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Divórcio em Segredo: O Don Implacável Implora Tarde Demais
Divórcio em Segredo: O Don Implacável Implora Tarde Demais
Author: Echo

Capítulo 1

Author: Echo
Ives Moretti quebrou mais uma promessa, abandonando nossa lua de mel de reconciliação por causa da amante, Isabella. Ele a levou em uma viagem, mentiu dizendo que era assunto de família e ainda teve a audácia de me prometer: — Quando eu voltar, te dou uma lua de mel ainda melhor.

Ele não fazia ideia de que eu já tinha chegado ao meu limite. Eu ia deixá-lo de vez.

No dia seguinte à viagem de Ives para Vegas, renunciei oficialmente a todas as minhas funções na família Moretti, com os anciãos como testemunhas.

Normalmente, algo desse porte exige a aprovação do Don.

Mas, quando o subchefe de Ives ligou para ele, foi assim: — Chefe, sobre a Sra. Moretti...

Ives o interrompeu, a voz carregada de irritação. — Não preciso de relatório sobre a Aurora. Deixa ela fazer o teatrinho dela. Não me enche com essa merda.

Ele desligou.

E, assim, de repente, eu estava fora.

Alguns dos capangas de sempre da família Moretti estavam por perto, com sorrisos debochados. — Parece que o Don odeia a esposa ainda mais do que dizem. Ou melhor, ex-esposa em breve...

— O chefe tá completamente caidinho por essa nova garota. Aquela Isabella tem muito mais vida do que uma viciada em trabalho. Quem é que quer voltar pra casa pra uma mulher fria, afinal?

— Vocês têm razão — eu disse, parando e me virando para encará-los. Um sorriso lento surgiu nos meus lábios. — Então, da próxima vez que nos encontrarmos, pode ser em circunstâncias bem diferentes.

Os sorrisos deles congelaram. — O que isso quer dizer?

— Exatamente o que parece. — Dei um passo à frente, baixando a voz para um sussurro conspiratório. — Alguém da Costa Leste acabou de me fazer uma proposta. Uma proposta muito, muito melhor.

Era mentira, claro, mas foi o suficiente para apagar o ar de superioridade dos rostos deles, substituído por algo feio e incerto. Então me virei e fui embora.

Não demorou muito e Ives me ligou.

Deixei tocar duas vezes antes de atender.

— Aurora. — A voz dele era seca, sem qualquer calor — o mesmo tom que usava com seus subordinados. — Te mandei umas informações. Aconteceu um problema com os irlandeses. Preciso que você verifique e resolva. Você tem uma hora.

Abri o e-mail e dei uma olhada.

Era sobre o acordo de armas que Isabella havia assumido. O mesmo acordo em que eu passei seis meses trabalhando do zero, aquele que Ives me forçou a "ceder" para que ela pudesse se provar. Agora havia um problema, e a bagunça estava de volta no meu colo.

— Ives... — comecei.

— Isabella! — A voz dele mudou de repente, ficando suave e cheia de carinho. — Fica na cama, querida. Você ficou acordada até as quatro da manhã cuidando dos assuntos da família. Dorme mais um pouco.

Eu conseguia ouvir a voz preguiçosa e arrastada de Isabella do outro lado. — Mas eu quero te ajudar...

— Boba — Ives riu, um som que me irritou profundamente. — Eu tenho a Aurora. Ela é minha esposa. A honra da família Moretti também é a honra dela. É dever dela me ajudar, não é?

Meus dedos se fecharam em punho. Minhas unhas cravaram na palma da minha mão.

Aquela não era a primeira vez.

Na primeira vez, eu garanti os direitos portuários em Chicago. No jantar de comemoração, Isabella chorou dizendo que se sentia inútil. Ives anunciou publicamente que o sucesso era mérito dela e, em particular, me disse para não ser "tão gananciosa por atenção."

Na segunda vez, consegui informações avaliadas em trinta milhões de dólares. Isabella "acidentalmente" deixou tudo vazar. Ives me chamou de "descuidada" e colocou Isabella no comando da "limpeza". Na realidade, fui eu quem virou a noite tentando consertar o estrago. Ela só apareceu depois para levar o crédito.

Na terceira, na quarta, na quinta vez... eu já tinha perdido a conta.

— Aurora? — A voz de Ives voltou a ficar dura, impaciente. — Para de se fazer de idiota e resolve isso. Não me decepcione.

Então ele realmente não fazia ideia de que eu tinha renunciado.

E eu não tinha obrigação nenhuma de contar.

Quanto às informações? Que se danem.

Depois que desliguei, meu celular vibrou. Uma notificação do Instagram.

Isabella tinha postado no meio da madrugada: uma sequência de fotos dela e de Ives festejando em um cassino, taças de champanhe na mão.

Então era isso que ela chamava de — cuidar dos assuntos da família até as quatro da manhã.

Eu já não queria mais pensar neles.

Mas então meu celular apitou de novo. Uma notificação do banco.

Ives tinha acabado de transferir quinhentos mil dólares da nossa conta conjunta.
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