Só não imaginava que, no fim, o peão descartado seria ele.Sem qualquer aviso, Carolina bloqueou todos os cartões e ativos aos quais Bruno tinha acesso. O capital dos negócios que administrava para ela ficou preso, sem previsão de retorno, e as dívidas logo começariam a se acumular.Quando tudo desabasse, seria Bruno a carregar a culpa.Ele precisava descobrir, com urgência, o que acontecia do lado de Ayla. Mas, se fosse direto até ela, dificilmente receberia qualquer ajuda.Só restava Rebeca.Bruno já chegava ao terceiro drinque quando ela apareceu no bar.— Tem uma sala reservada? Quero um lugar mais tranquilo. — Rebeca foi direto ao ponto assim que chegou.Sentado diante do balcão, Bruno a mediu com os olhos semicerrados antes de indicar a presença dela ao garçom com um movimento do queixo.Pouco depois, a porta de uma sala privativa se fechou atrás dos dois, abafando o tumulto do bar. O silêncio que restou não trouxe conforto algum. Pelo contrário, deixou o ar ainda mais frio.Foi
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