FAZER LOGINParte 4
Ela ficou um pouco corada e paralisou no lugar. Então ela tinha conseguido deixá-lo surpreso? Sua curiosidade pelo que disse a cutucou e quase perguntou há quanto tempo ele não fazia amor e se ela tinha sido mesmo boa de cama. Mas, segurou a língua.
_ Foi sem querer... Aconteceu e...
_ Sem querer? - ele estreitou os olhos _ Então você quer jogar a culpa do acontecido só em cima da bebida? Quer dizer que não houve algo a mais?
Ele esperou e ela não respondeu. Isso o deixou ressentido. Ele sabia que mesmo sem beber poderia acabar com ela ali na cama, não precisava desse estímulo.
_ Então, se eu a tocar agora, você não vai sentir nada?
_ Não é bem isso que eu...
_ Não vamos de novo acabar na cama e fazer amor quente, gostoso e demorado?
_ Não tem importância se a bebida foi a culpada ou não - apertou o lençol, um pouco trêmula e sem jeito.
_ Ah, não tem? - ergueu uma sobrancelha _ Então a noite passada foi sem querer mesmo? Quando me beijou e me pediu para tomar seu corpo, para tocar em você, foi tudo sem querer? É isso?
Ela ficou calada. Já não se sentia tão ousada para dar respostas ao argumento dele.
_ Quando eu estava dentro de você e gemia, me abraçava e pedia mais, era tudo efeito da bebida?
_ Pare com isso, Vitor - ficou bem vermelha.
_ Só estou querendo provar seu ponto - deu um risinho _ Se foi a bebida, então agora você não vai sentir nada se eu a tocar de novo, vai?
_ O que? - deu um passo atrás.
_ É... Prove isso para mim... E para você - a desafiou.
_ Não tem nada a ver que...
_ Está com medo, Juliana? Medo de que seja uma mentira? Ou medo de repetir e gostar mais ainda?
Ela o olhou fazendo um bico irritada.
_ Você está enganado.
Ela se irritou. Como ela permitia que ele a colocasse nessa posição? Não podia, era errado. Não queria que homem nenhum a deixasse em desvantagem.
Já bastava seus irmãos exagerados em tudo, que de certa forma atrapalhavam sua vida. Amava demais os dois, mas estava cansada de ser a irmã caçula que tinha que fazer o que queriam, seguir a cartilha deles.
Estava cansada disso. Cresceu embaixo da sombra dos dois e eles decidiam o que queriam para ela. Isso já não lhe servia mais. Queria provar a eles e mais a ela mesma, que era capaz de ter a vida que queria.
Tinha feito dinheiro, estava organizada, era só uma questão de tempo. Seu sonho era ter um sítio ou uma chácara e cuidar dela sem a proteção exagerada dos irmãos. Sabia que eles faziam isso por amor, mas precisava andar com as próprias pernas.
E ela era capaz disso. Tinha suas ideias.
Queria criar um local onde pudesse plantar, um lugar voltado para a natureza que fosse ecológico, que fosse sustentável. Adorava animais, mas não queria criar gado para abate, nem mesmo gostava de comer carne.
Tinha muitos planos e só poderia realizá-los se tivesse seu cantinho separado. Se perdesse tempo querendo ficar com Vitor ou qualquer outro, isso iria atrapalhar.
_ Então me prove.
_ Provar o que? - fez careta.
Ele a olhou por inteira e sorriu. Queria provar que não tinha sido sem querer. Isso o deixou aborrecido. Havia atração sim e era forte.
_ Venha até aqui e me beije. Vamos vamos ver o que acontece, agora que não estamos mais bêbados.
_ Não tenho que provar nada - se empertigou.
_ Tem sim. Venha aqui! - comandou.
Ela apenas negou com a cabeça.
_ Juliana, vem aqui - chamou com a mão.
Como ela não se moveu, ele foi até ela. Segurou seu rosto entre as mãos e a sentiu estremecer. Deu um sorriso pequeno. Ela o queria sim.
_ Você quer que eu a beije agora?
Ela engoliu em seco. Queria, mas não admitiria.
Se libertou de suas mãos e andou para o lado, mas ficou travada quando suas pernas bateram na cama. Ficou encurralada e não tinha para onde ir. Ele se aproximou.
_ Vou beijar você - anunciou.
_ Não!
Ele riu. A resposta dela não tinha força, não demonstrava que realmente era contra o beijo. Se fosse ele não iria insistir. Ele sentiu algo diferente, como se o ar em volta tivesse ficado mais pesado.
Como ela não podia recuar mais, ele esticou a mão e tocou seu ombro, subindo devagar para sua nuca e fazendo uma carícia com os dedos. Viu que ela prendeu a respiração.
_ Eu quero te beijar, querida.
Ela ia repetir que não queria ser beijada, mas seu protesto morreu quando ele colou a boca na dela e sentiu seu calor que irradiou por seu corpo também.
Como uma mosca atraída pela luz, ela se sentiu atraída por ele e colou o corpo ao dele, querendo o beijo. Sentiu a ponta da língua dele roçar seu lábio e isso atiçou fogo em seu corpo e seu coração palpitou forte.
Vitor a envolveu pela cintura e se esfregou de leve nela, respirando fundo, sentindo os mamilos duros embaixo do lençol fino. Segurou sua nuca com a outra mão e aumentou o beijo, sem pressa.
A língua dele invadiu sua boca e ela não escondeu o gemido baixo. Por um instante desistiu de raciocinar para sentir o gosto dele. Começou devagar, mas foi aprofundando. Ela passou os braços pelo pescoço dele e o lençol escorregou.
Depois de um tempo que ela não soube quanto, ele afastou a boca e ela o encarou, com o rosto quente. Tinha esquecido tudo, até suas ideias de não se envolver.
_ Viu só? - ele ergueu a sobrancelha rindo.
_ Isso não quer dizer nada - respirou fundo.
_ Não? - mexeu a cabeça _ Então porque seus seios estão pedindo minha atenção?
Ela abaixou a cabeça e arregalou os olhos. O lençol estava no chão, estava nua e seus mamilos estavam duros. Cobriu os seios com as mãos.
_ Pare de olhar... Vire pra lá.
Ele deu uma risada e ela puxou o lençol de volta. Vitor andou para trás enquanto ela prendia o lençol. Parecia furiosa por mostrar que o queria, mesmo sua boca dizendo que não.
Ela ajeitou a ponta do lençol embaixo do braço, irritada por ter se deixado seduzir de novo pelo charme dele, quando um pensamento lhe cruzou o pensamento, vindo do fundo de sua recordação da noite passada.
Parou, segurando o ar e o encarando com olhos bem abertos, assustada.
_ O que foi? - ele apertou os olhos.
_ Meu Deus... - abaixou a cabeça cobrindo o rosto com a mão _ Me diz que a gente usou proteção ontem.
Ele torceu a boca fazendo uma cara engraçada e meio sem jeito. Ele não via nada pelo chão que confirmasse isso.
_ Eu... Creio que não - encolheu os ombros _ Não me recordo de ter usado camisinha.
_ Ai... - caiu sentada na cama.
Era o pior que poderia acontecer agora. Já tinha feito a besteira de dormir com ele, seu irmão havia descoberto e agora mais essa.
Vitor sempre era cuidadoso com isso. Usava proteção para não correr riscos de depois ser acusado de algo. Nunca teve nenhum problema de saúde e quando descobriu a traição da ex-mulher, fez uma bateria de exames para não ser pego de surpresa por alguma doença sexual.
Tinha medo dessas coisas e também não queria ser pai de um filho de um caso amoroso que não representava nada em sua vida. Queria ser pai, de alguém que gostasse mesmo.
_ E agora... O que eu faço? - apoiou o rosto nas mãos segurando a cabeça, preocupada _ Ai Deus meu...
Ele se aproximou e sentou ao lado dela, preocupado também e vendo que tinha deixado a cabeça dela ainda mais confusa ao dizer que não recordava da proteção.
_ Juliana, eu sinto muito ter estragado tudo.
_ Nós dois estragamos - soltou o ar _ Eu também entrei nessa de vontade própria.
_ Realmente, não sei que diabos aconteceu que me tirou do ar assim - esfregou a testa _ Eu nunca bebi tanto ao ponto de me esquecer de usar camisinha, eu juro. Sempre fui muito cuidadoso com essa parte. A obrigação era minha em proteger você e falhei - tocou seu ombro se sentindo mal _ Eu sempre tive controle de meus atos.
Ela olhou para ele, a cabeça arriada nas mãos.
_ Mas não importa - suspirou fundo _ Se você estiver grávida não tem problema. Vamos nos casar.
Ela franziu a testa e o mirou alguns segundos antes de ajeitar o corpo. Ela não queria se casar realmente, foi só um escape para livrar o emprego e a pele dele.
_ Não! Eu não vou me casar com você, Vitor.
Autora Ninha Cardoso.
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







