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Capítulo 6

ผู้เขียน: Miss Sunny
POV de Elena

Meus olhos foram até a caixa de veludo sobre a minha penteadeira. O anel de Noah.

A safira brilhava perigosamente sob a luz.

"Você tem até meia-noite."

Eu não podia usá-lo. Ainda não. Mas também não podia deixá-lo ali. Se Liam o encontrasse...

Fechei a caixa com um estalo e a deslizei para dentro da minha bolsa. Ela parecia pesada, uma âncora sólida em um mar de mentiras. Era minha estratégia de fuga. Minha opção nuclear.

— Amor? Você está pronta?

A voz de Liam veio do corredor. Eu me enrijeci.

— Só um segundo! — Respondi, forçando uma leveza no tom que me deixou enjoada.

Abri a porta.

Liam estava ali de smoking, parecendo cada centímetro do astro charmoso que era para o público. Quando me viu, seus olhos se iluminaram. Não com amor, mas com posse.

— Uau! — Ele murmurou, estendendo a mão para segurar minha cintura. — Você está incrível, El. A imprensa vai adorar isso.

A imprensa. Sempre a imprensa.

Ele me puxou para um beijo. Virei levemente a cabeça para que seus lábios tocassem minha bochecha. Eu não suportaria sentir o gosto dele.

— Cuidado! — Brinquei. — Você vai borrar meu batom.

Liam riu, completamente alheio.

— Vamos. Tenho uma surpresa para você lá embaixo.

O quintal da nossa mansão em Hampton havia sido transformado. Luzes de fada estavam penduradas nas árvores, uma banda de jazz ao vivo tocava perto da piscina e garçons circulavam com taças de champanhe.

Era extravagante. Era caro. Era repugnante.

— Surpresa!

Um coro de vozes explodiu quando entramos no pátio. Companheiros de equipe, esposas, patrocinadores, repórteres. Flashes dispararam, me cegando.

Eu sorri. Meu rosto doía de tão falso.

— Oh, Liam! — Exclamei, interpretando o papel da esposa dedicada e surpresa. — Você não precisava!

— Qualquer coisa pela minha rainha. — Liam anunciou em voz alta, garantindo que os repórteres ouvissem.

Aceitei uma taça de champanhe, mas não bebi. Apenas a segurei como um acessório.

— Elena! Você está linda!

A voz arranhou meus nervos como unhas num quadro-negro.

Sophia Cruz emergiu da multidão. Ela usava um vestido branco de coquetel que parecia suspeitamente nupcial. Sua mão repousava no braço de Liam com uma familiaridade que fez meu estômago revirar.

— Feliz aniversário, querida! — Sophia cantarolou, inclinando-se para dar um beijo no ar na minha bochecha. — Liam vem planejando isso há semanas. Ele é tão romântico.

Olhei para ela.

Olhei para sua barriga, escondida sob o tecido solto do vestido.

— Ele realmente está cheio de surpresas. — Disse, minha voz gelada.

O sorriso de Sophia vacilou por um segundo, mas ela se recuperou rapidamente.

— Bem, aproveite a noite. Marcus está aqui, aliás. Ele quer falar com você.

Ela conduziu Liam até o bar, me deixando sozinha.

Observei os dois se afastarem.

Eles pareciam um casal.

Eu era apenas o acessório.

Circulava entre os convidados, desviando de perguntas sobre quando começaríamos uma família. Toda vez que alguém perguntava "Alguma novidade sobre bebê?", eu sentia uma ironia tão afiada que parecia uma faca.

Sim, eu queria gritar.

Estou grávida.

E a amante dele também.

No meio da noite, a música parou. Liam bateu uma colher contra a taça.

— Pessoal, se eu puder ter a atenção de vocês. — Ele anunciou, todo seu carisma em exibição.

A multidão silenciou.

Liam estava na plataforma elevada perto da piscina, com Sophia a poucos passos de distância, radiante.

— Esta noite não é apenas sobre celebrar minha linda esposa. — Disse Liam, apontando para mim.

O holofote me atingiu e eu estreitei os olhos.

— É sobre família. Como vocês sabem, os Glaciers são uma família.

Aplausos.

— Mas Elena e eu... Temos pensado em expandir nossa própria família. — Continuou Liam, sua voz baixando para um tom ensaiado e sombrio. — Temos tanto amor para dar. E recentemente perdemos um querido amigo. Um irmão de batalha. Mike.

Meu sangue gelou.

Ele estava fazendo isso.

Ali. Agora.

— Mike deixou um legado... — Liam disse, limpando uma lágrima falsa. — E Elena e eu... estamos pensando em adoção. Para dar um lar a quem mais precisa.

A multidão soltou um "Awwn" coletivo. As câmeras dispararam freneticamente.

Fiquei paralisada.

Ele nem tinha me perguntado.

Estava anunciando para o mundo inteiro para me forçar a aceitar. Estava usando o nome de um homem morto para encobrir o filho bastardo.

Sophia olhou para mim do palco, um sorriso presunçoso e triunfante brincando em seus lábios.

Xeque-mate, seus olhos pareciam dizer.

Apertei minha clutch com tanta força que meus nós dos dedos ficaram brancos. Eu sentia as bordas duras da caixa de veludo através do couro.

Eu não ia deixar eles vencerem.

Caminhei em direção ao palco.

A multidão abriu caminho.

— Olha, ela está tão emocionada. — Alguém sussurrou.

Subi os degraus.

Liam estendeu a mão, esperando que eu a pegasse e interpretasse a esposa chorosa e agradecida.

Eu peguei sua mão.

Sua palma estava suada.

— Liam! — Disse ao microfone, minha voz firme e clara. — Isso é... Uma surpresa e tanto.

Olhei para Sophia.

O sorriso dela vacilou.

— Mas... — Continuei, virando-me para a multidão — Adoção é um processo longo. E, honestamente...

Coloquei uma mão sobre minha barriga.

— Acho que deveríamos focar nas bênçãos que já temos.

A multidão ficou em silêncio.

A confusão se espalhou entre os convidados.

O sorriso de Liam congelou. O aperto em minha mão se tornou doloroso.

— Elena, o que você está dizendo? — Ele sibilou entre os dentes, afastado do microfone.

Puxei minha mão de volta.

— Estou dizendo... — Falei baixo, alto o suficiente apenas para ele e Sophia ouvirem — Que segredos sempre acabam vindo à tona, Liam. Não faça promessas que não pode cumprir.

Antes que ele pudesse reagir, um estrondo alto ecoou do lado do palco.

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