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11 Valente como uma leoa...

last update Fecha de publicación: 2021-10-13 21:13:46

Dylan...

            A moça ainda se debateu por mais alguns momentos, balançando seu corpo no ar enquanto tentava acertar chutes aleatórios em qualquer um que tentasse se aproximar. Pelo canto do olho, eu podia ver o sorriso sádico no rosto de Gale enquanto olhava para seu corpo ainda em desenvolvimento, ficando ainda mais excitado quando a viu completamente vulnerável ao receber uma injeção de sedativo que fez seu corpo amolecer.

– Se não tivesse uma cara tão bonita, teria levado um soco agora... – Ele disse entre sussurros quando a pegou em seus braços, jogando-a por sobre o ombro como um saco e em seguida, seus olhos voltara-se a mim. – Vamos embora, aproveitando enquanto ela ‘tá’ chapada.

Concordei, acenando com a cabeça positivamente e o acompanhei, carregando as duas malas pesadas que um dos subordinados do mercador havia me entregado. Quando chegamos ao carro, notei que Scar caminhava em direção a um pequeno caminhão de carga parado a alguns metros, nossos olhos se encontraram e acenas rapidamente um para o outro. Em seguida, sentei diante da direção, esperando Gale jogar a menina no banco de trás, e senta-se ao meu lado, no banco do carona.

– Ela não vai acordar no caminho? Questionei, olhando-a pelo retrovisor, em minha mente vindo apenas a ideia de que com certeza, haviam sido usadas drogas pesadas nela para a deixar naquele estado pesado de torpor.

– Mesmo que acorde, ‘tá’ chapada o suficiente para nem conseguir ficar de pé... – Gale explicou para a minha surpresa, e acendeu um cigarro diferente do habitual, rindo provavelmente da minha expressão. – Nunca viu alguém chapado?

– Claro que já! Retruquei apertando as mãos no volante, ainda com os olhos fixos na menina que vez ou outra se mexia sobre o banco antigo. – Nem sempre é uma ideia inteligente matar todo mundo em assaltos.

– Ah, verdade... você foi preso por assalto a banco! Gale comentou parecendo interessado, soltando a fumaça pela janela entreaberta e fixou seus olhos no meu rosto. – Diz então, como foram pegos? Pra quem trabalhava mesmo?

– Quadrilha de Martinez... – Respondi, dando de ombros, dando nomes de mortos pois, não poderia ser confirmado. – Estávamos com um novato, ele ficou nervoso, cometeu erros e a polícia nos pegou, alguns morreram e fiquei no xadrez por cinco anos.

– Qual era a sua função? Gale continuou o interrogatório, parecendo desconfiado da história que estava ouvindo. – Acha que ainda tem alguém vivo?

– Rastreador, basicamente minha função era sumir com o dinheiro e provas caso houvesse uma batida policial... – Expliquei lembrando-me de um dos membros que possuía aquela função e nunca foi encontrado, certamente estava morto. – Martines, eu acho, mas não imagino que já tenha outra gangue.

– Parkour? Ele tornou a questionar, rindo em tom de deboche.

– É. Ajuda bastante como distração, enquanto estava correndo dos policiais ou dos cachorros, eles fugiam... – Resmunguei, começando a ficar irritado com seu estranho interesse repentino. – Porque está tão interessado?

– Porque você é certinho pra caralh*! Gale reclamou, mostrando que estava ficando alterado, como se tivesse usado alguma droga.

            Nesse momento, lembrei do cheiro diferente do cigarro e entendi, fazendo uma negativa enquanto sorria de canto. Esse filho de uma put* estava usando maconh* no meio do serviço, e com certeza deixaria todo o trabalho para mim.

Estacionei o carro próximo ao galpão, e enquanto pegava a menina no banco traseiro, notei que quatro dos outros membros da gangue aproximaram-se do caminhão, começando a retirar a carga – que como já esperado, eram dezenas de garotas contrabandeadas –, respirei fundo, tentando me manter o mais impassível e continuei meu trabalho de carregar a garota loira.

Gale a tomou dos meus braços, reclamando algo sobre não poder fod* as meninas do chefe, e a carregou para dentro do armazém. Eu não disse nada, e ao invés disso, fui em direção ao caminhão, ajudando as meninas a descer de modo que não se machucassem, a única coisa que poderia fazer naquele momento.

Elas estavam com as mãos amarradas, e havia uma longa corda que unia seus pés, mantendo-as todas juntas enquanto caminhavam lentamente para dentro do armazém, e se sentaram obedientes no espaço que era mandado por Scar.

Mark surgiu de repente, olhando-as uma por uma, e sorriu comentando algo que não consegui ouvir, em seguida, voltou-se a menina que já estava acordada, mas não conseguia ficar focada na realidade, como se ainda estivesse sonolenta. Rapidamente, agarrou em seus cabelos e a puxou para perto, cheirando seu pescoço enquanto a apalpava cheio de luxuria.

A loira não se debateu, mostrando que realmente estava desorientada, e não esboçou uma única palavra, mesmo quando foi arrastada por aquele desgraçado em direção ao seu escritório que ficava nos fundos, perto do cômodo que chamávamos de geladeira, onde estavam os dois corpos das moças que morreram mais cedo.

Senti meu maxilar se apertando involuntariamente, enojado pelo que sabia que aquele desgraçado faria. Ela era apenas uma menina, não tinha quase nada nela que fosse realmente interessante sexualmente, porém, não precisa se pensar muito para entender que aquele tipo de violência não tinha nada a ver com interesse sexual, era apenas poder e submissão.

Nesse momento, tive certeza que estávamos lidando com um psicopata.

A situação apenas ficava mais complicada, e senti que estava ficando sem tempo, sabia que deveria apenas manter a vigilância, esconder minha identidade e proteger a operação, mas as coisas se tornavam cada vez mais insustentáveis.

Engoli em seco, sentindo nojo de mim mesmo por estar contribuindo para aquela insanidade, voltei meus olhos novamente em direção às meninas que ainda estavam sentadas em completo silencio e quando estava prestes a quebrar os protocolos, ativando o sinal de segurança, ouvi gritos que pareciam ser de Mark,

Eu havia optado pela desgraça dela, mas havia ganhado uma segunda chance pois, aparentemente, aquela era uma leoa violenta.

Gale correu em direção ao quarto e eu o segui, chegando ao escritório em poucos minutos, a tempo de me deparar com uma cena muito inusitada e que quase me fez rir. Mark estava caído no chão, seu olho sangrava muito e tentava empurrar a moça enfurecida de cima de seu corpo.

– Matem essa desgraçada! Mark gritou dando uma joelhada brusca no estômago da menina que encolheu-se arfando pelo dor, dando tempo a ele de agarrar seus cabelos para bater em seu rosto, ao que parecia, ele estava apenas fingindo ainda estar sob o efeito da droga.

 Gale ergueu seu revólver, mirando na cabeça da menina, mas não conseguia manter a pontaria pois, ela estava se mexendo muito, o que poderia causar um tiro em seu chefe. E vendo isto, me adiantei, correndo em direção aos dois, e a agarrei pelo pescoço, sufocando-a com o intuito de a desmaiar, tendo certa dificuldade pois, estava se debatendo muito. Porém, depois de alguns segundos, usando técnicas que foram ensinadas na academia, consegui a deixar desacordada e fingi que havia a estrangulado.

Joguei seu corpo sobre o ombro, e voltei meus olhos ao chefe que ainda respirava ofegante, como se perguntasse o que deveria fazer com o corpo, e em seguida, o ouvi gritando novamente que deveria me livrar “daquilo”.

– Porr* chamem o veterinário! Mark gritou de repente, vendo que o sangue em sua camisa vinha de uma perfuração que ela havia feito com algum objeto pontiagudo, uma caneta talvez.

Isso me deu espaço para sair de fininho, fingindo que iria terminar o serviço, a joguei sobre o ombro como via os outros fazendo, e segui em direção ao outro cômodo. Quando cheguei à geladeira, usei a faca de caça em minha bota para cortar seus cabelos e os enfiei dentro do saco preto onde o corpo de uma das moças estava pronto para ser descartado, forjando um cadáver para ela.

Nesse momento, ela acordou e começou a se debater em meus braços, talvez nunca estivesse dormindo de verdade. Segurei em seus braços, tapando sua boca com agressividade, e devo ter lançado um olhar muito assustador pois, ela tremeu em meus braços, mas achei melhor assim, não tinha tempo para explicar muita coisa.

– Terá que confiar em mim... – Sussurrei com seriedade, e comecei a instruir tudo o que ela precisaria fazer para seguir viva. – Tem um carro antigo e prateado do lado de fora, entre e se cubra com uma lona que está no banco de trás, e mantem a porr* da boca calada até que eu chegue.

Ela não respondeu, apenas ficou me encarando cheia de ódio.

– Se não fizer isso, eles irão matá-la imediatamente! Expliquei não me importando em ser grosseiro.

Retirei a mão de sua boca, e abri a pequena passagem por onde o lixo era colocado para fora, e a empurrei, nossos olhos se encontraram por alguns segundos e então, ela correu pelo espaço empoeirado, agachando-se para não ser vista.

– O que está fazendo? Um homem questionou surgindo de repente por minhas costas, e quase me causando um infarto.

– Achei ter visto algo... – Resmunguei a primeira coisa que me veio à cabeça, mas não tive tempo de pensar em muita coisa pois, ele estava indo em direção aos sacos com os corpos.

– Pega um desses... – Ele pediu apontando um dos sacos pretos, seu rosto esboçando uma expressão de tédio como se estivesse acostumado com aquele serviço. – Não tem como salvar os órgãos mesmo, melhor incinerar logo.

Concordei, fazendo o que era pedido, e sentindo-me péssimo por aqueles pais que jamais teriam um corpo para velar, as coloquei dentro da fornalha, vendo seus corpos queimar fervorosamente quando o fogo acendeu.

Depois disso, segui para o escritório onde Mark ainda era tratado, o corte no abdômen era muito maior do que pensei, e conclui que ela havia com certeza usado uma faca. Nesse momento, nossos olhos se encontraram, e de repente, ele sorriu, jogando-me um isqueiro.

– Que isso? Perguntei olhando para o objeto que era revestido de ouro.

– Estava achando que era uma florzinha, mas teve coragem de estrangular aquela put* com as próprias mãos... – Ele comentou em tom de deboche e chiou fechando os olhos por causa da dor. – Está dispensado, quero aqui apenas Gale e Scar.

– Então, obrigado! Exclamei olhando para o objeto mais uma vez antes de o guardar no bolso da calça, acenei positivamente girando nos calcanhares para ir embora.

Caminhei pelo chão de terra em direção a onde o carro estava estacionado, sentei diante do volante e olhando pelo retrovisor, ergui um pouco da lona, deparando-me com os olhos grandes e expressivos da menina que ainda nem sei o nome, satisfeito, a cobri novamente.

“Será que ela não achou opção melhor, ou confiou em mim?” Questionei para mim mesmo enquanto esticava o pescoço tensionado, os músculos estavam tão endurecidos que chegava a doer. “Queria um cigarro agora...”

Ri comigo mesmo ao lembrar daquela estranha ajuda que havia recebido, era uma sorte inesperada e tanto, aquele desgraçado não somente havia perdido um dos olhos, como também estava com uma bela facada na barriga. Aquela moça que mais parecia uma leoa de olhos ferozes, sem querer, havia se tornado a minha melhor chance de destruir aquela quadrilha.

Srta. Arthemis

Olá caro(a) leitor(a), capítulo com violência à frente...

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