LOGINA van deixa as duas amigas em seu novo endereço, que era uma modesta casa térrea, localizada em uma área mais afastada da cidade.O carro de Samantha já se encontrava na garagem, pois um agente o havia pegado enquanto a detetive fugia.- Seus homens não perderam tempo.Ela fala, já olhando para o veículo, que estava limpo.- Você se arriscou muito, indo até lá.Miranda caminha na direção da porta, enquanto Samantha vai até o carro e pega sua bolsa. A detetive trava o carro e dá uma olhada ao redor, pois a van era toda fechada e isso a impediu de ver o lugar."Já está acabando este trabalho."Ela pensa com um leve sorriso. Neste momento, Miranda aparece na porta e nota que a detetive estava distraída. A drag se encosta no batente da porta e cruza os braços.- Você vai entrar ou quer ficar admirando as estrelas?Samantha sai do seu desvaneio e encara sua amiga com o semblante sério.- Já estou indo.- Sei... Vem logo, pois você ainda não me deu os meus remédios.Miranda leva a mão até o
Dante chega à mansão de seu pai com Valentina no colo. Desde o hospital, ele se recusava a soltar a menina.Atrás dele estava Vicenzo, que a todo custo tentava pegar a menina no colo.- Filho, o seu ombro.Vicenzo fala pela décima vez, pois Dante usava uma tipóia no braço esquerdo. Ele tenta segurar Valentina, mas Dante a afasta dele.- Eu já disse que estou bem. Agora me deixa ficar com a minha filha.Dante encara o pai com o semblante fechado, e Vicenzo recua.- Tudo bem, só não deixa a menina cair.Dante suspira, já indo na direção das escadas. Neste momento, um homem entra na sala e caminha na direção de Vicenzo com uma pasta."- Capo, temos provas de que a Tiffany estava se envolvendo com o Rossi."Vicenzo pega a pasta e a abre, onde encontra algumas fotos tiradas por câmeras de segurança que mostram os dois juntos em alguns lugares públicos e até mesmo no estacionamento do prédio onde ela morava."- O meu 'presente' está pronto?"Ele olha para o homem sem transparecer a raiva in
A detetive passa o tempo todo pensando nas palavras do psicólogo até chegar ao carro. Ela se aproxima do carro e o destrava ao mesmo tempo em que estava com a mão na fechadura.Samantha entra no carro e já trava as portas quase que imediatamente. Isso era um costume que ela tinha, pois fazia parte do manual de segurança que ela, religiosamente, seguia.A detetive volta a olhar ao redor antes de pegar seu telefone.- O que foi que você andou aprontando?Ela franze o cenho ao ver os primeiros minutos de gravação.- Que raios ele foi fazer no cais?Ela pergunta ao mesmo tempo em que movia a barra de exibição com o dedo.O vídeo avança alguns minutos e a forma como Dante sai do carro a faz deixar o vídeo correr em tempo normal.- O que está acontecendo?Ela pergunta em quase um sussurro, ao mesmo tempo em que ergue seus olhos para ver se está sozinha. Caso contrário, teria que sair daquele lugar.O lugar continuava deserto. Então, Samantha coloca a chave na ignição e volta a assistir ao v
Samantha chega ao hotel onde o Dr. Taylor estava hospedado. Ela caminha pelo hall do hotel enquanto observa cada detalhe. O lugar era modesto, porém muito aconchegante. A detetive sente o tapete áspero e vermelho sob seus pés e um leve aroma da madeira envernizada que decorava metade das paredes. Aquilo indicava que o local havia passado, recentemente, por uma reforma. Ela caminha a passos firmes até o balcão da recepção. Havia um casal abraçado à espera do atendimento. Eles estavam lá com o filho para poderem curtir as férias de verão. Samantha olha para os dois e depois para a criança, que pulava o tempo todo, mostrando estar muito empolgada. Aquilo faz o coração da detetive doer, pois seu filho não nascido teria aquela idade. Instintivamente, ela leva a mão direita ao peito ao mesmo tempo em que solta um pesado suspiro, e isso acaba chamando a atenção do casal, que já corre na direção da detetive. - Moça, a senhora está bem? A mulher pergunta, já olhando para Samantha
Samantha estava dirigindo em direção à sua nova casa. Ela olhou algumas vezes pelo retrovisor para ver se não estava sendo seguida. "Acorda, sua burra, ele jamais se importou com você!" Ela socou o volante na tentativa de voltar à realidade, pois ainda alimentava a falsa esperança de que Dante viesse atrás dela. O telefone de Samantha emitiu um som que indicava que seu anel espião estava gravando algo interessante. Sua vontade era parar o carro e assistir a tudo em tempo real, mas ela sabia que teria que ser prudente e que ninguém poderia imaginar que ela tinha posse de tais imagens da máfia. - Logo este pesadelo acaba. Samantha fala entre os dentes, pois ainda está com raiva de Dante. Ela checa mais uma vez o endereço pelo GPS, pois é em um bairro completamente novo. Neste momento, seu telefone toca e ela nota que é uma ligação do psicólogo Dr. Taylor. Então, a detetive aperta o botão no painel do carro para poder atender à ligação. - Alô, Dr. Taylor? - Sim, sou eu. E
Rossi estava em um local um pouco afastado, ouvindo o som dos tiros. Ele sabia que Dante só andava com os melhores homens e que não demoraria para que os russos fossem superados."Não importa se todos morrem, desde que consigam eliminar o Escorpião; estará tudo certo."Ele pensa na esperança de que Dante cometesse algum erro que culminasse em sua morte.Rossi volta a pegar seu fuzil com a mira telescópica e olha na direção da janela do galpão. Ele sorri ao ver Dante arrastando um homem até perto de uma grade. Ele leva seu dedo até o gatilho e faz menção de atirar quando a cabeça do Escorpião fica em sua mira.- Isso seria fácil demais.Ele lambe os lábios ao imaginar a bala atravessando a testa de Dante.De repente, aparecem outros dois homens, que acabam ficando na frente de Dante. Rossi resmunga algo assim que sente seu telefone vibrar.- O que será que essa vadia quer?Ele pega o telefone e nota que é uma ligação de Tiffany.- Que foi? Porra!Ele atende o telefone de maneira ríspid







