로그인As luzes da sala de audiência diminuíram.A grande tela à frente ganhou vida. Um chiado fraco de estática estalou pelos alto falantes antes que o áudio se tornasse claro. Inconfundível.— Tem certeza de que isso vai funcionar? — Perguntou uma voz masculina, levemente distorcida.Então todos na sala reconheceram.— Ela é só uma criança. — Disse Selena, com calma. — E crianças são fáceis de moldar.O corpo de Eli ficou rígido.Suas mãos, repousadas sobre o colo, se fecharam lentamente.Althea imediatamente estendeu a mão para ela.— Eli... — Sussurrou.Mas Eli não respondeu. Seus olhos estavam fixos na tela.Althea não a impediu. Algumas verdades precisavam ser vistas, não apenas contadas. Aquele momento, por mais doloroso que fosse, importava. Para Eli. Para seu futuro. E, por mais cruel que Selena tivesse sido, Althea e Daven estavam ali, firmes, inabaláveis, garantindo que Eli nunca mais enfrentasse aquilo sozinha.A gravação continuou.— Com ela, posso entrar naquela famí
Foram semanas exaustivas para Daven e sua equipe jurídica, envolvidos em um julgamento longo e desgastante.Naquela manhã, o tribunal estava mais cheio do que o normal. Membros da imprensa se reuniam do lado de fora das barreiras, ansiosos para registrar cada momento de um caso que havia chamado atenção pública desde o início. Os nomes Callister, Miller e os dois réus, Harold e Selena, haviam se tornado o centro de tudo.O carro que levava Daven e sua família parou em uma área restrita.A porta se abriu, e Daven desceu primeiro. Sua expressão estava calma, mas seu olhar era afiado, frio, inabalável. Ele se virou imediatamente, estendendo a mão para Althea.— Vá devagar. — Disse, de forma breve.Althea aceitou sua mão sem dizer nada. Uma de suas mãos repousou por instinto sobre a barriga levemente arredondada, enquanto a outra segurava a de Daven com firmeza.— Estou bem. — Murmurou.Daven lançou um olhar para ela.— Fique perto de mim.Atrás deles, Nathan e Riana desceram mais
A sala de jantar da família Miller parecia mais viva do que de costume naquela noite.O lustre lançava um brilho quente sobre a longa mesa, sua luz pousando suavemente sobre os pratos cuidadosamente dispostos. O aroma de sopa quente, frango assado e pão recém saído do forno preenchia o ar, envolvendo o ambiente em uma calma reconfortante.Eli estava sentada entre Grace e Josh. Diferente do dia anterior, seus ombros já não estavam tensos. Ainda havia um traço de nervosismo, mas sua expressão estava mais suave, mais leve, mais tranquila.Grace cutucou de leve seu braço.— Você saiu com a mamãe hoje, não foi? — Perguntou, com a curiosidade brilhando nos olhos.Eli assentiu de leve.— Sim.— Como foi? — Josh entrou na conversa imediatamente, com os olhos se iluminando. — A escola é boa?Eli hesitou por alguns segundos antes de responder.— Hum... Sim, é boa.— Só boa? — Josh fez pouco caso. — Isso não é muito claro.Grace riu.— Isso quer dizer que ela gostou. Só está com vergo
Os olhos de Eli se iluminaram antes mesmo que ela percebesse.Althea, caminhando ao lado dela, notou a mudança imediatamente. Um sorriso discreto tocou seus lábios enquanto perguntava:— Os alunos podem usar essas instalações fora do horário de aula?— Claro... — Respondeu o diretor. — Com supervisão, naturalmente. Queremos que eles realmente compreendam, não apenas decorem.Althea assentiu, claramente satisfeita.Eles seguiram em frente, desta vez em direção à sala de música. Mesmo do lado de fora, o som suave de um piano escapava pela porta. Quando ela se abriu, a atmosfera mudou no mesmo instante. A sala parecia mais acolhedora, preenchida por instrumentos cuidadosamente organizados: pianos, violões e até uma sala separada para prática vocal ao lado.Sem perceber, Eli deu um passo mais perto.— É aqui que desenvolvemos os interesses dos alunos pelas artes. — Explicou o diretor. — Incluindo treinamento vocal.O olhar de Eli permaneceu na sala de canto, cujas paredes eram reve
Althea desceu primeiro, então se virou para Eli. E, desta vez, sem muita hesitação, Eli a seguiu, caminhando ao seu lado.As duas avançaram lado a lado em direção à entrada. Lá dentro, a atmosfera era organizada. Alguns alunos passavam com livros nas mãos, outros estavam sentados em áreas abertas, envolvidos em discussões tranquilas.Não havia barulho excessivo.Tudo parecia calmo.Confortável.Eli absorvia tudo, deixando o olhar se demorar em cada detalhe.— É... Tão tranquilo. — Murmurou, sem perceber.Althea olhou para ela.— Você gostou?Eli não respondeu de imediato.— Eu... Não sei. — Admitiu, com honestidade.Althea não insistiu. Apenas assentiu.Uma recepcionista as cumprimentou quando se aproximaram do balcão.— Bom dia. Senhora Althea?— Sim.— O diretor está esperando pela senhora.Elas foram conduzidas até a sala do diretor no segundo andar. Quando a porta se abriu, um homem de meia idade se levantou para recebê-las com um sorriso cordial.— Bem vindas.Al
O carro da família Miller saiu da área residencial em ritmo constante, com o motor vibrando suavemente sob o silêncio.Lá dentro, a atmosfera era calma. Nem constrangedora, nem completamente relaxada. Althea deixou o áudio do carro tocar baixo ao fundo, preenchendo o silêncio sem torná-lo pesado.Eli estava sentada perto da janela, com as mãos apertadas sobre o colo. De vez em quando, seu olhar se desviava para fora, para os prédios que passavam, as fileiras de árvores, o ritmo lento do trânsito. SunCity parecia igual de sempre.Mas seus pensamentos não.Aquele dia... Parecia diferente.Havia tantas coisas que ela queria perguntar. Sobre a escola. Sobre como seria apresentada. Sobre se as pessoas de lá já sabiam de seu passado. Até algo simples como... Se conseguiria se encaixar.Mas cada pergunta parava na beira de sua mente.Ela engolia todas.Não era que não quisesse saber. Ela apenas não ousava perguntar. A hesitação que sentia diante de Althea ainda era forte demais. Tinha







