로그인A boca de Dulce tinha sido completamente esmigalhada.Fabiano baixou os olhos, sério.O rosto de Ivone ficou lívido de repente. Quem poderia ter sido tão cruel com tia Dulce? Sentindo o sangue pulsando de raiva, ela apertou as mãos, que tremiam:— Já pegaram o assassino?Uma policial respondeu:— Pegaram sim. É um bêbado, ainda está sendo interrogado.Na sala de interrogatório, a luz branca era tão forte que ardia nos olhos. Um homem fedendo a álcool estava sentado na cadeira, as mãos algemadas.— Você conhecia a vítima?Desde que foi trazido para a delegacia, o bêbado tinha sóbrio em parte, mas a luz cortante quase não o deixava abrir os olhos, o coração disparado de nervoso.Quando ouviu a pergunta dura do policial, ele levou um susto e deixou escapar um arroto:— Não conhecia.O policial perguntou, voz grave:— Se não conhecia, por que matou ela?— Não matei! O bêbado respondeu, tão apavorado que o rosto dele perdeu toda a cor.— Eu... — Ele ergueu os olhos vermelhos de ressaca, pas
Rui estava sentado no helicóptero de volta para Uíge, com o notebook aberto à sua frente. Na tela, aparecia a movimentação de uma conta suspeita. Com voz firme, ele falou palavra por palavra:— O dono dessa conta é o Caçador.Caçador!Um nome antigo, marcado nos ossos de Fabiano, ressurgiu, trazendo à tona um frio até a medula. O olhar profundo dele escureceu de imediato, tomado por um frio cortante.O cigarro entre os dedos de Fabiano foi partido ao meio pelos nós dos dedos. As brasas caíram no chão, espalhando fragmentos de tabaco.Caçador era justamente o outro chefe do crime organizado na região da fronteira entre o Brasil e a Colômbia, aquele que tinha se aliado a Nicolas naquela época, conhecido por sua crueldade extrema, que espalhava medo só pelo nome.Quando Nicolas mandou matar os pais de Fabiano, ele e Caçador dividiram as atividades marginais aos arredores da família Moraes.Depois, Caçador traiu Nicolas para ficar com tudo. Sem o suporte das forças criminosas da fronteira,
...No dia seguinte, assim que o dia clareou.O celular de Ivone vibrou uma vez, e Fabiano abriu os olhos imediatamente. Ele abaixou a cabeça e olhou para Ivone, que ainda dormia profundamente no abraço dele, sem ter se mexido quase nada a noite inteira.Calmamente, ele levantou o cobertor, saiu da cama e só atendeu a chamada quando já estava fora do quarto.Do outro lado da linha, a voz aflita de Davi surgiu apressada:— Ivi, lá em casa ontem surgiu um problema para resolver...— Ela ainda está dormindo. — Fabiano cortou a fala dele, com frieza.Do outro lado ficou em silêncio por alguns segundos. Depois disso, Davi explodiu:— Fabiano, você enlouqueceu? Não foi você, seu desgraçado, que expulsou ela da família Moraes?Fabiano manteve o tom controlado, mas cortante:— Eu nunca a expulsei da família Moraes.Davi cerrou os dentes. Naquele dia, quando Paula morreu, Fabiano não deixou Ivone entrar na mansão Grande Venice.— Você quer brincar de jogo de palavras comigo, é isso? O que você
Naquela noite, o carro de Maia e o de Fabiano seguiam na direção do restaurante. Só que, na bifurcação, o carro dela continuou pela rota previamente planejada, enquanto Fabiano dobrou à direita.Ela imediatamente ligou para ele para avisar:— Fabiano, o seu carro entrou na direção errada.Fabiano respondeu, com frieza incomum:— Tem um carro atrás de mim. Uíge está perigoso ultimamente. Volta para casa cedo.Antes que ela pudesse argumentar, ele desligou o celular.Maia não se conformou e olhou para trás. De fato, havia outro carro seguindo de perto o de Fabiano, tomando a direção oposta.Os dois carros estavam muito rápidos. Em poucos segundos, já não podiam ser vistos mais.Sem conseguir jantar, Maia foi obrigada a voltar para o condomínio Vila Imperial. Para a surpresa dela, ao saber mais tarde, Fabiano havia conseguido despistar o carro perseguidor e jantado com Ivone na Vila Jardim.Raivosa, depois de desligar na cara de Carlos, ela conseguiu o contato do gerente de Vila Jardim e
Ivone rapidamente digitou uma mensagem: [Não é nada sério. Faz o que você tem que fazer, eu me viro sozinha.]Alguns segundos depois, chegou a resposta seca de Cássio: [Tá bom.]Depois de guardar o celular, Ivone abriu a torneira. A água morna escorreu por entre os dedos dela, e o fluxo constante começou a acalmá-la aos poucos.Era Natal, e o fluxo de pessoas entrando e saindo de Uíge estava várias vezes maior do que o normal. Ivone não tinha certeza se os homens de Douglas já poderiam estar infiltrados na movimentação da cidade. Pelo que ela via, o condomínio Vida Doce ainda era o lugar mais seguro para ficar antes de sair de Uíge.Ela nunca ousava adivinhar as intenções de Fabiano, muito menos conseguia entender o motivo de ele insistir em mantê-la confinada no Vida Doce.Quando voltou ao salão do restaurante, o olhar profundo e penetrante de Fabiano encontrou o dela. Ivone desviou o rosto com rapidez e disse:— Eu já comi. Quero voltar para dormir.O olhar de Fabiano continuava calm
No escuro, as respirações de ambos se tornaram mais audíveis, misturando-se no ar como se fossem dois corpos entrelaçados.Se uma pergunta como aquela fosse dita entre casais comuns ou amantes, seria carregada de afeto sincero.No entanto, quando saía da boca de Fabiano, não continha o menor traço de calor. Ele e Ivone não eram amantes, muito menos um casal comum.Ivone sentiu um aperto no peito e disse:— Eu não consegui comer.Assim que terminou de falar, o homem apenas murmurou de forma indiferente e colocou a mão por debaixo da blusa dela, tocando seu abdômen.As pontas dos dedos ásperos e quentes dele roçaram na pele delicada dela, provocando um arrepio que percorreu involuntariamente todo o corpo de Ivone.Ela imediatamente segurou a mão dele e tentou afastá-la.Fabiano apertou ainda mais o braço em volta da cintura dela. Com a voz rouca e um tom seco, ele disse:— Eu vou te levar para comer fora....A Vila Jardim era o restaurante mais famoso de Uíge. Em dias comuns, conseguir







