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Capítulo 7

작가: Biscoitos
No Grupo Mendes, existia uma regra clara: quando o presidente usava o elevador, nenhum outro funcionário podia entrar. Além disso, Augusto tinha acesso exclusivo para controlar o elevador, garantindo que o elevador não parasse em andares intermediários, a menos que fosse uma ordem direta do Heitor.

O elevador parou por apenas uma razão: foi a ordem de Heitor.

Heitor lançou um olhar frio e avaliador. Seus olhos passaram por Patrícia, mas logo se fixaram em Tábata.

Tábata ergueu o queixo com confiança, deu alguns passos graciosos e entrou no elevador. As portas se fecharam logo em seguida.

Ao redor de Patrícia, as vozes começaram a surgir novamente, em tons baixos, mas carregados de empolgação:

— Então era o Sr. Heitor vindo buscar a namorada! Nossa, ele é tão atencioso, não é? E ela... Meu Deus, que mulher linda! Toda vestida de grife, deve custar uma fortuna. Não é à toa que dizem que ela vem de uma família poderosa. Olha essa postura, essa confiança! Ela é completamente diferente de nós, simples mortais.

— É verdade! Ela tem uma presença incrível!

As duas mulheres que conversavam se viraram para Patrícia e, com curiosidade, perguntaram:

— Srta. Juliet, o que você acha?

Patrícia abaixou os olhos e respondeu com indiferença:

— Acho que sim.

Ninguém percebeu o turbilhão de emoções que Patrícia sentia naquele momento. Quando Heitor levou Tábata com ele, na frente de todos, sem qualquer esforço para disfarçar, a mente de Patrícia ficou em branco.

Uma dor sufocante começou a apertar o peito da Patrícia, como milhares de agulhas perfurando ao mesmo tempo. Ela demorou alguns segundos para se recompor antes de entrar no próximo elevador com os outros funcionários.

Na reunião sobre os novos lançamentos, Heitor fez questão de organizar uma recepção grandiosa para apresentar oficialmente Tábata.

Era como se ela fosse uma estrela brilhante, uma promessa de sucesso que ele queria que todos vissem e admirassem.

Tábata tornou-se o centro das atenções. Todos os olhares estavam voltados para ela, e Heitor parecia determinado a garantir que ela recebesse os melhores recursos e apoio do Grupo Mendes.

Ele dava tudo a ela: atenção, carinho, apoio incondicional. Era a mulher que ele permitia sentar em seu colo, que podia tocar seus ombros com intimidade, e agora era a mulher que ele colocaria no centro das operações da empresa.

Patrícia percebeu, mais uma vez, que não importava o quanto ela se dedicasse ou o quanto entregasse de si mesma. Na ausência de amor, tudo o que ela fazia era descartado sem hesitação.

— Srta. Juliet, você está bem? — Perguntou um dos subordinados com relações nem muito próximas, nem muito distantes.

Patrícia piscou algumas vezes, voltando à realidade, e respondeu:

— Estou bem.

Patrícia repetiu para si mesma que Heitor não significava mais nada. Eles estavam prestes a se divorciar, e o que Heitor fazia, quem ele amava ou favorecia, já não era problema dela. O Grupo Mendes também não era mais algo que ela precisava manter em sua vida.

"É hora de acabar com tudo." Decidiu Patrícia.

Com passos firmes, Patrícia se levantou e caminhou até o palco. Ela pegou o microfone das mãos do apresentador e posicionou-se no centro do auditório:

— Boa tarde a todos. Eu sou Juliet, a atual designer-chefe do departamento nacional. A partir de hoje, estou renunciando ao meu cargo. Vivian assumirá minha posição.

Patrícia colocou o microfone de volta no suporte e saiu da sala em silêncio, ignorando os olhares confusos e os murmúrios que começaram a se espalhar.

Patrícia deixou o prédio do Grupo Mendes e entrou em seu carro. Sem hesitar, ela deu partida e dirigiu para longe.

Enquanto Patrícia dirigia, o toque do celular interrompeu seus pensamentos. Era uma ligação de Heitor.

Ela originalmente não queria se importar com o que Heitor pretendia, mas o hábito a fez atender a chamada.

A voz de Heitor soou firme do outro lado da linha:

— Se você aceitar Tábata e parar de criar problemas, eu posso te ajudar a recuperar o "Cavaleiro Negro".

O estômago de Patrícia revirou de nojo. Ela sentiu a bile subir, mas manteve-se em silêncio. Perder o projeto "Cavaleiro Negro" havia sido um golpe devastador.

Para Patrícia, cada design era como um filho. Ela dedicava dias e noites, colocando todas as suas emoções e energia para dar vida às suas criações. Perder uma obra como aquela era como ter um pedaço de sua alma arrancado.

A obra de Patrícia havia sido plagiada, e Heitor, em vez de apoiá-la, escolheu ficar do outro lado quando o problema veio à tona. Ele até usou essa situação como uma forma de pressioná-la.

Patrícia sentiu a raiva crescer dentro de si, mas conseguiu manter a calma na voz:

— Sr. Heitor, você sabe que se eu fui capaz de criar o "Cavaleiro Negro", posso criar outras peças tão boas ou até melhores no futuro. E quem roubou meu design? Essa pessoa chegou até aqui copiando meu trabalho. Se querem o "Cavaleiro Negro", podem ficar com ele. Eu não me importo.

Heitor respondeu:

— Então por que você pediu demissão assim, por impulso? Essa questão do "Cavaleiro Negro" foi um erro do grupo, e eu não estava ciente.

Patrícia rebateu:

— Não foi impulso. Eu já deveria ter saído há muito tempo. Não aguento mais ouvir nada sobre você e Tábata.

Sem esperar por outra resposta, ela encerrou a ligação. Depois de desligar, Patrícia marcou um encontro com Marcelo em um restaurante.

Marcelo chegou vestindo um elegante terno azul-marinho sob medida, ainda com a formalidade de quem havia acabado de sair do escritório de advocacia. Sua postura era impecável, exalando autoridade e profissionalismo.

Patrícia hesitou brevemente ao vê-lo antes de sentar-se à sua frente.

Ela contou sobre o plágio de sua obra, detalhando os acontecimentos.

Marcelo levantou os olhos, atento:

— Você quer que eu te represente em um processo de proteção de direitos autorais? Embora não seja minha especialidade, posso assumir o caso.

Patrícia balançou a cabeça, recusando:

— Se eles tiveram coragem de plagiar meu trabalho tão descaradamente, é porque já eliminaram qualquer evidência que pudesse incriminá-los. Se eu entrar com uma ação, teria que enfrentar a equipe jurídica internacional deles. Além disso, isso pode prejudicar a reputação do Grupo Mendes com um escândalo.

Marcelo ponderou:

— Não é impossível vencer. Se eu assumir o caso, proponho uma negociação antes de levar aos tribunais. Um escândalo seria prejudicial para eles, e é algo que certamente querem evitar.

Patrícia sabia que Marcelo poderia usar a força da opinião pública a seu favor. Um caso em que uma designer nacional tivesse sua obra roubada por uma estrangeira causaria indignação e ganharia apoio popular.

Se o caso fosse julgado localmente, Marcelo tinha plena confiança de que sairiam vitoriosos.

Mas Patrícia não queria ir por esse caminho. Ela não queria prejudicar os interesses de Heitor.

Marcelo percebeu isso no olhar dela. Ele sabia que hesitação e compaixão eram inaceitáveis em um litígio. Enquanto Patrícia mantivesse essa postura, ele não poderia forçá-la a entrar em um confronto.

De repente, Patrícia sorriu e disse:

— Ainda acha que eu sou uma novata no mercado? A verdadeira batalha ainda está por vir.

Marcelo franziu levemente as sobrancelhas, surpreso:

— Você está se segurando de propósito?

Patrícia assentiu.

— O mais importante em uma obra não é o design no papel, mas a execução. Sem mim, eles nunca conseguirão produzir o "Cavaleiro Negro".

Marcelo ficou impressionado com a estratégia dela. Ele sempre soube que Patrícia não era o tipo de pessoa que aceitava ser pisoteada.

Então, ela mudou de assunto de forma repentina:

— Hoje, analisei melhor o rosto de Tábata. Achei que ela se parece muito com o meu pai.

Patrícia havia herdado os traços marcantes do pai, Rui Vieira, mas sua elegância e postura vinham inteiramente de sua mãe.

Marcelo ergueu o olhar, fixando-a com seriedade:

— Você acha que ela pode ser uma filha ilegítima do seu pai?

Patrícia assentiu novamente, mantendo-se surpreendentemente calma.

Apesar da tranquilidade dela, Marcelo ficou alarmado. Rui Vieira era amplamente conhecido no círculo da alta sociedade como um homem devotado à esposa. A ideia de ele ter uma filha fora do casamento era difícil de acreditar.

Marcelo sugeriu, sem hesitar:

— Pegue o DNA dela e faça um teste de paternidade.
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