Share

4. INCERTEZA DE ISIS

Author: Bris
last update publish date: 2025-03-06 16:27:27

Isis suspira y deja de pensar en su vida. Abre los ojos al darse cuenta de que se le ha pasado el mareo. Debe averiguar qué le sucede cuanto antes y avisar a sus padres. Con un poco de esfuerzo, logra sentarse y lleva la mano a la cabeza, sintiendo que la venda está húmeda. Parece que sigue sangrando.  

—Uff... acho que não vou conseguir ir à casa de banho — murmura sentada na cama. Desliza até colocar os pés no chão, mas uma forte tontura faz com que volte a cair para trás na cama. — Raios! Por este caminho, vou acabar por fazer xixi na cama. Onde estou? Porquê é que ninguém veio ver-me?  

Isis tenta lembrar-se de tudo o que aconteceu. Por sorte ou por azar, tem uma memória fotográfica, mas neste momento, a sua memória não lhe devolve nada útil. Decide ser paciente e ver o que acontece.  

Será que os seus pais receberam a carta que lhes deixou? Agora preocupa-se, pensando que não deveria tê-los tratado assim. Apesar do cuidado obsessivo com que o seu pai a protege, no fundo de si mesma, entende porque ele o faz. Não é a primeira vez que ela e sua mãe estiveram em perigo.  

A sua residência principal fica em Paris, a cidade que os seus pais escolheram para descansar. Não está no centro da cidade, mas sim isolada, nos arredores, perto de uma linda floresta que a fascina. Quando era criança, costumava passar horas a deambular pelos trilhos ou simplesmente deitada na relva, sentindo o sol a acariciar a sua pele.  

Tal como os seus amigos, Isis é apaixonada pela natureza. Nunca teve medo de andar pela floresta sozinha, apesar de os seus pais não gostarem nada disso. Quando pensa em como descrever os seus pais, diria que são superprotetores, mas também a deixam ser livre. Isis sorri ao ter a imagem deles na mente enquanto reflete sobre a sua definição.  

Entende que pode parecer uma contradição. Os seus pais adoram-na, já que ela é a sua única filha. Amanda, sua mãe, teve um parto muito complicado devido a um acidente em que ambas quase perderam a vida, e tiveram que lhe retirar o útero. Por isso, não tem irmãos.  

Amanda foi criada pelos avós, já que os seus pais morreram num acidente quando ela tinha apenas alguns meses de vida. E, quando tinha vinte anos, os avós também faleceram. Por isso, não voltam à terra natal com frequência.  

A família do seu pai é outra história: é tão grande que Isis ainda não conheceu todos os seus primos. O seu pai tem onze irmãos, sete homens e quatro mulheres. No início, não aceitavam Amanda, mas depois que Isis nasceu, tudo se resolveu.  

Também não são eles quem mais os visitam; pelo contrário, há sempre algum familiar de Dakarai na casa em qualquer altura do ano. Por sorte, a casa é bastante grande, um antigo castelo renovado com inúmeras divisões e salões.  

Depois de completar cinco anos, quando foi atacada por um lobo em África, os seus pais decidiram estabelecer-se em Paris. Inscreveram-na na escola e, finalmente, ela pôde começar a ter uma vida igual à de qualquer outra criança. Rapidamente fez muitos amigos, pois é aquele tipo de pessoa que todos gostam de conhecer.  

Não sabe se é porque viajou e conheceu diversas culturas e pessoas, mas para Isis todos são dignos de interesse. Claro que a aparência física também ajuda bastante. Inscreveu-se em aulas de dança, música, teatro e até de modelo. Queria recuperar o tempo perdido.  

Era muito talentosa em todas estas áreas, por isso participava ativamente em todas as atividades que decidiam realizar. Poderia ter escolhido qualquer uma delas para continuar na universidade, mas a sua curiosidade inata, herdada dos pais, levou-a a querer ir mais além. Não, não se tornou arqueóloga. Tornou-se numa repórter de sucesso, apesar da sua pouca idade.  

Mas enquanto os seus amigos viviam as suas próprias experiências, sentia que continuava a viver num mundo de sonho. Tudo parecia correr-lhe bem, cada decisão que tomava era um sucesso. Embora devesse ser feliz, não o era. Isis sentia que algum misterioso deus estava sempre a ajeitar as coisas para que ela alcançasse tudo sem muito esforço.  

No entanto, sentia constantemente que algo lhe faltava, algo profundo dentro de si. Por isso vivia com a sensação de que não estava completa. Não sabia como explicar, mas era assim. Essa era a principal razão desta viagem e de estar agora deitada nesta cama sem saber onde se encontrava nem o que a esperava. Teria sido encontrada e raptada pelos inimigos do seu pai?  

Abre os olhos lentamente depois que a tontura passou. Observa mais uma vez o quarto, que está em penumbra, sem encontrar nada que indique que foi raptada, mas também sem sinais de que não o tenha sido. As suas forças não bastam para se levantar e verificar se a porta está aberta ou fechada, guardada ou não. "Só a mim é que estas coisas acontecem", pensa amargamente, tentando sentar-se de novo na cama, mas é impossível. O seu mundo ameaça escurecer novamente.  

Céus! E agora o que vou fazer?, pergunta-se enquanto segura a cabeça com ambas as mãos. Dói-lhe tanto que teme perder a consciência novamente. E querer ir à casa de banho agora mesmo não ajuda nada! Não sabe se está acordada ou a sonhar, mas quase pode jurar que ouve alguém a aproximar-se.  

Apura os ouvidos, tentando discernir a origem. Parece vir de trás da porta: passos suaves, quase de um felino, que se aproximam lentamente. O seu coração acelera, batendo com tanta força que teme que o intruso o consiga ouvir. Tenta abrir os olhos, mas uma força maior que ela impede-a.  

Parece-lhe ouvir a maçaneta da porta a girar com uma suavidade que lhe arrepia a pele. Não consegue explicar o que se passa; mesmo no estado em que está, consegue distinguir uma figura alta e esbelta a deslizar para dentro do quarto, a sua silhueta destacada contra a ténue luz que se filtra pelo corredor. Os seus olhos permanecem fechados e, no entanto, consegue visualizar os traços dessa figura, mas há algo na sua presença que lhe parece inquietantemente familiar.  

Quem és? quer perguntar, mas o seu corpo não reage e a pergunta permanece na sua mente.  

A figura detém-se ao lado da cama, ela pode sentir que está a ser observada e até cheirada, o que a faz duvidar do que é real ou sonho. Finalmente, uma voz profunda sussurra-lhe ao ouvido:  

—Sou alguém que não deverias conhecer, humana. Alguém a quem te está proibido amar.  

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • Proibo-te de me amares humana   218. A LUA SUPREMA

    Ast sente seu coração afundar. A intensidade da situação é avassaladora, e ela sabe que devem conseguir acalmar Isis antes que tudo saia de controle. A luta entre sua raiva e seu amor por Jacking pode ter consequências devastadoras. Isis continuava liberando sua fúria contra Jacking, lançando descargas de energia que o jogavam de um lado para o outro como um boneco quebrado. O Alfa não se defendia; apenas a olhava com amor, esperando que ela descarregasse toda sua ira sobre ele e não machucasse mais ninguém. Mas isso só intensificava a raiva de Isis. Uma e outra vez, ele a atirava contra a parede, o impacto ressoando na sala. Apesar de que suas feridas eram evidentes e sua forma humana estava prestes a colapsar, Isis não se importava. Era um turbilhão de emoções descontroladas. De repente, notou Mat tomando controle e se transformando em lobo, mas n&

  • Proibo-te de me amares humana   217. A FÚRIA DE ISIS

    Ast tentou se comunicar mentalmente com seu pai, mas Isis cortou essa conexão, deixando que sua ira aumentasse a passos largos. — Lembre-se do que prometeu ao Alfa Supremo, Isis! — Tentou detê-la ao ver como ela se dirigia decidida para o quarto de Jacking —. Você disse que sempre esperaria que ele te explicasse antes de tirar conclusões! — Não me importa o que prometi! — gritou Isis, deixando escapar uma explosão de raiva —. Ele tem zombado de mim! Ele me usou! Ele me manipulou! — Não, Isis, não é assim! — negou desesperada Ast, enquanto forçava novamente a conexão com seu pai, que finalmente respondeu, mas estava a muita distância —. Você não pode agir assim! — Ast, cale-se! Não quero falar com você! Você sabia e não me contou! — A traiçã

  • Proibo-te de me amares humana   216. A FRUSTRAÇÃO DE AST

    Ast rosnou furiosa dentro de Isis, fazendo com que ela liberasse eletricidade de seu cabelo. Com um profundo suspiro, controlou os imensos poderes que lhe foram concedidos por ser a Lua Suprema e tentou falar com calma:— Isis, se eu não tivesse prometido a Mat que não te contaria, não estaríamos nessa conversa! Você é frustrante! — exclamou, a impaciência transbordando de sua voz.Essa última frase de sua loba chamou a atenção de Isis, fazendo-a sair de debaixo da água para ouvir melhor.— O que você prometeu ao meu lobo? — perguntou intrigada, o nervosismo surgindo em seu peito.Ast sentiu um aperto em seu ser diante da confusão de sua humana. Com a força de sua energia, uma revelação brilhava no ar, uma verdade que poderia mudar tudo.— Não vou quebrar minha promessa! — disse Ast com firmeza, mas depois su

  • Proibo-te de me amares humana   215. A PIOR DAS MULHERES

    Isis havia saído correndo e chegou ao seu quarto, ainda sem conseguir acreditar no que acabara de acontecer. Sentia-se culpada e completamente confusa! Como era possível sentir as mesmas coisas, com a mesma intensidade, tanto por Jacking quanto por seu Alfa? Como ia decidir por um deles?De repente, um forte impulso de energia a abalou. Seu corpo se elevou, envolto em um grande círculo de energia branca. Podia sentir como seus poderes cresciam de maneira extraordinária, mas não conseguia entender. Caiu de joelhos, com a cabeça inclinada, sentindo claramente uma mão quente em sua cabeça. Outra corrente de energia a envolvia, como se um grande laço de união com seu Alfa estivesse se formando.Ela estava mais do que confusa! Por que isso estava acontecendo? Acabava de trair seu Alfa e ele deveria ter sentido! Por isso ela estava enviando tanta energia. Ele deveria pensar que algo estava errado devido

  • Proibo-te de me amares humana   214. ACEITANDO SUA LUA SUPREMA

    Assim passaram-se os dias seguintes. Era noite de lua cheia, seu último dia deste mês para consumar sua união como humanos. Sentiu Isis entrar em seu quarto. Ela estava com febre e tremia de frio. Ela o cobriu e colocou compressas na testa. Ele abriu os olhos e a olhou desesperadamente, não querendo machucá-la. — Isis, o que você está fazendo aqui? Você vai pegar um resfriado! — disse-lhe, desejando que ela fosse embora, pois seu cheiro estava o matando. Não sabia se conseguiria resistir aos seus instintos de sobrevivência e fazê-la sua. — Não vou sair daqui, se é isso que você está pedindo! — respondeu Isis. Ele não discutiu; estava fraco demais. Fechou os olhos novamente e adormeceu. Sentiu como ela se deitava ao seu lado e o abraçava, transmitindo-lhe energia. Continuou dormindo, e suas forças come&cced

  • Proibo-te de me amares humana   213. PRESO EM SUA VERDADE

    Jacking estava preocupado com sua Lua; sentia-a imersa em um mar de confusões. Ele se transformou em Alfa Supremo e foi até o quarto dela. Bateu na porta e sentiu como ela se assustava. Liberou seu cheiro de Alfa, e ela abriu a porta rapidamente. Olhou-a com amor e notou que ela se sentia culpada. Ela o abraçou e o beijou desesperadamente. — O que há com você, minha Lua? — perguntou ele, esperando que ela fosse sincera e confessasse tudo. — Meu Alfa, eu te amo! — foi a resposta que recebeu de Isis, que não o olhava nos olhos. — Eu sei, minha Lua. Eu também te amo muito. Você pode me dizer o que está acontecendo? — ele insistiu, apesar de seu lobo protestar em sua cabeça para que não o fizesse. — Eu não posso, meu Alfa! Prometo que vou resolver isso primeiro e depois te conto! — Se negou Isis, fazendo com que

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status