Patrick Silva Rocha A noite finalmente chegou, mas a nossa cabeça já estava uma bagunça completa. Depois de virar algumas garrafas de bebida pra tentar anestesiar a dor da culpa, nós três fomos direto para a casa dos tios da Bruna. A gente sabia o caminho de cor. O problema foi subir naquela maldita árvore; com o álcool pesando no sangue e as pernas meio trôpegas, quase fomos pro chão umas duas vezes. Mas a necessidade de ver o rosto dela era maior do que qualquer tombo. Luan quase caiu ao pousar na grama do quintal e soltou um xingamento baixo. — Cala a boca, porra — sussurrei, puxando ele pelo casaco. Subi primeiro, segurando nos galhos grossos. Meus pés escorregaram duas vezes na casca da árvore por causa do álcool, mas alcancei a grade do balcão da sacada e me puxei pra cima. Caio veio logo atrás, e Luan subiu por último, resmungando o tempo todo. A porta de vidro da sacada estava encostada, empurrei devagar. O quarto dela estava no breu absoluto. Entramos os três na pon
Zuletzt aktualisiert : 2026-10-15 Mehr lesen