로그인O silêncio do quarto na ala leste parecia denso, carregado com o peso magnético da caligrafia de Thomas Price impressa no pequeno cartão.
Grace permaneceu estática por longos segundos, com o papel entre os dedos trêmulos, sentindo o peito descompassado. Ela respirou fundo, tentando afastar a lufada de orgulho ferido que ameaçava surgir. Ele havia comprado um vestido para ela. Sem consultá-la, sem perguntar seu gosto, sem sequer lhe dar o direito de recusar. Por um instante, pensou em ignorar a caixa, colocar seu tailleur preto de sempre e descer para o hall de entrada apenas para provar um ponto. Mas o olhar severo que Thomas havia lançado a ela no restaurante — e a lembrança de que aquele emprego era a única tábua de salvamento que impedira sua queda no abismo — fizeram com que a sensatez prevalecesse. Com os dedos ainda meio incertos, Grace desatou a fita de cetim prateado e levantou a tampa rígida da caixa de veludo cinza. O ar sumiu de seus pulmões. Deitada sobre o papel de seda branco estava uma verdadeira obra de alta-costura. Era um vestido longo de um ombro só, confeccionado em um tecido fluido na cor azul-noite profundo — um tom que lembrava o céu estrelado da meia-noite, cravejado com micro cristais discretos que brilhavam como constelações sutis a cada mínimo movimento. O corte era impecável: ajustava-se com perfeição cirúrgica à cintura fina de Grace, drapeando suavemente pelo quadril antes de cair em uma cauda leve com uma fenda lateral elegante e profunda. Debaixo da caixa, repousava um par de sapatos de salto agulha em prata envelhecida e uma pequena pulseira de safiras azuis. — Ele... ele não tem o menor limite — sussurrou Grace, levando uma das mãos à boca em um misto de incredulidade, choque e um incômodo formigamento de excitação que percorreu sua espinha. Não havia mais tempo para hesitações. Faltavam pouco mais de quarenta minutos para as 21h. Grace tirou o vestido da caixa com todo o cuidado do mundo, vestiu-se e calçou os sapatos, que pareciam ter sido feitos sob medida para os seus pés. Quando se virou para o espelho de corpo inteiro, o reflexo quase a fez recuar de susto. A fenda lateral revelava perfeitamente o contorno elegante de suas pernas ao caminhar, o decote assimétrico valorizava seus ombros, e os micro cristais refletiam a luz quente do quarto, transformando-a em uma visão magnética. Seus cabelos, presos em um coque alto com soltos fios ondulados emoldurando o rosto, davam o toque final de uma realeza moderna. Às 20h58, Grace respirou fundo pela última vez, ajeitou a fenda do vestido e caminhou para fora da suíte, sentindo o som abafado de seus saltos contra o piso de madeira da ala leste. Quando chegou ao hall particular da cobertura, Thomas já a esperava. Ele estava de costas, ajeitando os punhos da camisa social branca sob o terno de gala que ela mesma escolhera dias antes. Ao ouvir o sussurro leve do tecido de seda se movendo, Thomas virou-se lentamente. Mas o movimento cessou no mesmo instante. O CEO bilionário, o homem de gelo que parecia imune a qualquer surpresa do mundo corporativo ou social, simplesmente travou. Seus olhos escuros percorreram Grace de cima a baixo com uma lentidão devastadora. A mandíbula dele tencionou, os lábios entreabriram-se imperceptivelmente, e a respiração pesada de Thomas foi a única trilha sonora em meio ao silêncio absoluto da cobertura. O azul-noite do vestido parecia iluminar a pele de Grace, fazendo-a parecer uma deusa intocável. A elegância natural dela, antes sufocada pelas roupas simples e pelo peso das preocupações, irrompia agora com um fulgor avassalador. Por alguns segundos intermináveis, Thomas esqueceu onde estava, quem era e para onde iriam. O cérebro do homem mais poderoso da sala apagou diante daquela visão. — Grace... — murmurou ele, com a voz completamente esvaziada de toda a formalidade habitual, soando quase como um sopro rouco. Ele deu dois passos automáticos na direção dela, como se fosse atraído por gravidade. — Por Deus... você está... — Inadequada? Fora do padrão? Ou apenas muito arrumada para o seu gosto, senhor Price? — interrompeu Grace, tentando erguer o queixo com bravura, embora o estômago estivesse dando voltas diante da intensidade daquele olhar. Thomas parou a centímetros dela. Os olhos dele queimavam com um fogo escuro, quase perigoso, enquanto ele avaliava os micro cristais brilhando no tecido. — Inadequada é uma palavra que definitivamente não existe no mesmo dicionário que descreve você neste vestido, Grace — sussurrou Thomas, com a voz grave vibrando perigosamente perto dela. Ele ergueu a mão direita, hesitando por um microssegundo antes de tocar de leve uma mecha solta de seu cabelo, recolocando-as atrás da orelha dela com uma suavidade que contradizia toda a sua rigidez. — Se eu soubesse que o resultado seria esse, teria encomendado um exército de vestidos para você. Grace sentiu a pele queimar onde os dedos dele haviam tocado, mas endireitou os ombros, recuperando a pose profissional. — Obrigada pelas palavras e pela gentileza, senhor Price. Mas espero que o senhor se lembre de que sou somente sua assistente, e não sua acompanhante de desfile. Thomas sorriu de canto, um sorriso lento e carregado de um magnetismo arrebatador. — No salão de gala desta noite, Grace, você será exatamente o que eu quiser que você seja. Agora vamos? O salão de baile do Grand Hotel estava apinhado de celebridades, bilionários e figuras da alta sociedade quando as portas duplas de mogno e ouro abriram-se para a entrada de Thomas Price. No exato momento em que ele cruzou o limiar do salão, de braço dado com a deslumbrante e desconhecida mulher vestida em azul-noite, o burburinho constante do evento pareceu minguar. Dezenas de pares de olhos voltaram-se imediatamente para eles. Murmúrios curiosos começaram a circular de mesa em mesa. “Quem é ela?” “ Quem será ela?” “A nova namorada do Thomas Price?” “Ela não é da alta sociedade de San Francisco... de onde ele a tirou?” “Vejam o vestido... Alta-costura pura. Ela parece uma estrela de cinema.” As conversas paralelas incomodavam, mas os olhares invejosos de várias socialites — e o choque mal disfarçado dos magnatas corporativos que sabiam que Thomas nunca aparecia acompanhado em eventos públicos — criavam uma aura eletrizante ao redor dos dois. Grace sentiu o peso de centenas de olhares cravados em suas costas. Ela manteve o queixo erguido, um sorriso polido e impecável nos lábios, e caminhou com tanta elegância ao lado de Thomas que parecia ter nascido naqueles salões dourados. — Está vendo? — sussurrou Thomas discretamente perto do ouvido dela, mantendo o sorriso protocolar para os fotógrafos que começavam a disparar flashes à distância. — Você está hipnotizando a metade masculina da sala e fazendo a outra metade feminina engasgar com o próprio champanhe. ... Sinta-se em casa. — Eu estou me sentindo como uma ovelha pisando em um campo minado de tubarões brancos, senhor Price — retrucou Grace, com a voz contida entre os dentes, embora os olhos brilhassem de adrenalina. Assim que se acomodaram em uma das mesas principais reservadas para a diretoria da Price International, os cumprimentos e as bajulações começaram. Empresários importantes aproximavam-se para bajular Thomas e, inevitavelmente, erguiam as taças para cumprimentar Grace, curiosos sobre quem seria a nova e estonteante figura de confiança do CEO. Mas a calmaria durou pouco tempo. Um som estridente de saltos altos batendo contra o mármore polido chamou a atenção na entrada da ala VIP do salão. — Ora, ora... parece que a cúspide da nossa aristocracia corporativa decidiu abrir espaço para contos de fadas de última hora. A voz arrastada, fria e repleta de veneno cortou o ar. Ravena Wottar aproximou-se da mesa com passos felinos. Ela vestia um vestido vermelho-sangue estruturado em corpete rígido, ostentando um colar de rubis pesado no pescoço. Mas o que mais chamava a atenção não era apenas o seu visual ostentoso, mas sim a companhia: Ravena caminhava lado a lado com um homem mais jovem, alto, engomado e de sorriso presunçoso — seu novo assistente pessoal e figura de fachada para eventos sociais, contratado estritamente para servir de capacho corporativo. Thomas fechou o semblante em uma fração de segundo, transformando-se em uma estátua de gelo. — Ravena — cumprimentou Thomas com uma cortesia fria e glacial, sem se levantar da cadeira. — Vejo que agora encontrou uma maneira de preencher o seu tempo. Ravena abriu um sorriso cortante, seus olhos azuis e gélidos varrendo o corpo de Grace de cima a baixo com um desdém tão palpável que parecia quase físico. Ela percebeu imediatamente a alta qualidade do vestido azul-noite, os cristais e a forma como Thomas olhava para a garota. O fogo da possessividade e do ciúme doentio acendeu-se instantaneamente em seu peito. Ela pensava que Thomas era intocável, que pertencia à esfera dela por direito consuetudinário e social. Ver uma mulher quase dez anos mais nova, vinda do nada, ocupando o lugar de honra dela ao lado dele, foi uma ofensa imperdoável. — Oh, meu querido Thomas... Você sabe que eu sempre encontro uma maneira de conseguir o que quero — sibilou Ravena, dando um passo à frente e inclinando-se levemente sobre a mesa, ignorando totalmente a presença de Grace por alguns segundos antes de fingir encará-la com falsa inocência. — E pelo visto, você também gosta de colecionar... novidades. Sua assistente pessoal nova, não é? ... Francamente, querido... colocar uma garota inexperiente e deslocada para desfilar em um evento beneficente de alto nível ao seu lado? Que decadência para o grande Thomas Mueller Price. ... Aposto que ela mal sabe segurar uma taça de cristal sem derramar champanhe no próprio vestido de empréstimo. O veneno pingava de cada palavra de Ravena. A intenção era clara: humilhar Grace publicamente, fazê-la sentir-se pequena, fora de lugar e ridícula diante de toda a elite da cidade. O assistente pessoal que acompanhava Ravena soltou uma risadinha abafada e arrogante ao lado dela. Grace sentiu o sangue ferver em suas veias. O estômago apertou-se com força. Ela abriu a boca para rebater à altura com a mesma classe que usara dias antes, mas antes que pudesse pronunciar uma única sílaba, Thomas levantou-se da cadeira. A presença imponente e a fúria fria que emanavam dele fizeram a temperatura ao redor despencar. — Cuide das suas palavras, Ravena — sibilou Thomas, com uma voz tão baixa, mortal e cortante que fez até a socialite dar um passo involuntário para trás. — A senhorita Butler não está vestindo nada emprestado, e a competência dela em uma única semana superou qualquer coisa que você ou os seus bajuladores conseguiriam fazer em dez anos de vida útil. ... Então se veio até a minha mesa apenas para destilar frustração pessoal, sugiro que dê meia-volta antes que eu decida cancelar todos os contratos comerciais que você ainda mantém com a Price International. O rosto de Ravena empalideceu instantaneamente. O veneno transformou-se em pânico e ódio profundo. Ser ameaçada publicamente por causa de uma simples assistente era uma desonra intolerável. — Você vai se arrepender disso, Thomas... — sussurrou Ravena entre os dentes, com os olhos faiscando de fúria cega. Ela virou-se nos saltos agulha, puxando o assistente consigo, e sumiu em direção ao bar do outro lado do salão. O silêncio na mesa ficou tenso. Thomas voltou a sentar-se, respirando fundo para conter a raiva. Ele virou-se para Grace, percebendo os nós dos dedos dela brancos de tanto apertarem a pequena clutch de couro. — Você está bem, Grace? Você não precisava ter ficado calada... você sabe se defender muito bem. Grace forçou um sorriso trêmulo, desviando o olhar para a mesa. — Eu estou bem, senhor Price. Apenas... não estou acostumada ainda com o veneno de serpentes da alta sociedade. Para tentar aliviar a queimação na garganta e o nó sufocante de humilhação e ansiedade que a abalava — afinal, ela havia acabado de conquistar aquele emprego e temia que qualquer escândalo pudesse arruinar tudo —, Grace cometeu um erro fatal. Quando o garçom passou servindo bebidas, Grace chamou-o com um gesto rápido. — Por favor... será que teria como trazer-me uma dose forte de qualquer destilado que o senhor tiver? O que for mais forte — pediu ela, com a voz ligeiramente trêmula. O garçom hesitou, olhando de relance para Thomas. Mas Thomas, ainda consumido pela irritação com Ravena, apenas acenou com a cabeça em sinal de permissão. Em poucos segundos, um copo com uma dose generosa de uísque envelhecido puro foi colocado diante de Grace. Sem pensar duas vezes, ela pegou o copo e virou o líquido de uma vez só na garganta. O álcool desceu rasgando, queimando seu esôfago de forma violenta. Ela tossiu discretamente, fechando os olhos por um segundo. Mas a queimação estomacal logo deu lugar a uma onda de formigamento e torpor que subiu direto para a sua cabeça. Grace, que mal consumia álcool e estava com o estômago vazio desde o almoço devido à tensão do dia, sentiu o efeito bater com a força de um trem descarrilhado. — Grace... o que você pensa está fazendo? Uísque puro não é água — advertiu Thomas, franzindo o cenho em sinal de preocupação ao ver os olhos dela começarem a brilhar de um jeito diferente após a segunda dose que ela havia pedido e tomado também em um só gole. — Eu estou... perfeitamente bem, senhor Price — balbuciou Grace, com um sorriso repentinamente largo demais e um brilho meio aéreo no olhar. Ela já estava ligeiramente tonta. — Apenas... celebrando o meu primeiro grande dia de gales... ou de fraudes corporativas... tanto faz! Passaram-se mais vinte minutos. E o uísque misturado com o cansaço extremo e a adrenalina da noite transformaram Grace. Ela, que antes mantinha uma postura rígida e impecável, começou a rir de comentários banais dos empresários ao redor, a gesticular de forma exagerada e a perder totalmente o filtro executivo. Thomas percebeu imediatamente que a situação havia saído do controle. Quando viu Grace tentar pegar uma taça de champanhe pela terceira vez consecutiva, ele segurou firmemente o pulso dela sobre a mesa. — Chega, Grace. Nós vamos embora agora mesmo. — Ir embora? Mas o baile mal começou, chefe! — protestou ela, com a voz arrastada e um bico infantil nos lábios, enquanto tentava puxar o braço de volta. — O senhor é muito chato sabia? Deixa eu festejar um pouquinho... os malucos da Stark & Moore já assinaram os papéis... nós somos ricos... quer dizer, o senhor é rico, eu sou apenas a sua humilde... o que é que eu sou mesmo? Thomas soltou um suspiro profundo, misturando exasperação e uma ponta de diversão inevitável diante daquela cena inusitada. Ele levantou-se rapidamente, pediu desculpas aos convidados da mesa alegando mal-estar repentino da assistente, envolveu a cintura de Grace com firmeza e a guiou quase a arrastando para fora do salão de baile em direção à saída privativa. E enquanto a guiava em direção ao carro, Thomas começou a relembrar o exato momento em que ela havia tentado inventar desculpas para não ir àquele jantar, pensando que talvez ela estivesse mesmo certa naquela hora. Pois, por mais brilhante e implacável que Grace fosse nos negócios, ela ainda não estava totalmente preparada para enfrentar um mundo como aquele, habitado por pessoas tão perversas e mesquinhas.Ele as coloca no meio de minhas pernas, perto do tornozelo, e já em seguida, ele me puxa pelos pés quase que para perto da beirada da cama. Depois disso, ele me vira rapidamente de barriga para baixo.Eu, é claro que não questiono o motivo dele fazer isso, pois estou muito curiosa para saber o que ele irá fazer comigo.- Agora eu vou ensina - lá como é que uma SUB deve se comportar e falar com o seu DOM. - diz num tom firme já pegando uma das cintas com o cadarço.Não levando- o tão a serio no que diz, eu olho sobre o ombro para trás e começo a rir.- Ok, meu senhor, vamos lá. - digo num tom provocante - Me ensine então. - dou um riso travesso.Com isso e sem hesitar, ele passa a outra ponta do cadarço por dentro da fivela e o puxa, colocando- a no meu tornozelo como uma tornozeleira. Em seguida, ele amarra o cadarço no pé da cama. Fazendo a mesma coisa com uma outra cinta, no meu outro tornozelo.- Quase lá, docinho.Ele pega mais duas cintas e faz o mesmo nos meus pulsos. Só que des
Mesmo com essas dúvidas, eu coloco meus braços em volta de seu pescoço e acaricio seus cabelos macios e sedosos.— Quer saber de uma coisa, Thomas? — olho- o fixamente — A partir de agora, que se dane tudo e todos, pois a vida é um sopro. E infelizmente eu não tenho ideia nenhuma do que pode acontecer comigo amanhã. — sorrio — Então, hoje, eu fazendo certo ou errado, pecando ou não, me arrependendo ou não, eu vou me esbaldar com você.Isso é o suficiente para ele me pegar em seus braços, me levar até a minha pequena área de serviço e me colocar sentada em cima da máquina de lavar.— Na área de serviço?! — indago curiosa —Sério, Thomas? Shhh.. — Pera, docinho. Você já vai saber o porquê da área de serviço ser a minha escolha.Ele se afasta, vai até a sala e liga o som, mas em uma altura razoável. Colocando para tocar a música ( Unstoppable - Sia ). Em seguida, vai até a geladeira e pega uma lata de milkmaid já aberta. Retornando para mim, com um olhar malicioso e um sorriso travesso
— Não, eu não armei nada para você, Grace. — tenta se explicar — Eu só a livrei de fazer uma burrada enorme lá no bar.— Burrada? — indago afastando- me dele — De que burrada você está falando?— Depois que você bebeu acima do seu limite, você subiu em cima da mesa e começou a dançar como uma stripper de boate. — diz num tom sério — Dizendo até que iria tirar a roupa. Algo inaceitável para mim.Ao ouvir isso, fico cabisbaixa e completamente envergonhada.— Te pedi algumas vezes para você parar com tal loucura, mas você fingia não me escutar. Ignorando - me por completo.— Desculpe! — digo num tom baixo — É que fazia tempo que eu não saia para beber e me divertir um pouco. Acho que foi por isso que exagerei na dose.— É, foi o que eu pensei. Pois nem o Dominic, com aquele jeitinho calmo dele, conseguiu te convencer a descer da mesa. Levando até uma bela de uma bofetada sua.Ao ouvir isso, olho com os olhos arregalados e boquiaberta.— O que? — indago incrédula — Eu bati na cara do Nic?
Tomo coragem e resolvo dizer a ele o motivo de querer muito ver as filmagens da noite passada.— Então senhor, é que ontem à noite eu..— Ah, que bom.. aí está você amiga. — diz num tom alto vindo em minha direção.— Emma?! — olho surpresa — O que você faz aqui?— Como, o que eu faço aqui, Grace?! — diz num tom meio sarcástico — Eu vim até aqui te buscar. Afinal você me enviou uma mensagem a duas horas atrás me pedindo para vir até aqui te pegar, pois você acabou deixando o seu carro no estacionamento do bar ontem a noite. — Eu mandei? — indago pegando o celular dentro da bolsa para ver se eu realmente enviei alguma coisa a ela, pois eu não me lembro de ter feito isso — Tem certeza?— Claro, olha aqui. — pega seu celular e mostra- me a mensagem enquanto eu olho no meu ao mesmo tempo...( Emma, primeiramente bom dia!Amiga, ontem à noite lá no bar, eu acabei conhecendo um cara muito bacana e muito legal. E por ver nossa grande afinidade e muitas coisas em comum, ele me convidou para v
Estou eu mesmo fazendo o pedido do meu almoço no meu restaurante favorito, quando ouço batidas na porta do meu escritório da minha mais nova conquista.— Entre!. — digo num tom brando.— Com licença e desculpa incomoda- lá novamente, senhorita Butler. — abre uma pequena brecha na porta e diz num tom meio reprimido — Mas é que tem alguém aqui fora, insistindo muito para falar com a senhorita. Eu até disse que estamos fechado para o almoço, mas ela..— Tudo bem, Ashley. — sorrio simpaticamente — Deixe- a entrar. — autorizo mesmo sem saber quem é.— Ok, senhorita Butler! — suspira aliviada — Eu vou fazer isso agora mesmo, com licença.Aceno positivamente, ela sai e eu aproveito para finalizar o pedido antes da pessoa entrar em meu escritório.— Quem será e o que quer tanto falar comigo que não pode esperar a hora do almoço passar para eu reabrir a minha galeria de artes? Eu mal termino de indagar a mim mesma e a porta se abre outra vez.— E aí sumida, bora almoçar comida japonesa?! — en
— Grace, você sabe que mesmo agora estando com o senhor Price, você sempre poderá contar comigo, não sabe?Me afasto de seus braços e o olho fixamente enquanto limpo meus olhos discretamente.— Nic, eu e o senhor Price, nos estamos juntos.— Mas ele te chamou de amor. — relembra- me.— Sim, mas foi só para te irritar, para se vingar de você. — Então você está..— Solteira? — completo — Sim! E assim pretendo ficar por um longo tempo agora.— Nossa, só porque eu ia lhe convidar para jantar comigo essa noite.Rio divertidamente.— Nic, por incrível que pareça, esse é o segundo convite que recebo para sair para jantar em menos de meia hora. — Sério? — olha- me surpreso — Será que eu o conheço?! — indaga com um sorriso de canto de boca.— Ahm.. até bem de mais. — Ah, então acho que ele não vai se importar de sairmos para jantar a três. Afinal nós já fizemos isso lá no Quênia, lembra? Pelo modo como ele diz, noto que ele sabe de quem eu estou falando.— Sim, como eu me esqueceria. Aquel







