FAZER LOGINPela manhã enquanto nos arrumávamos para irmos trabalhar, lembro de contar ao Bryan sobre o Steven e sobre o jantar.
— B, falei com você sobre a inauguração do hospital e acabei esquecendo de contar sobre o proprietário — Bryan está em frente ao espelho arrumando a sua camisa dentro das calças para depois colocar sua gravata.
— Eu iria te perguntar amor, porém, esqueci. Diga-me, é um velho rabugento como suspeitou Lily em umas de suas suposições? — Fiquei nervosa sem saber qual seria sua reação, se nem mesmo eu entendi direito essa história do Steven não saber que havia contratado minha empresa.
— Não Bry. Fiquei surpresa e perplexa com o proprietário, quando esse foi apresentado a todos — Bryan continuou em frente ao espelho colocando sua gravata.
— Por que amor? — O proprietário é o Steven — ele parou de arrumar sua gravata e virou para mim — Steven Hayes, meu ex.
— Quando você me disse o nome do hospital, não me soou estranho, então é o Steven, esse tempo todo você estava trabalhando para ele.
— É completamente estranho B, porque soube o nome do hospital essa semana, o senhor Dukan sempre desconversava quando eu ou a Lily perguntava, depois disse que seria surpresa, mas não associei o nome do hospital a ele.
— E como foi seu encontro com ele? — Senti um pouco de insegurança nessa pergunta.
— Foi estranho, não consegui relaxar, ele falou normalmente conosco como um amigo que não víamos há muito tempo, quando o senhor DuKan se aproximou dizendo que havíamos feito o design, ele demonstrou estar surpreso, depois fizemos um tour pelo hospital, e assim que acabou, fomos embora. Me senti desconfortável, sabe quando algo não está certo, assim que me sinto em relação a essa situação, mas hoje podemos tirar algumas dúvidas.
— Como assim? — Meu pai nos chamou para jantar na mansão, eles farão uma recepção de boas-vindas para o Steven — Bryan enrijeceu.
— Você sentiu alguma coisa quando o viu depois de tanto tempo, Sarah?
— Apenas fiquei surpresa, e, ao mesmo tempo, feliz por ele estar fazendo o que gosta — coloco o dedo em sua testa — pode ir tirando essa ruguinha de preocupação senhor Campbell, meu coração já foi completamente arrebatado por você — ele sorri e me beija, um beijo de posse.
— A que horas vamos ao jantar amor, conhecer o tal do Steven? — Disse com desdém — Às oito, amor, virei em casa antes me trocar, aí vamos juntos, se você chegar cedo.
— Deixa seu carro em casa, vou te levar no trabalho depois te busco e voltamos juntos para casa, vê se você consegue sair às seis.
— Fechado, beijo-o e descemos, tomamos café e saímos.
Chegamos na mansão Vendramini e o homenageado da noite estava lá com sua família e acompanhado de uma bela mulher morena, de cabelos negros na altura do ombro, a qual não estava na inauguração do hospital. Quando fui apresentar o Steven ao Bryan ele o cumprimentou um pouco frio e observou atentamente a minha reação na presença do Steven. Minutos depois a bela morena se juntou a nós e senti Bryan se enrijecer e ficar com a expressão mais fria ainda. A mulher me cumprimentou e olhou para o Bryan.
— Como vai, Bryan? Quanto tempo — Vocês se conhecem? Perguntou Steven.
Bryan não abriu a boca em nenhum momento, ele apenas fez um maneio com a cabeça e com os braços na minha cintura me conduziu para longe, pedi licença e saímos em direção ao Luke que conversava com Lily.
— Amor o que foi? O que houve Bry que você mudou de repente? Pergunto enquanto caminhamos.
Nos aproximamos do Luke e Lily, Luke me puxou para seus braços e me beijou, Lily se afasta um pouco enfezada, com certeza se desentenderam, isso se tornou um hábito.
— Luke podemos ir até o escritório, preciso falar com você e a Sarah?
— Claro cunhado, aconteceu alguma coisa? — Prefiro falar em particular. — Então vamos.
Da forma que Bryan ficou, conclui que alguma coisa estava acontecendo e tinha a ver com aquela mulher. Entramos no escritório, Luke fechou a porta, eu e ele nos sentamos no sofá preto de couro, Bryan se sentou na cadeira a nossa frente.
— Luke, a Sarah chegou a falar com você a respeito dos e-mails e das flores que ela tem recebido durante um bom tempo?
— Sim eu a aconselhei a contratar um investigador, depois não falamos mais sobre esse assunto e eu até esqueci.
— Infelizmente eu só fiquei sabendo há poucos dias — abaixo a cabeça quando ele fala. — Tenho um amigo delegado da polícia federal e pedi para me ajudar nessa investigação, também contratei um detetive particular.
— Obrigado irmão, não levei muito a sério, fui relapso com a informação, tem um monte de malucos por aí.
— Amor o que isso tem a ver com sua reação agora pouco?
— Como assim mana? — Bryan respira fundo e diz — Sarah me contou hoje pela manhã que o dono do hospital é o seu ex, fiquei intrigado.
— Você acha que ele tem alguma coisa a ver com isso?
— Luke pense comigo. Tudo começou a acontecer há um pouco mais de três meses, um mês depois do primeiro e-mail, Sarah foi contratada para desenvolver o projeto do hospital. Até o dia da inauguração ela não sabia que ele era o proprietário, isso para mim, é muito suspeito.
— Concordo irmão, quando Sarah me contou também achei estranho, mas nós conhecemos o Steven há tanto tempo, ele sempre foi de excelente caráter.
— Já faz dez anos Luke que vocês não convivem, quem sabe se ele realmente esqueceu a Sarah.
— Bry, ele está acompanhado, seguiu a vida dele. — Aí que está o problema.
— Como assim? Eu e Luke perguntamos juntos. — Aquela mulher é a Melissa.
Bryan fala e eu o ouço atentamente, parece que minha cabeça vai dar um nó, imaginar que tudo isso pode ser uma trama do Steven para me conquistar, é demais para mim, penso que o ciúme do Bryan está fazendo ele fantasiar demais. Ou será que ele está certo? Não sei o que pensar, é tudo muito louco para mim. E quem é Melissa?
— Melissa, a Mel Bryan, sua ex. Aquela vagabunda que te traiu com seu primo?
Fico boquiaberta com o que Luke falou, Bryan estava com cenho fechado e o punho cerrado.
— Exatamente Luke, a própria. Vocês não acham que tem coincidência demais nessa história toda? — Porraaaa! Luke esbraveja.
Estou perplexa com tudo o que ouvi, o Steven que tenho na minha mente é aquele cara que conheci desde a adolescência e que namorei, está difícil da minha mente trabalhar de uma forma que mude essa imagem para um cara manipulador que faz jogo sujo para conquistar uma mulher.
— Não podemos provar nada enquanto não tivermos o resultado das investigações, mas minhas suspeitas aumentaram depois de os ver juntos.
— O que vocês pensam que devemos fazer agora?
— Mana minha opinião é de agirmos como não suspeitássemos de nada, e ver até onde isso vai, e quais são as verdadeiras intenções deles. — Você está certo Luke, é o melhor a se fazer.
Voltamos para a sala, evitei ao máximo de ficar sozinha com Steven, Luke e Bryan alternavam, sempre uns dos dois ficavam ao meu lado. Notei que meu pai observava todo nosso movimento, ele é um cara muito astuto, não é à-toa que construiu um império.
Todos conversam animadamente, os pais de Steven estavam orgulhosos do filho e o elogiavam o tempo todo. A mãe de Steven disse que era uma pena que eu e Steven não nos casamos, Bryan apertou minha cintura e disse a ela que era porque eu estava sendo guardada para ele, e o que tive com o filho dela foi um amor juvenil. Fiquei um pouco constrangida, mas ela foi indelicada de tocar nesse assunto com meu namorado do meu lado.
Perguntei a Lily o motivo se sua raiva.
— Como sempre o idiota do seu irmão, respondeu revirando os olhos. — Ainda vou ver vocês dois casados. — Nunca que eu me casaria com aquele babaca.
Lily faz suas reclamações de sempre, Bryan se aproxima de nós e se diverte com as maluquices da minha amiga, quando Luke se junta a nós ela fica tensa, eu e B nos olhamos e começamos a rir, creio que ele pensou o mesmo que eu.
Durante o jantar flagrei várias vezes um olhar de ódio de Melissa na direção do Bryan, cheguei a ficar arrepiada. Meu pai há todo tempo como águia observando a todos, minha mãe completamente alheia conversando com a mãe do Steven. Steven agiu tão naturalmente que era difícil acreditar nas suposições de Bryan, ele conversou conosco sobre coisas aleatórias e não demonstrou nenhum interesse amoroso por mim, ficou o tempo todo abraçado com sua acompanhante.
Uma hora depois do jantar, Steven se despediu agradecendo o jantar e foi embora com sua "namorada" e sua família. Lily também disse que iria embora, mas minha mãe não deixou e a levou para um quarto de hóspedes, Luke com a mania de a tratar como criança gritou para ela dizendo que ela não podia sair sozinha. Lily deu o dedo do meio para ele, meu pai o repreendeu dizendo que já era a hora de ele tratar a Lily como a mulher que ela é. Bryan e eu nos despedimos e meu pai intercedeu.
— Vocês não iram embora antes de falarem comigo. Luke também quero falar com você, os três agora para o escritório — ele estava duro e sério, coube a nós atendermos sua solicitação.
Quando entramos meu pai foi para sua cadeira atrás da mesa e nos aguardou até que todos estivessem sentados.
— Comecem a falar.
Eu sabia que meu pai havia percebido algo, Bryan pigarreou e começou a falar, meu pai ouviu atentamente e cada vez que Bryan ia desenvolvendo o assunto seu semblante se tornava mais fechado, o conhecendo bem sabia que era indício de raiva, muita raiva. Luke colaborou com Bryan e eu fiquei só ouvindo e não me pronunciei. Quando Bryan e Luke encerraram, meu pai deu um soco na mesa e se virou para minha direção.
— Sarah onde que você estava com a cabeça de só contar o que estava acontecendo três meses depois? Suponhamos que não seja o Steven, pode ser qualquer maníaco, poderia ter acontecido algo grave com você — disse furioso.
— Me perdoa pai, eu não levei a sério, estava muito ocupada com o hospital.
— Você tem noção do perigo que passou ficando sozinha até tarde na empresa? — Me sinto envergonhada, como uma criança levando bronca, abaixo minha cabeça porque ele estava certo. O foco agora era o Luke.
— É desse jeito que você protege sua irmã, ficou sabendo desta merda toda e não fez nada? — Eu a aconselhei a contratar um detetive.
— Você conhece muito bem sua irmã, Luke, quando se trata do trabalho e dos outros ela não mede esforços, mas em relação a si própria sempre deixa para depois, você mais do que ninguém sabe disso. — Pelo, o que percebo, continuou meu pai. — Bryan é o único sensato, concordo plenamente com ele, nós somos homens que tratamos com tubarões todos os dias e nada nos passa desapercebido, vocês não podem ficar presos ao rapaz que conhecemos há dez anos.
— Isso que Bryan nos alertou pai, prometo que vou tomar cuidado, e tudo que vocês me orientarem irei fazer.
— Ouça seu namorado, filha, ele está agindo corretamente, eu não engoli o fato dele contratar sua empresa sem conhecimento, e se os e-mails continuarem chegando nos avise, e não os descartem, futuramente podemos precisar de provas.
— De repente ele só quer retornar o namoro, mas não podemos descartar nenhuma hipótese.
— Você está certo cunhado e muito obrigado por tudo. — Obrigado Bryan por cuidar da minha filha
— Eu a amo e daria a minha vida por ela se necessário — fiquei emocionada com suas palavras, ele continuou — gostaria que sábado vocês fossem jantar lá em casa, também convidarei minha família.
— Será perfeito meu filho, eu gosto muito dos seus pais, sua vó, então — todos rimos, o que aliviou um pouco a tensão, a vó do Bryan diz que está o esperando para se casar com ela e meu pai se diverte com isso.
— Hum! Jantar com a família isso está me cheirando a coisa boa — você está certo, até sábado.
Nos despedimos da minha mãe e Lily e fomos embora.
EPÍLOGOBRYANCheguei em casa por volta das cinco horas da tarde e Sarah não estava, nem Amy, para mim, era normal, a maioria das vezes chego antes dela e Amy provavelmente foi para sua casa, ela costuma ir embora cedo, mas antes de ir deixa o jantar pronto e a noite esquentamos. Subi para nosso quarto, em cima da cama havia um envelope com um convite para jantar no Four Seasons, um hotel que fica aqui em Manhattan, levei Sarah lá em uns dos nossos aniversários de mês de namoro, na época não podíamos viajar porque seria a inauguração do hospital do Steven e ela que havia feito o projeto, por causa disso não pude fazer como os outros meses que a levei para outro país. Sarah conseguiu reserva na mesma suíte que ficamos hospedados quando tivemos nesse hotel.Sorri porque sabia que minha mulher estava armando alguma coisa, eu adoro fazer surpresas para Sarah, nosso casamento nunca caí na rotina, e gosto ainda mais quando ela me surpreende.Tomei um banho de banheira bem demorado porque ain
SARAHUM ANO DEPOISA Sarah barraqueira, aquela que arrumava confusão, ficou lá traz, bem antes de conhecer o Bryan, mas tem horas que dá vontade de chamar essa, Sarah de volta. Estou eu aqui tranquilamente com meu belo marido no luau que o hotel está realizando essa noite, vocês não devem estar entendendo nada, eu e B estamos fazendo um ano de casados e viemos comemorar no mesmo hotel em que passamos a nossa Lua de Mel em Montego Bay, Jamaica, o hotel é maravilhoso, tem uma praia particular onde está sendo realizado o luau.Voltando ao assunto, é um problema muito sério ser casada com um Adônis destruidor de calcinhas, todos os lugares que vamos, pode ser um simples supermercado, B chama muita atenção, no auge dos seus quase quarenta anos, ele esbanja beleza, seu porte grande e musculoso é de tirar o folego. Seus olhos, esmeraldas são um espet&
SARAHDepois da maquiagem retocada minha mãe me deixou sozinha dizendo que eu teria que descer em dez minutos. Meu coração estava uma mistura de ansiedade, felicidade e frustação. Estou frustrada porque o Luke não veio falar comigo, está acontecendo alguma coisa para que ele esteja me evitando. Meu peito dói, nunca imaginei que no dia do meu casamento ele não estaria ao meu lado, sonhei tantas e tantas vezes com ele fazendo os planos comigo, nós dois juntos escolhendo o vestido, e principalmente ele ao meu lado no momento de me entregar ao meu futuro marido. Ouço alguém bater na porta.— Sarah meu amor, vamos, está na hora, meu menino está muito nervoso, anda de um lado a outro no altar.— Vou descer Amy, me ajude por favor — deixa que eu pego seu buque.— B deve estar com medo que eu não ap
SARAHHoje é o grande dia, o dia em que me tornarei a senhora Campbell, sairei vestida de noiva da minha casa, a casa onde moro com o Bryan, para a cerimônia que será na mansão dos meus pais. B não me deixou organizar nada referente a decoração e organização da cerimônia, minha mãe e minha sogra quase surtaram com essa decisão, que surpreendentemente ele tomou. A única que não reclamou foi a vó Beth, ainda ficou de o ajudar no que ele precisasse na organização, Lily também se prontificou em ajudá-lo.Lembro da vó Beth dizendo “Filho o casamento é seu faça o que quiser, elas não têm nada que ficar se metendo", minha mãe e minha sogra murmuraram, eu e Lily rimos, B beijou sua avó com um sorriso bobo nos lábios e a agradeceu sussurrando em seu ouvido, eu também
SARAHFaltam exatamente uma semana para meu casamento, não sei o que está acontecendo, meu irmão tem me evitado, se eu não soubesse que ele e Bryan se amam como irmãos, pensaria que ele não é a favor do nosso casamento. Estou muito triste, nem na Vendramini consegui vê-lo. Fiz uma surpresa, fui até a empresa para chamá-lo para almoçar comigo, ele não me atendeu dizendo que estava em reunião e não tinha hora para acabar. Será que Luke não quer me ver por que caiu sua ficha que a culpa dele estar em uma cadeira de rodas é minha?Não sei o que pensar, sinto tanto sua falta, se não fosse esses dias que estou atarefada com a organização do meu casamento, não suportaria. Combinei com meu pai que ele e Luke me levariam ao altar, os dois homens da minha vida me entregando ao meu terceiro homem, meu amor, mas es
BRYANFinalmente minha mulher está de volta, ontem abrimos o nosso coração e tudo que estava nos impedindo de seguir em frente ficou no passado. Sarah se abriu completamente e reafirmamos o nosso amor, pude tocá-la novamente, sentir o seu gosto e estar dentro dela. Sou um homem de sorte por tê-la em minha vida. Nos amamos a noite toda, matei saudades da minha mulher, da minha mulher, porra. Tomei seu corpo e nos amamos intensamente, os sentimentos e as sensações estavam multiplicados por mais de dois meses de afastamento. Amor, sexo, luxúria, tesão e saudade, muita saudade.A pedi outra vez em casamento, comprei outro anel porque infelizmente o primeiro que dei para ela a puta da Melissa roubou. Quando Sarah retornou do cativeiro e me contou sobre o anel, mandei imediatamente fazer outro, aguardei o momento certo para entrega-la, e ontem enquanto eu a amava com estocadas lentas a pedi em casa