Mag-log in(Cedric)
Assim que abri a porta do quarto, meus olhos encontraram Camila sentada na cama.
Ela parecia confusa, olhando ao redor como se tentasse entender onde estava.
Fechei a porta atrás de mim e, naquele momento, seus olhos se fixaram nos meus.
Alistair suspirou de leve, mudando para um tom mais sério e estratégico.— E para ser totalmente franco, quero aproveitar esse grande baile para ter certeza de quais reinos também já foram contaminados e tomados por essa peste negra das raízes que está se espalhando pelas nossas fronteiras.Respirei fundo mais uma vez, sentindo o peso daquela informação. Olhei de relance para Erick.Ele assentiu discretamente com a cabeça e, pelo elo mental, me enviou uma mensagem rápida.— É importante ir, Cedric... Precisamos investigar a extensão dessa praga. Mas vá com a guarda alta. Não podemos confiar nesses vampiros nem por um segundo.Concordei mentalmente com Erick e voltei a olhar para o Rei Vampiro.— Muito bem. Nós estaremos lá — respondi com firmeza.Alistair abriu um sorriso satisfeito.— Excelente. Para constar, ficarei aqui no Norte por mais um dia para descansarmos os termos e depois voltarei. O baile no reino dos vampiros vai acontecer daqui exatos trinta dias... Na noite de lua chei
Valerian soltou uma risada suave, deixando a joia voltar a descansar contra o peito.— E você tem toda razão, Camila. Esta gema é extremamente rara, encontrada apenas nas profundezas mais antigas das montanhas do Sul. Pouquíssimos nobres da minha espécie possuem uma relíquia como esta. Digamos apenas que ela é uma herança de família que me dá a liberdade que a maioria dos meus irmãos de sangue não tem. E você não é qualquer uma… Ignorei essa última parte. O jeito dele era completamente diferente de tudo o que eu estava acostumada no Norte. Enquanto os lobisomens eram brutos, diretos e cheios de regras de submissão, Valerian falava com uma leveza quase poética. Seus trejeitos eram graciosos, quase hipnóticos de assistir.Será que aquilo era algum tipo de poder de sedução deles? Continuei na defensiva, me lembrando muito bem de como ele tinha me provocado na noite anterior durante o banquete.— Você gosta de jardins? — perguntei, tentando manter a guarda alta, cruzando os braços, em
O sol da manhã já clareava os muros altos do castelo quando decidi sair para o ar livre. A tensão da noite anterior ainda queimava na minha pele, mas eu precisava agir rápido se quisesse esconder as evidências da minha escapada.Caminhei em direção ao jardim de inverno, agachando perto de uns canteiros de ervas medicinais, fingindo arrancar algumas folhas para usar na cozinha.— O que você está fazendo andando por aqui sozinha, Camila? — a voz de Erick ecoou logo atrás de mim, me fazendo sobressaltar.Ergui o rosto, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha e soltei um suspiro fingido.— Eu vi umas ervas diferentes perto daquele muro e pensei em colher para tentar plantar na estufa do castelo — expliquei com a maior naturalidade do mundo. — A cozinha está precisando de temperos frescos.Erick cruzou os braços, franzindo a testa com desconfiança.— Não é seguro você ficar zanzando por aí sozinha. O Rei deixou ordens claríssimas sobre a sua segurança, ainda mais com os vampiros hos
A aproximação fez meu corpo inteiro estremecer com um tipo de prazer. O vínculo nos rodeava, querendo nos prender ali um ao outro. Mas não iria permitir. Apoiei as palmas das mãos com força no seu peito largo e empurrei o seu corpo para trás, criando um espaço seguro entre nós.— Não me chame de sua! — falei com a voz firme, embora o meu coração estivesse descompassado. — Você não me escolheu em nenhum momento. Me manteve trancada, me humilhou, escolheu a Thayla perante a corte inteira e agora vem com esse papo de possessividade? Acorde para a realidade!Ele ficou parado com os olhos arregalados pelo choque da minha rejeição, enquanto a sua respiração ainda saía pesada.Seus olhos voltaram aos tons naturais de azul-cinzento. Respirei fundo, ajeitei as mangas compridas do meu sobretudo e passei a mão pelo tecido para endireitar a roupa. Então ergui o queixo e encarei os seus olhos de frente.— Estou exausta, Cedric. Foi um dia cheio, e eu só quero ir para o meu quarto dormir em paz
O vento gelado da madrugada chicoteava as árvores ao nosso redor, mas o meu coração batia acelerado, ainda sob o efeito da adrenalina da fuga.Rowan parou de correr perto da borda da mata, destransformando-se de volta à forma humana com um movimento ágil. Ele ajustou a blusa, olhou para mim com o cenho franzido e respirou fundo, tentando recuperar o fôlego.— Chegamos até aqui em segurança, Camila — disse Rowan baixinho, olhando para a imponente fachada do castelo que se erguia à distância. — Mas o seu sumiço não vai passar despercebido por muito tempo lá dentro.— Eu sei, Rowan — respondi, ajeitando a alça da bolsa onde o livro místico estava guardado. — Obrigada por tudo, de verdade. Sem a sua ajuda, eu nunca teria conseguido buscar o que precisava.Ele balançou a cabeça negativamente, cruzando os braços com firmeza.— Não precisa agradecer. Eu devo a minha vida ao Gama Jackson. Se ele confia em você, eu também confio — afirmou Rowan, me olhando com seriedade. — Mas preste bem aten
[Camila]O vento frio da madrugada cortava o meu rosto enquanto caminhava apressada pela mata fechada, seguindo os passos firmes do guerreiro que Jackson tinha enviado para me proteger. O nome dele era Rowan, um lobisomem alto, de olhar atento e postura rígida.Depois de andarmos por longos minutos em silêncio absoluto, a silhueta sombria e destruída da cabana abandonada começou a surgir entre as árvores retorcidas.Rowan parou de repente, erguendo a mão para me deter. Ele olhou ao redor, franzindo a testa com evidente confusão e desconfiança.— Sra. Camila... Espere um pouco — sussurrou Rowan, olhando fixamente para a estrutura de madeira podre. — Por que viemos a este fim de mundo? Esta área é extremamente perigosa. Os renegados rondam por aqui o tempo todo.Soltei um suspiro pesado, sentindo o peito apertar só de olhar para aquela porta velha.— Eu sei muito bem o perigo que este lugar representa, Rowan — respondi com a voz trêmula, mas firme. — Foi bem aqui que a futura rainha de







