Share

Capítulo 6

Penulis: Biscoitos
Patrícia parou no meio do corredor, os passos interrompidos e o rosto ficando subitamente pálido.

Ao vê-la, Tábata levantou-se apressadamente do colo de Heitor, como se tivesse sido pega em flagrante.

Na noite anterior, Heitor havia dito que via Tábata apenas como uma irmã. No entanto, agora ela estava sentada no colo dele.

O rosto de Heitor se fechou em uma expressão sombria.

— Quem te deu permissão para vir aqui? — Perguntou ele com frieza.

Patrícia apertou o projeto de novos designs para a próxima coleção que segurava em suas mãos, os dedos tremendo levemente:

— Eu vim entregar o planejamento de design para o próximo trimestre.

Antes que Heitor pudesse responder, Augusto, o secretário pessoal dele, apareceu por acaso ao lado da porta aberta.

— Juliet, da próxima vez que quiser falar com o Sr. Heitor, agende um horário na sala da secretaria primeiro. — Disse Augusto, em um tom formal, mas carregado de reprovação.

Augusto sabia do casamento secreto entre Heitor e Patrícia.

Augusto então completou, com um tom que parecia carregado de intenções ocultas:

— Isso tudo está ficando sem sentido, não acha?

Augusto não foi explícito, mas Patrícia entendeu imediatamente o que ele queria dizer.

Augusto achava que ela já sabia que Heitor havia arranjado um cargo para Tábata dentro da empresa e que, por isso, Patrícia estava usando o trabalho como desculpa para aparecer ali e causar algum tipo de cena.

Pelo olhar de Heitor, ele parecia pensar a mesma coisa.

Se fosse em outro momento, Patrícia talvez tivesse feito algo assim. Mas agora que ela já havia decidido pelo divórcio, não fazia sentido agir dessa forma.

Mesmo assim, eles não lhe deram nenhuma oportunidade de explicar.

— Você pode deixar o planejamento comigo. Agora, por favor, retire-se imediatamente. — Disse Augusto, com frieza.

Os olhos de Patrícia ficaram vermelhos, e as mãos que seguravam os arquivos começaram a tremer. Ela entregou o documento a Augusto e deu dois passos para sair da sala quando a voz de Heitor a deteve:

— Já que está aqui, deixe-me ver.

Heitor sentou-se atrás de sua mesa e começou a folhear os arquivos. Tábata, sempre atenta, aproximou-se e começou a olhar os designs também.

Patrícia levantou os olhos, que estavam levemente avermelhados, e perguntou:

— Isso é mesmo apropriado?

Ela estava se referindo ao fato de que os designs dela e de outros criadores estavam sendo exibidos a alguém que não tinha nenhuma relação com o departamento de design.

Heitor continuou analisando os papéis enquanto respondia com indiferença:

— Tábata agora faz parte da empresa. Ela está no departamento de vendas, responsável pelo segmento de joias de alto luxo. Não vejo problema em ela se familiarizar com os designs.

Tábata deu uma risada leve e acrescentou:

— Estes são mesmo novos? Parecem tão sem graça, nada inovadores.

Patrícia sentiu uma onda de indignação, mas antes que pudesse falar algo, Heitor virou mais algumas páginas e comentou:

— Isso aqui é lixo. Nem deveria ter chegado até mim.

— Heitor, não precisa ser tão impaciente com os designs da Juliet. Ainda tem mais algumas páginas... — Disse Tábata, com um tom doce e fingido.

Heitor virou mais algumas páginas, mas, de repente, sua expressão ficou séria:

— "Cavaleiro Negro" e "Rainha Negra". Foram você que criou?

"Cavaleiro Negro" era uma peça de alta joalheria que Patrícia havia desenhado especialmente para a coleção de verão. O design usava diamantes que mudavam de tom dependendo da luz, criando uma ilusão de armadura pesada, algo que parecia três vezes mais peso do que realmente era.

Já a "Rainha Negra" era uma peça complementar, com diamantes que ficavam ainda mais brilhantes e elegantes em ambientes escuros, simbolizando poder e mistério.

Antes que Patrícia pudesse responder, Tábata riu e disse:

— Tem certeza de que foi você que desenhou? Essa peça já foi lançada no exterior, minha prima Vivian entregou diretamente para a matriz como um dos novos designs.

O choque percorreu o corpo de Patrícia como uma onda. Ela sabia que aquelas peças eram criações originais suas, guardadas cuidadosamente em sua conta de trabalho, e estavam destinadas à aprovação final.

Como poderiam já ter sido lançadas por outra pessoa?

Foi então que ela percebeu: o grupo tinha roubado sua conta de trabalho e plagiado suas criações.

Heitor observou o silêncio dela e perguntou com frieza:

— Não vai dizer nada para se defender?

Patrícia manteve-se em silêncio, mas lançou um olhar profundo para Heitor e Tábata.

O olhar dela era tão penetrante que até mesmo Tábata ficou desconcertada. Ela não esperava que Patrícia, mesmo depois de ter suas criações roubadas, pudesse manter a calma e não causar um escândalo.

No entanto, Patrícia estava pensando em algo mais profundo. Será que Heitor estava por trás disso?

Uma sensação de desespero tomou conta dela. Eles claramente tinham se preparado para garantir que, se ela tentasse lutar, o caso seria virado contra ela, acusando-a de plágio.

Patrícia respirou fundo e respondeu:

— Sendo assim, os novos designs nacionais seguirão o que a matriz decidir. Estou curiosa para ver como isso vai se desenrolar.

Com essas palavras, ela tentou conter a dor que parecia perfurar seu coração como agulhas. Em seguida, ela deixou a sala e voltou para o andar do design, tentando se concentrar no trabalho.

Quando Patrícia chegou ao seu escritório, viu Vivian entrando, com um pequeno pacote de café pendurado no dedo mindinho e um sorriso malicioso nos lábios.

Era evidente que foi essa Vivian astuta e calculista quem roubou o design do "Cavaleiro Negro".

Patrícia pegou o pacote de café que Vivian havia trazido, abriu o pacote e despejou o conteúdo diretamente no lixo sem dizer uma palavra.

Vivian arregalou os olhos, indignada:

— O que isso significa?

Patrícia respondeu com calma:

— Eu gosto de café feito com grãos moídos na hora, preparado pelas mãos da minha assistente. Não café instantâneo comprado em qualquer lugar.

Vivian lançou um olhar de ódio para Patrícia, mas rapidamente mudou de expressão. Em um piscar de olhos, ela adotou uma postura de vítima, com os olhos marejados e a voz trêmula:

— Srta. Juliet, eu acabei de voltar do exterior e ainda não entendo muito bem suas preferências. Por favor, não seja tão dura comigo!

Um dos designers, que estava por perto, decidiu interferir:

— Srta. Juliet, a Vivian não fez nada de errado. Será que você não está pegando pesado com ela?

Outros colegas começaram a murmurar, e Patrícia percebeu que a situação estava ganhando proporções maiores. Muitos ali tinham inveja de seu talento e usavam qualquer oportunidade para questionar seu caráter.

Vivian, vendo que tinha a atenção de todos, começou a soluçar, com a voz carregada de drama:

— Srta. Juliet, se eu fiz algo que a desagradou, por favor, me diga. Eu prometo mudar! Só não me trate assim, eu imploro!

Os burburinhos aumentaram, e Patrícia ouviu comentários de que ela estava praticando bullying no ambiente de trabalho.

Ela lançou um olhar frio para Vivian, que, por trás das lentes de suas lentes de contato impecáveis, exibia um brilho de triunfo.

Patrícia decidiu não prolongar a discussão. Ela sentou-se em sua mesa e ignorou os murmúrios ao redor.

Quando Patrícia acessou o sistema interno de trabalho, viu as informações de Tábata registradas no banco de dados da empresa. Ela tinha 22 anos, dois mestrados em Comércio e Design de Joias obtidos em uma renomada universidade internacional e ocupava o cargo de gerente de vendas no Grupo Mendes.

Patrícia também pesquisou sobre Vivian e descobriu que ela havia estudado na mesma universidade que Tábata, no mesmo programa, e que ambas tinham ingressado na empresa ao mesmo tempo. Era evidente que eram mais do que primas: eram cúmplices.

De repente, comentários próximos chamaram a atenção da Patrícia:

— Você ficou sabendo? A namorada do Sr. Heitor também começou a trabalhar aqui!

— Namorada? O Sr. Heitor tem namorada? Ele, tão reservado, realmente tem alguém? Quem é? Ela é bonita?

— Não sei muitos detalhes, mas ouvi a recepção dizer que ela vem de uma família poderosa no exterior. E, sim, parece que ela é deslumbrante, com uma presença incrível!

Patrícia sabia exatamente quem era a "namorada" do Sr. Heitor: Tábata.

Quando Patrícia se levantou, os colegas que estavam fofocando ficaram em silêncio imediatamente. Eles se aproximaram com sorrisos forçados:

— Srta. Juliet, é hora de irmos para a reunião sobre os novos lançamentos da empresa, não é?

Sem expressão alguma no rosto, Patrícia assentiu e seguiu em direção à sala de reuniões com o grupo.

No caminho, ela avistou Tábata vindo na direção delas, acompanhada por quatro altos executivos da empresa.

Os homens a cercavam como se ela fosse uma joia rara, suas expressões cheias de cuidado e bajulação.

As mulheres ao lado de Patrícia trocaram olhares discretos, convencidas de que aquela mulher, coberta de roupas de grife e joias luxuosas, era a "namorada" do Sr. Heitor.

Tábata também notou Patrícia, mas ela desviou o olhar com indiferença, como se ela não fosse digna de sua atenção.

— Obrigada por me acompanharem na visita pela empresa. Vocês estão sendo muito gentis. — Disse Tábata, com um sorriso que parecia ensaiado.

— É um prazer acompanhá-la, Sra. Mendes. É nossa obrigação. — Respondeu um dos executivos, com um tom quase servil.

— Não diga isso, Sra. Mendes. A senhora é muito educada. — Retrucou outro, com um sorriso forçado.

Talvez por estarem distraídos com as bajulações, um dos altos executivos quase esbarrou em Patrícia.

Patrícia, que normalmente só era conhecida como designer ao publicar suas obras, não era reconhecida por aquelas pessoas. O executivo, irritado, reclamou:

— De onde saiu essa funcionária de baixo escalão? Se você tivesse esbarrado na Sra. Mendes, teria como arcar com as consequências?

Nesse momento, o elevador chegou. Era o que vinha do último andar. As portas se abriram.

Dentro do enorme elevador, havia apenas dois homens. Eram Heitor, e seu secretário Augusto.
Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 489

    Marcelo ficou desconfiado e começou a especular:— Ou ele transformou o dinheiro em ouro, mandou fundir em barras, cada barra com quinhentos gramas, valendo uns quinhentos mil, dez mil barras no total. Ou ele jogou tudo em contas no exterior. Ou até converteu em moeda virtual...— Não. — Heitor sorriu. — Eu também só descobri isso agora. Ele pegou esses cinquenta bilhões e comprou tijolo.— Como é que é? Usar cinquenta bilhões para comprar tijolo? O que isso quer dizer? — Marcelo não entendeu.Heitor explicou com calma:— Ele montou um projeto de "expansão do grupo" e foi repassando o dinheiro, aos poucos, para várias construtoras. No papel, era tudo para erguer o novo prédio-sede do grupo. Por isso ninguém achava nada estranho. Ele mandou superfaturar cada item de material de construção e, nessa diferença de preço, ele escoou os cinquenta bilhões. Na prática, o prédio não custou quase nada. Ele estava construindo outra coisa.— O quê, exatamente? — Perguntou Marcelo.— A gente já loca

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 488

    — Uma coisa tão importante ela não perderia à toa. — Disse Heitor. — Ela deixou aqui de propósito, esperando que eu encontrasse.Enrico refletiu por alguns segundos:— Você tem razão. Aliança de casamento não some assim, por descuido. Então, isso quer dizer que ela sabia que você chegaria até aqui. Ela... ela viu você.O choque atravessou Heitor de uma vez. A voz dele saiu trêmula.— Só pode ter sido ontem à noite. Eu vasculhei essa área ontem. Ontem ela esteve perto de mim. Isso... por que ela não me chamou? Por que ela não pediu socorro?Heitor se consumia de frustração por ter perdido aquela chance.Enrico tentou organizar as peças:— É bem provável que Jacó estivesse ao lado dela naquele momento.Naquele ponto, os dois só tinham suposições. Mas, quando eles deram a volta e acharam o celular jogado mais adiante, a hipótese ganhou peso. Tanto o anel quanto o aparelho diziam a mesma coisa: na noite anterior, Heitor e o grupo de Jacó tinham efetivamente se cruzado.Enrico balançou a ca

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 487

    Quando Patrícia quase desmaiou de pavor, o tiro não veio.Ela firmou os pés no chão, virou o corpo e finalmente enxergou, na escuridão, o olhar de Jacó. O brilho gelado nos olhos dele, frio como luar de inverno, avisava para Patrícia não fazer barulho. Havia um recado naquele olhar, mas o que mais pesava ali era a ameaça.Se Heitor não tivesse notado a presença deles, Jacó não tinha intenção de atirar primeiro para matar. Mas, se Patrícia o forçasse, se ela insistisse em chamar a atenção de Heitor, Jacó não ia hesitar em derrubá‑lo ali mesmo.Jacó já tinha sangue nas mãos. Para ele, acrescentar mais um morto à conta não fazia diferença alguma. Um condenado à morte não carregava mais peso de consciência.As lágrimas de Patrícia começaram a cair sem parar. As gotas escorreram pelo rosto dela, desceram pela bochecha e foram cair na palma da mão de Jacó, que ainda abafava a boca dela. Até Heitor se afastar, seguindo em outra direção no meio da mata, ela não soltou um único som.Quando o ca

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 486

    O ar lá em cima estava mais rarefeito, e, quanto mais Heitor se aproximava do ponto marcado no mapa, mais ele sentia o peito apertar e a respiração falhar de nervoso.Mesmo assim, a saudade de Patrícia falava mais alto. Ele queria tanto ver a esposa que até os cochilos rápidos que ele tirava no banco do carro eram povoados pela sombra dela, pela voz dela.Quando ele finalmente chegou ao local indicado pelo rastreamento, ele apertou com força a coronha da arma dentro do bolso do casaco. Mas, sob a luz fraca da lanterna, o que ele encontrou foi apenas um chão grosso de folhas secas e árvores nuas, retorcidas.— Como assim?Na hora em que ele desbloqueou o celular, ele sentiu o peso da palavra "desespero" cair inteiro sobre ele. Não havia nenhum sinal. Nada. O aparelho estava mudo. Então ele começou a entender: o grupo de Jacó não estava parado ali. Aquela era apenas a última faixa da estrada em que o celular de Patrícia ainda tinha conseguido sinal. Dali para cima, a montanha engolia qua

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 485

    — Mas eu não posso ficar parado, vendo eles fugirem.O coração de Heitor parecia que estava sendo rasgado por dentro. A dor que ele sentia era quase física.Patrícia tinha sido sequestrada. No meio do caminho ainda tinha acontecido briga entre os próprios bandidos. Patrícia tinha se arriscado para usar o celular e mandar pista pedindo socorro.Heitor achava que a situação dela era perigosa demais. Ele sabia que Jacó, em tese, não ia matá‑la no trajeto, mas e se o carro batesse? E se ela caísse, se se machucasse? Ela estava grávida. Qualquer coisa podia colocar a vida dos dois em risco.Ele nem queria levar esses pensamentos até o fim.— Enrico, eu estou te implorando, me ajuda só dessa vez. — Pediu Heitor. — Eu compro uma das viaturas de vocês, pago agora se for preciso. Eu vou subir essa serra hoje.Ali, no meio do nada, no fim do mundo, falar em "comprar carro" e sair dirigindo sozinho montanha acima era praticamente uma loucura declarada.No começo, Enrico não cedeu:— Não é questão

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 484

    As três viaturas seguiram o ponto no mapa até chegarem aos arredores de uma serra enorme.Aquela montanha já ficava dentro do estado do Amazonas. Enrico explicou para Heitor:— O Jacó era mesmo muito escorregadio. Eu aposto que, da outra vez, ele também escapou por essa estrada de serra. Aqui a presença policial é fraca, é região pobre, quase sem estrutura. E os agentes que vieram de outros estados para perseguir o Jacó não têm costume de dirigir em estrada de montanha.Enrico continuou detalhando a situação:— Agora já é madrugada. Pelo rastreamento, eles estão a menos de vinte quilômetros daqui. E o ponto parou de se mover. O problema é o que a gente tem na frente: uma subida íngreme, estreita, cheia de curva cega. Esse tipo de estrada tem muito ponto morto. Tem curva que fecha de repente. Quem não conhece o trajeto não devia se arriscar a subir à noite. É muito fácil despencar ribanceira abaixo.Enrico desceu da viatura e, avaliando o terreno ao redor, completou com a experiência de

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 237

    Quando Heitor terminou a pergunta, os olhos de Patrícia se arregalaram um pouco. Antes que ela respondesse, ele apertou a cintura dela.O coração dela perdeu o compasso. Ela murmurou, baixinho:— Heitor, vamos voltar…Heitor ignorou completamente a rendição dela. O pomo‑de‑adão dele subiu e desceu,

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 259

    Heitor pensou:"Será que o Ademir foi levado porque a família Vieira aceitou lavar dinheiro pra ele usando mercadoria?"A família Vieira trabalhava com comércio exterior. Ela produzia no país, selecionava produtos com bom potencial de exportação, vendia lá fora e ainda mantinha pontos de venda no me

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 255

    Assim que Patrícia se acomodou no banco do carro, ela se encolheu toda. Ela se sentia péssima. O suor brotava em gotinhas finas na testa, e a parte de trás da blusa já estava encharcada.Aquelas injeções ainda iriam se repetir muitas vezes. Mesmo assim, ela sabia que precisava aguentar firme. Quando

  • Sem Toque, Um Amor Desperdiçado   Capítulo 257

    Por alguns instantes, Patrícia ficou sem chão. Ela não fazia ideia de por onde começar a correr atrás de ajuda para tirar o irmão daquela situação. E, de repente, até Roberto tinha sido arrastado para o meio do escândalo. Os contatos de Heitor, por enquanto, não serviriam de muita coisa. Cláudio já

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status