumulava nas bordas, impregnada pela umidade.Fazia muito, muito tempo que ninguém aparecia por ali.Bruno comprou flores na entrada do cemitério e as depositou ao lado da sepultura.Depois, se ajoelhou com dificuldade, tirou algumas ferramentas e começou a remover a sujeira da lápide.Rebeca avançou para ajudá-lo, mas não chegou a tempo.Assim que se viu diante da sepultura, Bru

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