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Uma Manhã Sem Pressa

last update Veröffentlichungsdatum: 16.09.2026 19:54:17

Sophia

Quando abri os olhos, a claridade que escapava pelas laterais das cortinas chamou minha atenção. Ainda sonolenta, estendi a mão até o criado-mudo e peguei o controle que ficava ali.

Com um toque, as cortinas blackout começaram a se abrir.

A luz do sol tomou o quarto aos poucos, revelando o céu claro e uma manhã que já estava bastante avançada. Apertei os olhos por causa da claridade e fiquei alguns segundos olhando pela janela.

— Eu dormi muito... — murmurei, pegando o celular.

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  • Seduzida pelo Agente que Caça meu Pai   De volta para casa

    John Cheguei ao aeroporto de Boston cedo naquela manhã.Conferi o passaporte, a passagem e o celular antes de seguir para o embarque. Minha mala estava pronta desde a noite anterior, e, pela primeira vez em muito tempo, eu não tinha levado comigo mais do que o necessário.Minha irmã havia me mandado uma mensagem pouco antes de eu sair de casa.— Você realmente está vindo?Sorri enquanto respondia.— Estou no aeroporto.A resposta chegou quase imediatamente.— Não acredito.— Pode acreditar.— Dessa vez você não vai inventar uma desculpa?— Não vou.Demorou alguns segundos até outra mensagem aparecer.— Então eu vou te esperar.Guardei o celular.Eu queria cumprir aquela promessa.Durante anos, sempre havia alguma razão para eu não conseguir estar presente. Aniversários, feriados, encontros de família. Quando percebia, meses tinham passado e eu continuava vivendo do outro lado do mundo.Minha família continuava em Seul.Eu é que havia construído uma vida inteira longe dali.Cheguei ao

  • Seduzida pelo Agente que Caça meu Pai   Uma Manhã Sem Pressa

    Sophia Quando abri os olhos, a claridade que escapava pelas laterais das cortinas chamou minha atenção. Ainda sonolenta, estendi a mão até o criado-mudo e peguei o controle que ficava ali.Com um toque, as cortinas blackout começaram a se abrir.A luz do sol tomou o quarto aos poucos, revelando o céu claro e uma manhã que já estava bastante avançada. Apertei os olhos por causa da claridade e fiquei alguns segundos olhando pela janela.— Eu dormi muito... — murmurei, pegando o celular.Não me lembrava da última vez em que tinha acordado sem despertador e sem precisar calcular quantos minutos ainda tinha antes de sair de casa.Levantei-me devagar e caminhei até o closet.Escolhi um biquíni confortável e o vesti antes de colocar uma roupa leve de verão por cima: uma blusa de alças finas, em tom creme, com textura delicadamente plissada, e uma calça comprida de cintura alta no mesmo tecido. Era uma combinação fresca e confortável para ficar em casa e, principalmente, para aproveitar a pi

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    Sophia O relógio sobre a estante marcava alguns minutos para meia-noite quando Madeline finalmente fechou a última pasta. Eu estava sentada do outro lado da mesa do escritório, com uma das mãos apoiando o rosto enquanto encarava a pilha de documentos entre nós. Havia contratos, relatórios financeiros, organogramas, planilhas e anotações que Madeline fizera durante a noite. Eu já não sabia dizer quantos nomes tinha lido. — Acho que, se eu olhar para mais uma planilha hoje, vou começar a enxergar números até dormindo — murmurei. Madeline soltou uma risada baixa enquanto reunia os papéis. — Isso passa. Ergui uma sobrancelha. — Você está dizendo isso porque já passou por isso ou porque quer me convencer a não desistir? — As duas coisas. A resposta arrancou de mim um sorriso cansado. Madeline colocou os documentos na pasta e conferiu se não havia deixado nada sobre a mesa. — Para uma primeira noite, você avançou bastante. Recostei-me na cadeira. — Não parece. Olhei novamente p

  • Seduzida pelo Agente que Caça meu Pai   Antes de abrir as portas

    depois das sete da noite quando finalmente me permiti parar. Eu estava sentada no banco do vestiário, ainda usando o uniforme do hospital, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos frouxamente entrelaçadas. Meu corpo inteiro parecia pedir alguns minutos de silêncio. Mas o hospital não sabia o que era silêncio. Uma porta de armário bateu atrás de mim. — Alguém viu meu estetoscópio? — Está em cima da bancada! — Não, esse é o da Ana! Duas enfermeiras entraram conversando sobre a escala da semana seguinte, enquanto uma técnica de enfermagem atravessava o vestiário procurando alguma coisa dentro da própria bolsa. Levantei os olhos e sorri de leve. — Você está procurando o quê? — Minha chave. Juro que estava na minha mão há dois minutos. — Isso acontece depois de plantão demais. — Falou a doutora que está aqui há quase uma hora olhando para o nada. Soltei uma risada baixa. — Eu estava descansando. — Descansando olhando para o armário? — É uma técnica avançada. As duas

  • Seduzida pelo Agente que Caça meu Pai   Entre duas vidas

    Sophia A terça-feira começou com uma chuva fina batendo contra a janela do meu quarto. Quando o despertador tocou, às seis e meia, fiquei alguns segundos olhando para o teto antes de finalmente me levantar. O domingo ainda estava fresco na minha memória, principalmente a perda daquele paciente. Eu sabia que precisava seguir em frente, mas algumas histórias demoravam mais para sair da cabeça do que outras. Depois de um banho quente, vesti as roupas que Margareth havia deixado separadas na cadeira. Calça escura, blusa clara e um casaco leve. Prendi os cabelos, peguei minha bolsa e desci para a cozinha, onde encontrei Margareth terminando de preparar o café enquanto Jacob estava sentado à mesa. — Bom dia, abelhinha. — Bom dia, mãe. Aproximei-me para beijar o rosto dela e me sentei. — Dormiu bem? — Jacob perguntou. — Melhor. Margareth colocou um prato na minha frente. — Então come. — Eu ainda nem sentei direito. — E já está reclamando. Jacob riu. — Isso significa que ela está

  • Seduzida pelo Agente que Caça meu Pai   O homem que caça sombras

    John Meu apartamento estava silencioso naquela noite. Silencioso demais para alguém que havia passado o dia inteiro cercado por pessoas. Depois de anos morando em Boston, eu já estava acostumado com meu próprio espaço, com a rotina organizada e com o som quase inexistente de uma casa onde ninguém me esperava. Deixei as chaves sobre o aparador, tirei o paletó e afrouxei a gravata enquanto caminhava até a cozinha. Abri a geladeira, observei por alguns segundos o pouco que havia ali dentro e decidi que não estava com disposição para cozinhar. Peguei uma garrafa de água e encostei-me ao balcão, finalmente permitindo que o corpo relaxasse depois de mais um dia de trabalho. O celular vibrou sobre a bancada. Olhei para a tela e sorri antes mesmo de atender. — Oi, mãe. A voz dela veio acompanhada de outras ao fundo, e reconheci imediatamente o barulho de uma casa cheia. — Finalmente! Você está vivo! Soltei uma risada baixa. — Estou, sim. — Isso é o que você sempre diz. Sua irmã

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