เข้าสู่ระบบO ar tornou-se pesado.
Os guerreiros da alcateia Louckraw cerraram os punhos ao ver um Alfa estrangeiro ao lado de Sarah. Keiran encarava Alaric como um predador encara outro prestes a invadir seu território. — Você entrou em minhas terras sem permissão. — Sua voz era firme e ameaçadora. Alaric manteve a serenidade. — Vim atender ao chamado da Deusa da Lua. Nenhuma fronteira pode impedir sua vontade. Sarah olhava de um para o outro sem compreender. A presença dos dois Alfas fazia o ar vibrar. Seus lobos disputavam espaço apenas com a força da aura. As árvores ao redor balançavam violentamente. Os pássaros fugiram da floresta. Até mesmo os guerreiros mais experientes deram um passo para trás. Darius percebeu que aquilo poderia terminar em tragédia. — Alfa... não vale a pena. Keiran ignorou o conselho. Seus olhos estavam fixos em Sarah. Ela não o olhava mais como antes. Não havia esperança. Não havia amor. Havia apenas uma tristeza silenciosa que machucava mais do que qualquer insulto. Aquilo o incomodava. Muito. Alaric percebeu. — Agora entende o que perdeu? Keiran cerrou os dentes. — Não fale como se a conhecesse. — Talvez eu a conheça melhor do que você. O silêncio durou apenas um segundo. Keiran avançou. Seu punho cruzou o ar em direção ao rosto de Alaric. Mas o Alfa da Lua Negra desviou com facilidade. — Está lutando comigo... — ...ou contra a culpa que carrega? As palavras acertaram Keiran com mais força do que qualquer golpe. Antes que pudesse atacar novamente, uma voz poderosa ecoou pelos jardins. — CHEGA! Magnus surgiu acompanhado da Sacerdotisa Lyanna. A idosa apoiava-se em um cajado de madeira branca, cujo topo era esculpido em forma de lua crescente. Seus olhos prateados analisaram os dois Alfas. — Nenhum de vocês percebe? Ela caminhou lentamente até Sarah. Ao tocar sua testa, fechou os olhos. Seu rosto empalideceu. — Não... Magnus segurou seu braço. — O que houve? A sacerdotisa abriu os olhos, assustada. — Eles despertaram. — Quem? Ela olhou para o céu. Nuvens negras cobriam a lua. — Os Filhos da Sombra. Um trovão sacudiu a floresta. No mesmo instante, dezenas de uivos desconhecidos ecoaram ao longe. Não eram lobos comuns. Eram criaturas corrompidas pela magia antiga. Os guerreiros empunharam suas armas. Darius respirou fundo. — Estamos sendo cercados. Alaric transformou parcialmente suas mãos em enormes garras negras. Keiran fez o mesmo. Pela primeira vez desde a rejeição... Os dois Alfas ficaram lado a lado. Não como amigos. Mas como únicos capazes de enfrentar o mal que se aproximava. Enquanto todos se preparavam para a batalha, Victoria observava escondida atrás de uma coluna. Seu rosto estava pálido. — Isso não era para acontecer... Uma voz surgiu atrás dela. — O plano saiu do controle, não foi? Victoria virou-se rapidamente. Um homem encapuzado surgiu da escuridão. Seu rosto permanecia oculto. Mas seus olhos vermelhos brilhavam como brasas. — Mestre... Ele sorriu. — Você despertou algo muito maior do que imaginava. Agora... Nem mesmo eu consigo impedir o que está por vir. Naquele instante, um enorme uivo ecoou sobre todas as alcateias. Era o anúncio de que uma antiga guerra havia começado. E, no centro dela... Estava Sarah Theyllan.A grande porta negra permanecia diante de Sarah.As duas marcas de Lua brilhavam intensamente sobre a pedra.De um lado estava Sarah.Do outro...Aurora.Pela primeira vez em suas vidas, as duas irmãs estavam tão próximas.E, ainda assim, uma porta as separava.Sarah colocou novamente a mão sobre o símbolo.— Aurora?— Estou aqui.A voz atravessou a porta.Sarah fechou os olhos.Havia algo profundamente familiar naquela voz.Algo que seu coração reconhecia.Mesmo que sua memória ainda não conseguisse explicar.— Eu esperei tanto tempo sem saber que estava esperando por você — Sarah sussurrou.Do outro lado, Aurora permaneceu em silêncio.Então Sarah ouviu um soluço.— Eu também.Uma lágrima escorreu pelo rosto de Sarah.— Eu achava que havia alguma coisa faltando em mim.Aurora encostou a mão na porta.— Sempre senti isso.Sarah sorriu entre lágrimas.— Então era você.— Era você.Por alguns segundos, nenhuma das duas conseguiu dizer mais nada.A ligação entre elas parecia crescer.A m
A floresta parecia diferente depois que a Mãe das Sombras desapareceu.O vento havia parado.Os pássaros não cantavam.E até mesmo os cavalos pareciam inquietos.Sarah permanecia olhando para o lugar onde a mulher havia desaparecido.A voz dela ainda ecoava em sua mente.“Então venham.”Keiran aproximou-se e segurou sua mão.— Sarah.Ela não respondeu.— Sarah.Dessa vez, ela virou-se.— Precisamos encontrá-la.— Vamos encontrar.— Não. — Ela apertou a mão dele. — Precisamos encontrar Aurora antes que aquela mulher faça alguma coisa.Keiran observou o rosto dela.— Nós vamos.Sarah respirou profundamente.— Eu sinto que ela está sofrendo.— Porque vocês estão ligadas.Ela assentiu.— E se eu conseguir sentir a dor dela...Sua voz falhou.— Talvez ela também consiga sentir a minha.Keiran segurou o rosto dela.— Então deixe que ela sinta.Sarah franziu a testa.— O quê?— Deixe Aurora sentir que você está vindo.Os olhos de Sarah se encheram de lágrimas.— E se ela estiver com medo?—
A floresta explodiu em caos.As criaturas avançaram entre as árvores como sombras vivas.Seus olhos vermelhos brilhavam na escuridão.Seus corpos pareciam feitos de fumaça.E, mesmo quando eram atingidas, algumas simplesmente desapareciam por alguns segundos antes de surgir novamente em outro lugar.Sarah sentiu um arrepio.— Isso não é normal.Keiran levantou a espada.— Depois de tudo o que vivemos, acho que nossa definição de normal mudou bastante.Mesmo diante do perigo, Sarah sorriu.— Você ainda consegue fazer piadas.— Estou tentando impedir você de ficar com medo.Sarah olhou para ele.— Não estou com medo.Keiran ergueu uma sobrancelha.— Sarah...Ela respirou fundo.— Está bem. Talvez um pouco.Ele segurou sua mão.— Então fique perto de mim.Sarah sorriu.— Sempre.Mas, antes que pudessem dizer mais alguma coisa, uma criatura saltou das sombras.Keiran girou a espada.O golpe atravessou o corpo do lobo sombrio.Por um instante, ele desapareceu.Keiran respirou.— Fácil.A c
O amanhecer chegou silenciosamente sobre Asterion.Mas Sarah já estava acordada.Ela permanecia diante da janela, observando os primeiros raios de sol surgirem no horizonte.Seu coração estava inquieto.Desde a noite anterior, uma sensação estranha não a abandonava.Era como se alguém estivesse chamando por ela.Não com palavras.Mas com algo muito mais profundo.Com a alma.Sarah colocou a mão sobre o peito.— Aurora...Atrás dela, Keiran abriu os olhos.Ele permaneceu alguns segundos observando-a em silêncio.Depois se levantou.— Você não dormiu direito.Sarah virou-se.— Dormi.Keiran ergueu uma sobrancelha.— Sarah.Ela sorriu.— Está bem. Quase não dormi.Ele aproximou-se.— Está preocupada.— Estou.Keiran parou diante dela.— Com sua irmã?Sarah assentiu.— Passei minha vida inteira sem saber que ela existia.Sua voz ficou embargada.— E agora não consigo parar de pensar nela.Keiran segurou suas mãos.— Você vai encontrá-la.— E se ela não quiser me conhecer?— Ela vai querer
O silêncio que tomou conta das muralhas de Asterion parecia impossível de suportar.Sarah permanecia imóvel.As palavras de Adrian continuavam ecoando dentro de sua mente.“Você tinha uma irmã gêmea.”Seu coração batia tão forte que ela mal conseguia respirar.Keiran estava ao seu lado.Mas, naquele momento, até mesmo sua presença parecia distante.— Não... — Sarah sussurrou.Adrian continuava montado sobre o cavalo negro.Seus olhos permaneciam fixos nela.— É verdade.Sarah balançou a cabeça.— Não.— Sarah...— Não!Sua voz ecoou pelas muralhas.— Isso não pode ser verdade!Keiran imediatamente segurou sua mão.— Respire.Ela olhou para ele.Seus olhos estavam cheios de lágrimas.— Keiran... minha mãe teria me contado.Adrian respondeu antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.— Sua mãe morreu protegendo vocês duas.Sarah virou-se lentamente.— Vocês duas?— Sim.Ela sentiu as pernas fraquejarem.Keiran a segurou pela cintura.— Quem é ela?Sarah perguntou.Adrian permaneceu em s
A noite havia caído sobre Asterion.Depois de tudo o que Sarah descobrira em Aether, o retorno para casa deveria trazer algum alívio.Mas não trouxe.Ela permanecia diante da janela do quarto, olhando para as luzes da cidade.Seu reflexo no vidro parecia diferente.Mais forte.Mais consciente.Mas ainda era ela.Sarah tocou o próprio pulso.A marca da Lua estava diferente desde que o Eclipse despertara dentro dela. Agora havia uma pequena estrela no centro do símbolo, como se a Lua e o Sol tivessem finalmente encontrado um ponto de equilíbrio.— Você está pensando demais novamente.Sarah sorriu antes mesmo de se virar.— Como sabe?Keiran estava encostado à porta.— Porque você fica olhando para o nada com essa expressão.— Que expressão?— A de quem está tentando resolver o destino do mundo antes de dormir.Sarah riu.— Talvez eu esteja.Keiran aproximou-se.— E conseguiu?— Ainda não.Ele parou diante dela.— Então faça uma pausa.— Keiran...— Sarah.Ele segurou suas mãos.— Por al







