로그인KILLIANEu estava jogado no sofá, com o corpo ainda quente e a mente girando como um turbilhão.E, puta merda... aquele beijo.Não conseguia tirar Nyra da cabeça. Os lábios dela, o cheiro, o calor do corpo contra o meu. Caralho, eu ainda conseguia sentir tudo. Era como se aqueles anos de sentimentos guardados tivessem explodido de uma vez.E o pior?Eu estava sorrindo feito um idiota.— Ei...A voz de Kael cortou meus pensamentos. Quase deixei o copo escapar da mão.— Tá rindo sozinho, mano? Parece retardado.Olhei para ele, tentando recuperar alguma dignidade, mas o sorriso continuava ali.— Que foi? Só estou pensando.Kael se jogou na poltrona à minha frente, cruzando os braços. Aquele sorriso debochado já anunciava que eu não teria paz.— Não vem com essa de "só estou pensando". Você tá parecendo um garotinho apaixonado que acabou de perder a virgindade. Me diz... é por causa dela, não é?— Não é da sua conta.Tentei soar firme, mas falhei miseravelmente.Kael soltou uma gargalhada
NYRAO dia seguinte amanheceu devagar, com um sol fraco atravessando as janelas do apartamento.Depois de levantar e fazer minha rotina matinal, fui para a cozinha preparar alguma coisa para comer. Enquanto o café passava, tentei organizar os pensamentos que insistiam em voltar para a noite anterior.Killian.O beijo.Fechei os olhos por um instante, lembrando da maneira como ele me segurou, da intensidade com que me beijou e, principalmente, da sensação que ficou depois que foi embora.Ainda parecia sentir a presença dele. Como se o apartamento tivesse guardado o calor daquele momento.Que inferno.Eu precisava parar de pensar naquele homem.Peguei o celular, decidida a ligar para Naomy. Ela sempre tinha uma energia boa, uma capacidade quase irritante de me fazer esquecer os problemas, pelo menos por algumas horas.Ny: Vamos beber hoje?Enviei a mensagem e sorri sozinha, imaginando a empolgação que viria em resposta.Mas, antes que ela pudesse responder, Noto notificação do meu banco
KILLIANEu não costumava me envolver nos problemas de outras pessoas.Na verdade, minha vida inteira era construída sobre uma regra simples: não criar vínculos, não fazer perguntas e, principalmente, não me importar.Mas Nyra tinha um talento irritante para fazer todas as minhas regras parecerem inúteis.Desde que soube o que Charles o "Chefe " havia feito com ela, não conseguia tirar aquela cena da cabeça. A maneira como ele havia se aproveitado da posição para ultrapassar limites que nunca deveriam ter sido sequer questionados. A possibilidade de aquele homem voltar a encostar nela fazia meu sangue ferver.Eu poderia ter deixado que ela resolvesse aquilo sozinha. Nyra era perfeitamente capaz de cuidar dos próprios problemas. Sabia disso melhor do que ninguém.Mas, naquela noite, eu não estava pensando com a cabeça.Estava pensando com a raiva.E Charles estava prestes a descobrir que havia escolhido a mulher errada para assediar.Estacionei o carro a algumas ruas da mansão e observ
NyraEu tinha descoberto duas coisas naquela semana.A primeira era que Smoke tinha sérios problemas de ego.A segunda era que Naomy não aceitava um não como resposta quando decidia que eu precisava me divertir.— Levanta essa bunda do sofá, Nyra.— Não.— Eu nem terminei de falar!— E eu já respondi. Estamos sendo eficientes.Naomy apareceu na minha frente com uma sacola enorme de mercado em cada mão e uma expressão que não anunciava nada de bom.— Você vai sair comigo hoje.— Já saí com você ontem.— Ontem fomos comprar absorvente.— E foi uma experiência maravilhosa. Nunca me diverti tanto escolhendo entre duas marcas de algodão.Ela jogou uma almofada na minha cara.— Engraçadinha. Estou falando sério. Você passa o dia inteiro trabalhando, depois fica pensando em corrida, problema, homem bonito e problema com homem bonito. Precisa de uma noite normal.Afastei a almofada.— Minha vida é perfeitamente normal.Naomy me olhou.Olhou de novo.Depois soltou uma gargalhada.— Nyra, queri
Nyra— Vai ter alguma corrida hoje? — perguntei, do nada, quebrando o silêncio da sala.Kael, que tava mexendo no celular, congelou por uns segundos. — Não é final de semana... — ele começou, enrolando.— E daí? — cruzei os braços, olhando firme. — Eu sei que nem sempre vocês esperam sábado pra correr.Naomy, do meu lado, revirou os olhos.— Pronto, lá vem ela.Kael largou o celular na mesa, respirando fundo.— Tá. Vai ter. Mas não é uma corrida qualquer, Nyra. É ilegal até pros padrões daqui. O tipo de evento que não aparece em rede social, que não tem plateia vibrando. Só apostadores grandes e pilotos com mais coragem do que juízo.Meus olhos brilharam na hora.— Onde?— Não vou falar. — Ele cortou seco.— Vai sim — rebati. — Você sabe que eu vou descobrir de qualquer jeito.Naomy tentou entrar no meio:— Ny, olha o que o Kael tá dizendo. Se até ele tá chamando de perigosa, é porque a coisa é feia.Kael olhou pra mim, derrotado. Ele percebeu que argumentar comigo era inútil.— Smok
NyraA porta fechou atrás de mim com um clique suave, mas o barulho ecoou como se tivesse batido um portão de ferro. Encostei a testa contra a madeira fria, tentando controlar a respiração que saía acelerada, como se eu tivesse corrido uma maratona. Só tinha estado a centímetros de Killian. E aquilo bastava pra me deixar inquieta.O quarto estava escuro, iluminado apenas pela luz da rua que atravessava a cortina. Eu me joguei na cama sem nem tirar os sapatos, o corpo mole, mas a mente em chamas. Eu não conseguia parar de pensar nele.Era ridículo. Eu o conhecia há pouquíssimo tempo... pelo menos era isso que minha razão repetia como um mantra. Mas o corpo não ligava pra razão. Meu corpo reagia a Killian como se ele fosse... familiar. Como se ele fosse um porto seguro e, ao mesmo tempo, um abismo pronto pra me engolir. Fechei os olhos e revivi a cena de minutos atrás: o jeito que ele me olhou.Não foi só intensidade, foi algo que atravessou minha pele e se alojou direto no meu peito







