LOGINQuando ouviu que Ivone queria pedir ajuda para a mãe dela, Vera imediatamente pegou o celular.— Eu vou te mandar o número do WhatsApp dela, tá?— Eu já adicionei. — Ivone respondeu, balançando o celular. Ela tinha falado com a mãe de Vera antes mesmo de entregar a carta de demissão e já havia acertado os honorários pelo serviço.— Você já tem o WhatsApp dela e vem me falar isso por quê? — Vera reclamou.Ivone resolveu provocá-la:— Porque eu, como sua namorada, fico com vergonha de conhecer a sogra pela primeira vez.As orelhas de Vera ficaram instantaneamente vermelhas:— Você é doida, é isso? Que besteira é essa? Eu não sou lésbica!No almoço, quando as duas comeram juntas com a mãe de Vera, Vera ouviu Ivone tocar no assunto do divórcio e pedir ajuda com o processo. O coração de Vera apertou, e ela lançou um olhar complicado para Ivone.Depois da refeição, as duas voltaram juntas para a emissora.Dentro do elevador, Vera finalmente perguntou:— Eu sempre achei que Fabiano tratava vo
Aquele dia era o último do recesso de Natal e Ano‑Novo. No dia seguinte, todo mundo voltaria ao trabalho. Por isso, depois de acompanhar Davi de volta ao hospital, Ivone retornou para o condomínio Diamante.Na manhã seguinte, quando Ivone terminou de se arrumar e ia sair, abriu a porta de casa e viu um saco de couro no chão, bem em frente à porta.Ivone olhou para os dois lados, examinou o corredor inteiro e não viu ninguém.Ainda assim, ela não teve coragem de simplesmente se abaixar e abrir o saco. Ela voltou para dentro, pegou um pedaço de pau e cutucou o saco de todos os ângulos, para ter certeza de que não havia perigo. Só depois disso ela se agachou e abriu o saco.Era um álbum de fotos. O mesmo álbum que Fabiano tinha dado a ela ontem, aquele que a avó costumava folhear com frequência antes de morrer.Quem o havia colocado ali, ou sob ordem de quem, nem precisava pensar muito para entender. Ivone não se deixou consumir por isso.Quando Ivone fugiu do condomínio Vida Doce, não pô
Aquele acordo não servia só para fazer Fabiano soltar Ivone. O mais importante era fazer com que Ivone, por enquanto, desistisse da ideia de enfrentar a Maia.Maia, aquela mulher, não tinha nada a ver com a imagem mansa e delicada que mostrava por fora. Era uma víbora, de coração frio e venenoso.Só o fato de ela ter mandado arrebentar a boca de Dulce já era suficiente para gelar o sangue de qualquer um. Que tipo de mente doentia faria uma pessoa chegar a esse ponto?Se bobear, depois que perdeu os movimentos das pernas, Maia tinha desenvolvido algum tipo de distúrbio mental sério. Davi tinha certeza de uma coisa: ele queria manter Ivone o mais longe possível de alguém assim.— Você se humilha tanto por minha causa, tem certeza de que não sente nada por mim em segredo? — Ivone perguntou, fingindo desconfiança enquanto o olhava.Davi soltou um riso indignado:— Lá vem você de novo, sua egocêntrica! Ai…Ele puxou os pontos sem querer, virou o corpo de lado e respirou fundo, engolindo a d
"A família Braga não vai atrás de Maia, e você deixa Ivone em paz."Ivone já tinha chegado ao lado da van executiva quando ouviu essa frase. Os passos dela pararam de repente, e ela virou a cabeça para olhar os dois homens negociando no meio da pista.Bem na hora em que Gael terminou de falar, Fabiano virou o rosto na direção dela. Os traços do homem eram profundos e marcantes, e, depois que ele recuperou a visão, seus olhos, sem a proteção das lentes, ficaram frios e afiados como os de uma fera à espreita na escuridão da noite, pronta para atacar a qualquer momento.A luz alta dos postes da avenida arborizada passava pelos galhos secos e caía sobre o corpo dele, mas não conseguia iluminar de verdade aqueles olhos.Talvez o olhar dele tivesse parado nela por um segundo. Talvez tivesse apenas passado rápido por Ivone antes de voltar para Gael.Encostado na porta da van, Bendinho abriu a boca para lembrá‑la:— Srta. Ivone, aqui fora está frio. A senhora entra logo, por favor. Davi está l
Todos estavam concentrados no incêndio da casa principal, e ninguém percebeu que alguém tinha se enfiado às escondidas dentro de um carro.Ivone ligou o carro e, antes que conseguisse fechar a porta, Rex pulou no banco do motorista, passou para o banco do passageiro e se acomodou ali, todo imponente.No instante em que o carro saiu, o ronco do motor se misturou e se perdeu no barulho da equipe tentando apagar o fogo.Ivone apertou o volante com força. Logo à frente ficava a guarita. Depois de passar por ali, ninguém mais conseguiria pará‑la. Mas o segurança da guarita, ao reconhecê-la pelo para‑brisa, imediatamente mobilizou todos para bloquear a passagem.— Rex!No momento em que reduziu a velocidade, Ivone empurrou a porta do carro, e Rex saltou como um raio, avançando sobre os homens e latindo sem parar.— Au! Au, au!Aproveitando a brecha que Rex tinha aberto para ela, Ivone afundou o pé no acelerador. O carro disparou como uma flecha, raspando ao lado da guarita.Ela lançou um ráp
Duas horas antes.Quando Ivone abraçava Rex, percebeu o reflexo de luz nos olhos do cachorro. Ao ver aquele ponto brilhando, uma ideia de fuga surgiu, de repente, em sua mente.Os dois computadores do escritório haviam sido desconectados da internet. Fabiano não daria a ela a chance de pedir socorro por ali.Ela sabia que, se Davi acordasse e não a visse, ele certamente ligaria para ela e perceberia que ninguém atendia. Ele iria procurá-la, disso ela não tinha dúvida.Mas, em vez de esperar para ser resgatada, ela preferia encontrar um jeito próprio de sair. Ela não queria passar mais um único dia presa naquele lugar.O problema era que o plano não seria fácil de executar. Bastava um deslize e tudo seria descoberto, jogando no lixo qualquer chance de sucesso.O condomínio Vida Doce era grande demais. Ela precisava de um carro para conseguir sair de lá, caso contrário, seria capturada antes mesmo de passar pelo portão da guarita.Todas as chaves dos carros do condomínio Vida Doce estava







