O risco cinza na mensagem não mudava. O nó na minha garganta foi subindo até virar um sufocamento pavoroso. Tentei ligar uma, duas, três vezes. Só dava caixa postal. Na minha cabeça, um turbilhão de pensamentos sombrios começou a se formar. A mente humana é cruel nos momentos de pânico: pensei em um pneu furado, num assalto e, no fundo do peito, até no medo idiota de uma traição. Qualquer coisa parecia mais fácil de encarar do que o silêncio absoluto.Sem saber mais o que fazer, peguei o contato de um dos amigos dele que estava no luau e mandei uma mensagem com as mãos trêmulas:“Lucas, desculpa te incomodar! O Edu tá com você? Ele disse que ia dar um mergulho às cinco da manhã e não chegou em casa até agora. Ele não responde!”Alguns minutos depois, o celular tocou. Atendi no primeiro toque, com o coração saindo pela boca.— Karen... — a voz do Lucas veio embargada, estranha, como se ele estivesse sem ar. — Por favor, vem pra praia. Vem pro mirante agora.— O que aconteceu, Luc
Última atualização : 2026-09-26 Ler mais