Grávida do irmão Errado

Grávida do irmão Errado

last updateLast Updated : 2026-06-15
By:  Layane P SantosCompleted
Language: Portuguese
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9.1
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55Chapters
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Helena Duarte sempre foi a "filha invisível". Criada à sombra da irmã perfeita e desprezada por uma mãe que valoriza apenas o status, ela aprendeu a esconder sua dor atrás de sorrisos contidos. Mas toda paciência tem um limite, e o dela se rompe na noite do noivado de sua irmã. ​Após ser humilhada publicamente por Ricardo Cavalcanti, o noivo arrogante da irmã, Helena foge para a escuridão dos jardins da mansão, desejando apenas desaparecer. É lá, entre as sombras e o silêncio, que ela colide com um estranho magnético. Ele é frio, perigoso e possui um olhar que parece ler sua alma. Em um momento de rebeldia e carência, Helena se entrega a uma noite de paixão desenfreada com o homem cujo nome ela sequer sabe. ​Ao amanhecer, ele se foi. Restou apenas o silêncio e uma lembrança que queima. ​Semanas depois, o destino cobra o preço: o teste de gravidez dá positivo. Desesperada e sem apoio, Helena consegue um emprego na empresa mais influente do país, a Cavalcanti Enterprises. O que ela não esperava era que o CEO implacável fosse justamente o homem daquela noite. ​Mas o choque maior está por vir. Eros Cavalcanti não é apenas o pai do seu filho. Ele é o irmão mais velho de Ricardo — o homem que a humilhou e que agora está prestes a entrar para sua família. ​Presa em uma teia de segredos, Eros faz uma proposta que Helena não pode recusar para salvar sua reputação e proteger o herdeiro da família: um casamento por contrato. ​"Eu te darei meu sobrenome e proteção, Helena. Mas nunca espere amor. Meu coração não está à venda." ​Em um jogo de aparências, Helena terá que decidir: ela está protegendo seu bebê ou entregando seu coração ao irmão errado?

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Chapter 1

CAPÍTULO 1: O PREÇO DA INVISIBILIDADE

— Divorciou?

Assim que saí do tribunal, minha mãe veio ao meu encontro.

— Divorciei.

— Ele ainda não apareceu?

— Não.

— E ele sabe?

Balancei a cabeça.

— O tribunal publicou a notificação há sessenta dias, mas ninguém conseguiu entrar em contato com ele. Acho que ele nem teve tempo de vê-la.

— Por causa da Tatiane Alves? — Minha mãe falou com a voz embargada.

— Sim. Na época, ela estava passando por uma cirurgia e corria risco de vida.

Minha mãe enxugou as lágrimas no canto dos olhos.

— Então ela está melhorando?

— Talvez.

— Manuela, você não o ama?

— Em três anos de casamento, ele se encarregou de todas as refeições dela, todos os dias, sem falhar uma única vez. Mãe, talvez exista um lugar para mim no coração dele, mas também existe um lugar para ela.

A expressão da minha mãe ficou ainda mais sofrida, mas ela não disse mais nada.

Nós nos conhecemos no hospital, cinco anos atrás. Naquela época, ele já era o cirurgião torácico mais famoso da cidade. Eu, por outro lado, era sua paciente.

Todos os dias, às oito da manhã, ele conduzia a equipe médica durante a visita aos leitos. Ele nunca parecia notar minha presença. Ainda assim, todas as vezes, ele deixava uma bala para mim.

Ele dizia que o remédio era um pouco amargo e que um doce ajudava a torná-lo mais fácil de suportar. No dia em que recebi alta, já recuperada, Francisco foi sozinho fazer a visita.

Ele disse:

— Você está bem agora. Não precisa mais voltar aqui.

Não consegui esconder a decepção no olhar. Mas o que ele disse em seguida me deixou paralisada.

— Agora que você não é mais minha paciente, posso tentar conquistar você?

Naquela época, todo o hospital sabia que Francisco gostava de mim.

Durante o mês em que fiquei internada, ele trocou todos os plantões que conseguiu só para poder me ver mais vezes. Além disso, muitas vezes, emendava plantões noturnos e diurnos apenas para me perguntar:

— Como você está se sentindo hoje?

As portas do elevador se abriram, me arrancando das lembranças.

Quando cheguei em casa, a tela do meu celular se acendeu. Para minha surpresa, era Francisco.

Uma foto. Uma passagem aérea de Nova Vitória para Santa Aurora.

O voo era no dia seguinte. Um segundo depois, chegou outra mensagem.

[Amor, logo estarei de volta!]

Fiquei parada na porta, encarando aquelas palavras por um longo tempo.

No ano passado, tive uma apendicite aguda. Quando fui levada ao hospital, também mandei uma mensagem parecida para ele.

A diferença era que a minha terminava com uma pergunta.

[Amor, você pode voltar?]

Naquele dia, meu celular permaneceu em silêncio. Depois, eu o vi em um vlog de Tatiane.

Ele parecia tenso. Quando a câmera se afastou, vi Francisco alisando cuidadosamente o creme sobre o bolo.

Na cobertura, estava escrito:

[Para Tatiane: muita saúde e uma vida sem preocupações.]

Três anos. Justamente no dia em que decidi desistir dele, Francisco disse que voltaria para casa.

Abri a porta, me abaixei para trocar de sapatos e deixei o olhar percorrer a casa. Por toda parte, havia apenas vestígios da minha presença.

Os chinelos masculinos na sapateira continuavam intactos, sem terem sido usados uma única vez.

No varal da varanda, só havia roupas minhas.

Havia poucas coisas que pertenciam a ele. Mas não havia nada que pertencesse a nós dois.

Abri o vídeo fixado no perfil de Tatiane, que também era o mais curtido.

Era a casa onde os dois viviam em Nova Vitória. Sob a sapateira, dois pares de chinelos estavam perfeitamente alinhados, um rosa e outro azul. A sola do par azul já estava até um pouco gasta.

Na varanda, as roupas dos dois secavam lado a lado, como as de um casal.

A câmera então desceu, revelando uma profusão de flores coloridas.

Tatiane apareceu diante da câmera, com um sorriso radiante, apresentando uma por uma. Havia rosas, margaridinhas, onze-horas e buganvílias. Todas cultivadas por Francisco para ela. Sem nenhum motivo especial. Ele só queria vê-la mais feliz.

No nosso segundo ano de namoro, eu também comecei a cultivar flores na varanda, mas ele sempre se esquecia de regá-las.

Eu disse:

— Francisco, você não pode cuidar delas com um pouco mais de atenção?

Ele respondeu assim:

— São só flores.

Só. Essa palavra parecia existir apenas para mim.

No fim, eu era a única pessoa com quem ele nunca se importava de verdade.

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sueli freitas
sueli freitas
Eu a.o o Eros e a Helena
2026-09-04 11:09:02
1
0
Leticia Casagrande
Leticia Casagrande
gostei do livro, mas Eros traiu a Helena, fiquei decepcionada
2026-07-12 01:52:28
4
1
Luna Lunar
Luna Lunar
muito boa, ameiii ............
2026-07-06 08:33:18
2
0
Paticia Gonçalves
Paticia Gonçalves
No início foi bom mas o final foi péssimo muito ruim ... ... ... não recomendo
2026-06-26 03:45:02
5
0
Celma Gonçalves
Celma Gonçalves
gostei da história, sua escrita é boa!!! parabéns! ansiosa pela continuação
2026-06-24 09:34:53
3
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