LOGINCapítulo 115 Na quinta-feira, Mia descobriu que Dante tinha levado a sério a negociação do horário. Às sete e quarenta e quatro, o celular vibrou. Dante: Estou descendo. Ela respondeu enquanto colocava o segundo brinco. Mia: Um minuto. Dante: Isso significa cinco? Mia: Agora significa dez. Quando abriu a porta, menos de três minutos depois, encontrou Dante encostado na parede do corredor. — Você não estava descendo. — Estava esperando você. — Mentiroso. — Estratégico. Ele estendeu um copo de café. Mia olhou para a embalagem. Depois para ele. — Você saiu para buscar isso? — Pedi no hotel. — Com pouco açúcar? — Sim. Ela aceitou. — Obrigada. Dante abriu um sorriso discreto. — Está ficando fácil demais. — O quê? — Saber como você toma café. Mia tomou um gole. — Não se acostume. — Tarde demais. O almoço com o grupo francês se estendeu além do previsto. Às duas e quinze, Mia ainda estava à mesa, ouvindo uma discussão sobre
Capítulo 118 Na quarta-feira, Mia acordou antes do despertador. Dessa vez, sozinha. Esticou o braço pelo outro lado da cama por puro hábito e encontrou apenas o lençol frio. Ficou olhando para a própria mão por dois segundos. — Ridícula — murmurou. O celular vibrou sobre a mesa de cabeceira. Dante: Bom dia. Mia sorriu. Mia: Bom dia. A resposta veio quase imediatamente. Dante: Café em vinte minutos? Mia: Trinta. Dante: Você leva trinta minutos? Mia: Agora quarenta. Dante: Vinte e cinco está ótimo. Ela largou o celular rindo. A manhã foi tomada por visitas técnicas e apresentações. Dante passou boa parte do tempo com Lorenzo e dois diretores comerciais, enquanto Mia acompanhava a equipe responsável pela operação internacional. Era exatamente o que ela gostava. Informação. Processos. Problemas concretos. Quando se encontraram novamente, perto do almoço, Dante estava falando ao telefone. Mia aproveitou para responder algumas mensagens. — Sua mãe mandou foto
Capítulo 113 Mia acordou sem saber exatamente onde estava. O teto era diferente. A cortina deixava passar uma faixa estreita de luz. E havia um braço pesado sobre sua cintura. Milão. Ela sorriu antes mesmo de abrir os olhos por completo. Dante dormia atrás dela. Durante alguns segundos, Mia apenas permaneceu ali. Então lembrou. — Dante. Nenhuma resposta. — Dante. — Hum? — Seu quarto. — Continua em frente ao seu. — Você precisa voltar para ele. — Por quê? Mia virou-se. — Porque temos café com a equipe às oito. Ele abriu os olhos. — Que horas são? — Seis e quarenta. — Então temos mais uma hora. E fechou os olhos novamente. — Dante! Ele riu. — Estou acordado. — Não parece. — Fuso horário. — Você praticamente não mudou de fuso. — Cansaço emocional. Mia empurrou o ombro dele. — Vai. Dante finalmente se levantou. Antes de sair, porém, voltou até a cama e se inclinou para beijá-la. Um beijo lento demais para alguém que d
Capítulo 1112 O restaurante ficava a poucos minutos do hotel. No carro, Mia revisou mentalmente os nomes dos convidados. — Bellini, esposa. Conti, marido. Lorenzo provavelmente sozinho. Martina com... Dante tocou de leve sua mão. — Mia. — O quê? — Você sabe os nomes. — Estou revisando. — Está nervosa? Ela virou o rosto. — Não. — Então pare de recitar a lista como se fosse fazer uma prova. — É meu trabalho. — Hoje também é jantar. — Jantar de trabalho. Dante sorriu. — Você é incorrigível. — E muito eficiente. — Isso eu nunca discuti. O carro parou. Antes de descer, Dante falou: — Se ficar cansada, me avisa. — Estou bem. — Eu sei. Mesmo assim. Mia assentiu. --- O jantar correu melhor do que ela esperava. Lorenzo os recebeu com entusiasmo, apresentando Mia a quem ainda não a conhecia. Ela transitou com facilidade entre conversas profissionais e assuntos mais leves. Dante também. Em determinado momento, um dos executivos italianos perguntou: — Vocês trabalh
Capítulo 111 Mia só percebeu que continuava segurando a mão de Dante quando já estavam dentro do avião. Soltou-a para procurar os assentos. — Aqui. Dante conferiu os números. — Janela ou corredor? — Janela. — Imaginei. — Por quê? — Você gosta de controlar até o que está acontecendo lá fora. Mia parou diante dele. — Quer o corredor ou uma discussão de onze horas? — Corredor está ótimo. Ela sorriu e passou. Depois da decolagem, Mia ainda tentou trabalhar. Abriu o notebook. Revisou a apresentação de terça-feira. Conferiu a programação. Dante observou durante alguns minutos antes de fechar a tela com dois dedos. — Ei! — Terminou. — Eu estava trabalhando. — É meia
Capítulo 110 No sábado, Mia acordou às oito e decidiu que não trabalharia. Às oito e sete, abriu o e-mail. Às oito e quinze, respondeu Lorenzo. Às oito e vinte e três, Dante ligou. — Você está trabalhando. Mia olhou para o notebook. — Como sabe? — Lorenzo respondeu um e-mail copiando nós dois. — Era uma confirmação simples. — Hoje é sábado. — Você também viu. — Porque recebi uma notificação. Não porque estava trabalhando. Mia fechou o notebook. — Pronto. — Fechou? — Fechei. — Não acredito. — Quer videochamada para conferir? — Tentador. Ela riu. — O que você quer, Dante? — Saber se está tudo certo para amanhã. Mia olhou para a mala aberta sobre a cam







