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Continua Capítulo Sete

Penulis: Ninha Cardoso
last update Tanggal publikasi: 2022-02-08 20:23:04

Parte 2

Dois dias depois Juliana estava atrás de Vitor pela fazenda. Com a festinha que Briana tinha feito eles não tiveram tempo de falar mais sobre o assunto e tiveram que fingir serem mesmo um casal.

Não foi de todo ruim, já que Vitor parecia até bem animado e convenceu a família e os amigos de que eles realmente se gostavam.

No começo ficou ansiosa e até nervosa, mas ele lhe deu apoio. Só não conseguiram falar sobre o teste de gravidez e depois isso acabou esquecido.

Quando a festinha terminou ele saiu com Jessé e ela não conseguiu descobrir se ele tinha comprado o maldito teste ou não.

De manhã quando desceu, a cunhada a informou de que ele tinha ido para a cidade vizinha a mando de Jessé para fazer um acerto de venda e não o viu durante todo o dia, ficando muito ansiosa.

Agora pelo menos sabia que ele estava em algum lugar na fazenda. O encontrou mexendo com os cavalos no curral de treinamento.

Isso era algo que eles tinham em comum. O amor por cavalos. Adorava ver os animais correndo pela fazenda e até já sabia como treinar alguns, mas sempre começava pelos mais novos, por ser mais fácil.

Subiu na cerca de madeira e se inclinou para a frente, olhando o animal que fazia o círculo. Vitor estava com a camisa aberta e de imediato seu sangue aqueceu sua pele. Não queria, mas foi o que aconteceu.

_ Vitor - o chamou _ Vai demorar aí?

Ele a olhou e abriu um sorriso. Isso a deixou um pouco desconcertada. Desde quando ele a recebia com um sorriso?

Ele entregou a rédea do cavalo para o funcionário e se aproximou dela devagar, a mirando ainda sorrindo.

_ Quero saber... Sobre aquilo - disse baixo.

Ele fez um movimento com a cabeça para que o seguisse até o quarto. Sabia que logo ela iria aparecer.

_ Consegui o teste, mas não sei comprar essas coisas e comprei mais de um.

Mais de um ele quis dizer dez. Quando entregou a sacola para ela tinha uma variedade de produtos, alguns que nem mesmo serviam.

_ Vitor, isso aqui é pra controlar a menstruação - sacudiu a caixa na frente dele _ Não sabe ler?

_ Sei, mas tem tanta coisa que me perdi. Achei melhor pegar logo tudo - deu de ombros.

Ela fez um som ansioso com a boca e sentou no colchão macio e alto. Um livro em cima da cama caiu e ela o pegou.

Conhecia o livro, já tinha lido anos antes. Era um romance de uma autora que ela gostava muito. Franziu a testa querendo rir. Jamais pensou que ele leria tal coisa. Deixou o livro na mesinha ao lado.

_ Meu Deus, tem coisa aqui que não tem nada a ver com gravidez - jogou tudo em cima do colchão.

_ Sei lá, como vou saber o que serve ou não? - ele mexeu os ombros _ Trouxe vários porque como você é mulher saberia.

_ Ah, claro - fez um bico _ Só porque eu sou mulher tenho que entender disso. Como se fosse algo que você, homem, fosse incapaz de saber. Era só ter lido os rótulos.

_ Calma - sentou ao lado dela _ Eu achei melhor trazer vários, assim você escolhe o melhor deles.

Vitor sentiu vontade de beijá-la. A última vez tinha sido na festinha à noite, para fingir ser um noivo apaixonado para os convidados.

_ Como funciona?

_ Não sei direito - pegou uma caixa _ Vou ler a instrução. É fácil.

_ Não é melhor testar mais de um?

_ Credo, que exagero.

_ Bem, assim vai tirar a prova.

O colchão inclinou com o peso dele e ela acabou caindo por cima dele e segurou sua coxa. Vitor sentiu um arrepio.

Ela achou melhor se concentrar no teste e não no que sentiu ao cair por cima dele. Pegou outra caixinha e leu a explicação do produto.

_ Você comprou muita coisa que não serve - seu coração estava acelerado.

Vitor se ajeitou na cama e pegou a caixa da mão dela, erguendo para que não tomasse de volta.

_ Aqui tem escrito gravidez, olha só - apontou.

_ Me dá aqui - se esticou e pegou de volta a caixa _ Isso aqui é para a ovulação seu tonto. Para quando a mulher quer ter controle, não sabe disso?

_ E como vou saber? É coisa de mulher.

_ Era só ler - levantou _ Você só sabe mexer com vacas e cavalos?

_ Foi você quem disse que seria simples - se defendeu _ Não tenho culpa se tem um milhão de produtos para vocês.

_ Pois é, para você ver como somos complexas e ainda obrigadas a seguir os padrões da sociedade machista - disse chateada.

_ Não entendi! - coçou a testa.

_ Se o homem vive atirando suas sementes milagrosas por todo canto, por que tem que ser a mulher a que deve se preocupar com gravidez? - colocou as mãos na cintura _ Os métodos para vocês são poucos e ainda em estudo e ainda assim, a maioria espera que a mulher faça isso.

_ Eu não tenho culpa - abriu as mãos _ O mundo é assim. Não crio as regras.

_ Sei... E você tomaria cuidado? Faria uso de algum deles? Tem um gel que dizem que faz efeito. Tem comprimidos também.

_ Ainda não são confiáveis.

_ Tem vasectomia - ergueu a sobrancelha.

_ Você quer me capar? - arregalou os olhos.

Ela teve que se segurar para não rir do espanto e da cara engraçada dele.

_ Não é nada disso.

_ É sim - andou pelo quarto _ Se eu fizer vasectomia, não poderei ter filhos depois.

_ E você quer? - ficou curiosa.

_ É claro que sim!

Esse ponto ela não tinha pensado ainda sobre ele. Pelo modo como o via sair com muitas mulheres, achou que nunca quisesse filhos.

_ Bem, você trouxe um monte de coisas e vou ter que olhar cada um com cuidado. Se soubesse, eu mesma teria ido.

_ O que você queria, Juliana? - cruzou os braços _ Que eu dissesse para o que era? Quem estava no balcão da farmácia era a Arlete e ela ficou muito curiosa com tudo o que eu peguei. Tive que inventar uma desculpa esfarrapada.

_ E o que disse? - arregalou os olhos.

_ Que eram para seu irmão - torceu a boca e segurou o riso _ Que ele queria dar um tempo depois do nascimento desse que vem aí.

Ela começou a rir junto com ele.

_ Meu Deus, se ele descobrir vai arrancar sua pele - gargalhou.

_ Foi o que me veio na mente na hora. Vai logo fazer o teste.

_ Agora? Não vai dar, é muito cedo - balançou uma caixa _ Aqui diz que pode dar um resultado falso se for antes de quinze dias.

Ele pegou a caixa e leu a indicação.

_ Droga, então não vamos mesmo saber.

Ela sentou de novo na cama, pensando no problema. Se demorasse mais, aí sim poderia não ter volta. Suspirou fundo.

Vitor sentou ao lado dela e abraçou seu ombro.

_ Olha, não se preocupe, vamos dar um jeito. Vai ficar tudo bem - tentou lhe dar ânimo.

_ Será que vai? - disse insegura.

Ela olhou para ele, encarando aqueles olhos sérios que demonstravam uma empatia e carinho que nunca havia reparado antes. Tocou sua coxa se sentindo bem ao lado dele.

Aquele quarto, aquela cama. Tinha sido ali onde tudo acontecera. Ela puxou o ar fundo.

Vitor olhou sua mão em sua coxa. Não queria, mas seria difícil resistir ao que sentia com o toque.

_ Você ainda vai acabar me matando.

Ele murmurou entre sua frustração e sua vontade de ficar com ela de novo. Segurou seu rosto e colou a boca à dela.

Bocas unidas os corpos pegaram fogo. Vitor puxou a blusa dela de dentro da calça e ela o ajudou, se livrando rápido e fazendo o mesmo com a camisa dele.

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