MasukParte 4
_ Que reclamem - deu de ombros _ Já vi questões de banco, cartório e outras coisas.
_ E como fez tudo isso?
_ Eu sei fazer, ué! Sempre que saio procuro os lugares e pessoas para me indicar o que fazer. Além disso nós temos internet em casa, acha que eu fico fazendo o que? Vendo novelas ou you tube? Eu uso bem minha internet para coisas necessárias.
Vitor ficou ouvindo enquanto ela contava sobre seus planos e ficou impressionado. Nunca a viu dessa forma, tão centrada em algo. Sempre achou que fosse mimada e que já estava com a vida ganha por tudo o que a família já tinha.
No entanto, Juliana estava com vários planos encaminhados. Tinha corrido atrás da parte financeira, fez várias pesquisas, aprendeu coisas novas.
Os irmãos dela com certeza não iriam gostar nada disso, mas não quis insistir mais no assunto para não estragar o ânimo dela. Poucas vezes ela falou com ele dessa forma, animada e solta.
E se sentia bem por ela ter confiado nele para contar seu segredo. Só que ele não iria desistir da ideia do casamento deles. Enquanto não aparecesse nenhuma nova ideia de como sair dessa sem um prejuízo maior, ele continuaria.
Uma coisa ela tinha repetido. Não queria um marido em sua vida e ele de certa forma se deprimiu por ela nem mesmo considerá-lo apto a ser um marido de mentira. Não queria nem dar continuidade à história do noivado que ela mesma tinha criado.
Seus planos não incluiam um homem fixo em sua vida, percebeu logo que começou a contar o que queria fazer. E ele até gostou de ouvir, se empolgou também com algumas de suas ideias, mas ela repetiu que faria tudo sozinha, ainda que fosse difícil.
E quando ela revelasse isso para os irmãos, seria bem capaz deles o acusarem de colocar essas coisas na cabeça dela. Conhecendo os dois, principalmente Joel, achariam que depois dele se meter com ela, Juliana tinha mudado a cabeça.
Se eles lhe dessem oportunidade ela seria capaz de cuidar mais dos assuntos da fazenda, mas eles sempre a deixavam com pequenos serviços. Talvez isso também tenha deixado-a desanimada a continuar morando com eles. Depois de um tempo, isso cansa mesmo.
De qualquer forma, seria mais uma confusão.
Ele seguiu até o shopping center mais próximo e estacionou o carro. Já conhecia bem ali e tinham boas lojas de joias. Poderiam escolher logo um anel ali e depois a levaria até seu encontro.
_ Vamos? - abriu a porta.
Ela olhou para fora, fazendo um bico e torcendo a boca. Acabaria ficando bicuda assim. Não queria, mas ele estava insistente demais e sabia como era quando ficava assim. Já tinha reparado antes nesse jeito turrão dele. Desceu.
_ Vitor, sei que as intenções são boas, mas realmente acho que colocar um anel de compromisso agora só vai piorar - fechou a porta.
_ Acontece, que seu irmão já está espalhando para todos sobre nosso suposto casamento - gesticulou em aspas _ Se voltarmos sem ter algo para mostrar a ele, vai começar a nos encher. Quer isso agora?
Ele se aproximou e segurou sua mão, a levando consigo para a escada rolante. Estava decidido a não deixar que o nome dela ficasse na boca do povo, ainda que fosse um pensamento idiota, mas era assim.
Andaram de mãos dadas pelas lojas e ele gostou dessa sensação terna de ter sua mão pequena entrelaçada à dele. Parou em fentre de uma joalheria.
_ Não vou entrar, Vitor - disse baixo.
_ Ah, você vai sim - a puxou para dentro.
Uma mulher com um sorriso enorme em um batom muito vermelho se aproximou deles.
_ Sejam bem-vindos. Posso ajudar em algo?
_ Não, nós...
_ Sim, nós queremos olhar alianças de noivado, por favor - a cortou e apertou sua mão.
_ Ah, que bom - sorriu muito _ Temos lindos anéis com pedras preciosas, ouro, prata e claro, os mais procurados que são com diamantes.
Juliana foi quem apertou a mão dele agora e enfiou as unhas em sua palma. Ele virou para ela prendendo os lábios e abrindo bem os olhos.
Ela negou com a cabeça e ele fez que sim, seguindo a mulher até o mostruário enorme de joias.
A vendedora pegou um tecido vermelho escuro e abriu em cima do balcão, colocando vários modelos de anéis e conjuntos de aliança. Todos muito caros, dava para ver.
_ Gosta de algum aqui ou já tem uma ideia de modelo? Podemos criar por encomenda também.
Vitor olhou para ela e a puxou para perto.
_ De qual você gosta mais?
_ Eu não posso escolher um.
_ É claro que pode, querida - ele sorriu de leve _ É fácil. Escolha e pronto. Levamos agora mesmo.
Não queria que a mulher achasse estranho e a incentivou com uma pequena cutucada na cintura.
_ Não é certo - ela suspirou.
Ele não sabia seu gosto pessoal sobre essas coisas e nem queria ficar como idiota ali parado.
_ Está nervosa, carinho - pegou um _ Pode escolher. Que tal este? É muito bonito.
O coração dela acelerou. Escolher um anel de compromisso era algo muito íntimo, que só casais que realmente estavam juntos escolhiam.
Se ela fizesse isso estaria embarcando de vez na mentira e seria mais difícil sair. Começou a suar.
Eles não eram um casal. Não se amavam e nem mesmo estavam juntos, foi só uma noite. Um anel assim significava amor e compromisso de vida. Eles não tinham isso.
Vitor cansou de esperar e pegou a mão dela para colcoar o anel e ela fechou os dedos. Ele ficou sério e pela cara, chateado.
_ Tudo bem, carinho - disfarçou _ Vou deixar que escolha então - colocou de volta o anel no balcão e segurou sua cintura, apertando _ Qual deles?
Ele apontou para um e ela negou com a cabeça. Apontou para mais dois e ela repetiu o gesto. Ele notou que a mulher franziu de leve a testa.
_ Este aqui - disse sério.
Era um anel com uma pedra de diamante única, bem delicado.
_ Achei grande - mentiu.
_ Experimente - pegou o anel.
Ela engoliu em seco. O anel era lindo, mas com certeza custaria uma fortuna e não seria certo deixar que ele pagasse por isso.
Não queria deixá-lo envergonhado na frente da vendedora, mas não podia dizer que ele não poderia pagar por aquilo. Seria muito feio. Ficou nervosa e suas mãos tremeram. Apertou o braço dele.
_ Não sei...
Ele se sentia frustrado. Juliana era teimosa e já começava a perceber uma descrença no rosto da vendedora que talvez achasse que ele não poderia pagar, mas ele podia sim. Não estava nadando em dinheiro, porém tão pouco estava pobre para tal coisa.
Segurou a mão dela e enfiou um anel.
_ Pronto, o que acha? Eu gostei.
Ela se sentia mal por deixar que fizesse isso e mexeu o anel no dedo, esticando a mão.
_ Olha só, ficou grande, viu?
_ Se quiser, podemos ajustar para seu tamanho - a vendedora disse _ Esse é um dos modelos mais procurados por ser delicado.
_ Sim, é muito bonito - rodou o anel no dedo.
_ Então ficamos com este - Vitor disse.
Ela o cutucou. O anel era mesmo muito bonito e tinha gostado da pedra, mas era caro demais.
_ Não - retirou o anel para devolver.
_ Quer ver outros? - ele perguntou.
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







