Quando amanheceu, Sophia já havia arrumado duas malas. Estava parada perto da porta, com os olhos inchados, e não deixava que os seguranças de Luca as pegassem. Ele permanecia ao lado dela, atento como se temesse que ela desabasse se ele desviasse o olhar por um instante sequer.Eu estava do outro lado da sala, ainda vestida com o mesmo traje da noite anterior, sem ter forças nem para trocar de roupa.— Vamos para a casa da família Rossetti — disse Sophia, com a voz rouca de tanto chorar. — Acho que, por enquanto, é melhor que não fiquemos todos sob o mesmo teto.Eu apenas balancei a cabeça em concordância.Ela deu um passo na minha direção, parou de repente e, em vez de me abraçar, cruzou os próprios braços sobre o peito.— Elena, juro que, se eu tivesse imaginado sequer que...— Eu sei — repeti mais uma vez.Ela começou a chorar ainda mais forte.— Saber disso não resolve nada, não é mesmo?Não. Realmente não resolvia.Luca observava as duas, com o rosto tão tenso que parecia estar s
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