Novos Filmes De Terror Brasileiros Lançados Este Ano?
2026-06-21 00:53:04
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ViniLuz
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3 Antworten
Chloe
Especialista
Manicure
O cinema de terror brasileiro tá vivendo um momento incrível, e esse ano já trouxe algumas pérolas assustadoras. Dá pra sentir um frescor nas narrativas, misturando folclore local com críticas sociais afiadas. 'Encarnação' me pegou desprevenido – a história de uma entidade que habita corpos durante o luto traz uma atmosfera sufocante que remete aos clássicos do gênero, mas com uma identidade totalmente nossa.
Outra surpresa foi 'Malassombro', que transforma lendas urbanas de São Paulo num pesadelo claustrofóbico. A fotografia em tons de vermelho e preto cria uma tensão palpável. O que mais me impressiona é como esses filmes conseguem ser profundamente brasileiros sem perder a universalidade do medo.
2026-06-22 00:31:03
13
Lucas
Comentador
Policial
Curti demais como os novos diretores brasileiros tão subvertendo o terror. 'O Ritual' mistura elementos de umbanda com tecnologia moderna de forma perturbadora. Os efeitos práticos são impressionantes, especialmente nas cenas de transformação corporal. O filme me fez olhar diferente para aqueles apps de encontros que todo mundo usa. Tem uma sequência no elevador que vai ficar marcada na minha memória por um bom tempo.
2026-06-24 23:12:07
8
Aiden
Fã de romances
Agente
Tem uma energia diferente nos filmes de terror nacionais atuais. Assisti 'Mãe de Santo' semana passada e ainda tô com os nervos à flor da pele. A direção consegue transformar simples rituais cotidianos em cenas de puro terror psicológico. A trilha sonora usa instrumentos tradicionais de forma genial, criando um desconforto que vai além dos jumpscares.
Outro que vale o ingresso é 'Sobrenatural: O Chamado', que reinventa o found footage com elementos da cultura cabocla. A forma como eles usam a paisagem do interior do Brasil como personagem é brilhante. Dá orgulho ver nossa produção audiovisual encontrando sua voz no gênero.
2026-06-24 23:51:30
3
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A Míope se Mete num Jogo de Terror
Nanda Santos
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Eu entrei num jogo de terror e, por causa da miopia pesada, não enxerguei nada direito.
Acabei cuidando da menina sinistra de vestido ensanguentado como minha filha, tratando o Boss final como marido, e honrando as velhas entidades como meus pais.
Na primeira vez que encontrei o Boss, agarrei os músculos do abdômen dele e suspirei:
— Que corpo ótimo… Pena que só é meio baixinho.
O Boss riu de raiva, encaixou a própria cabeça de volta no pescoço e rangeu os dentes:
— Tenho 1,86m. Olha de novo agora.
Durante o plantão noturno, recusei o pedido de aplicar soro no paciente que minha irmã de criação cuidava.
Vi, com meus próprios olhos, um menino de sete anos morrer devido a uma reação alérgica causada pela medicação errada.
Na vida passada, mal tinha terminado de aplicar o soro, quando familiares furiosos invadiram o posto de enfermagem e me espancaram até meu rosto ficar irreconhecível.
Mas o soro era apenas glicose, não havia razão para acontecer algo assim.
Com a consciência turva, ouvi alguém chamar a polícia. Achei que, finalmente, a salvação havia chegado.
Jamais imaginei que seria meu próprio irmão, policial, quem me jogaria no chão.
Meu amigo de infância, agora médico legista, apresentou o laudo da autópsia e me incriminou.
Sem ter como me defender, acabei sendo espancada até a morte pelos familiares do menino, tomados pela fúria.
Até o último suspiro, não entendi por que meu irmão querido e o amigo de infância agiram assim comigo.
Quando abri os olhos novamente, estava de volta àquela noite.
Dois dias antes do Ano Novo, meu namorado, Murilo Santos, decidiu viajar para o litoral... Com a assistente dele.
— Tudo bem. — Eu disse, sem brigar, sem chorar.
Pelo contrário, ajudei a fazer as malas dele, agindo como se estivesse tudo certo.
Ele riu da minha compreensão e soltou, com aquele tom debochado:
— Agora que tá grávida, finalmente aprendeu a se comportar...
Assim que ele saiu pela porta, fui direto para a clínica. Fiz um aborto.
Na minha vida passada, eu tentei usar aquela criança como amarra. Achei que, com um filho, ele ficaria comigo.
O que aconteceu?
A assistente dele foi brutalmente assassinada na praia.
Murilo continuou com aquela máscara de frieza, como se nada tivesse acontecido...
Mas quando chegou o dia do parto, ele tirou a própria máscara.
Com uma crueldade que nem nos meus piores pesadelos eu imaginava, ele mesmo abriu meu ventre...
E matou o nosso bebê. Com as próprias mãos.
Foi ali que tudo fez sentido.
Ele nunca me perdoou. Nunca esqueceu.
Agora que voltei no tempo, só tenho um objetivo: Destruir Murilo. Fazer ele perder tudo.
Fui parar dentro de um jogo de romance interativo com uma missão: conquistar o protagonista, um rapaz frágil e de dar pena.
Quando finalmente consegui imobilizar ele no sofá e estava prestes a continuar provocando, o sistema, desaparecido havia muito tempo, ressurgiu do nada.
[Usuária, eu mandei você para o lugar errado. Isto aqui é um jogo de terror! E o homem que você está provocando é o chefão deste jogo.]
Encarei os olhos vermelhos como sangue diante de mim, e meu sorriso travou no rosto.
— Você não está cansado? Que tal a gente continuar outro dia...
Um leve sorriso surgiu nos lábios dele.
— Não estou com sono. Continua.
Durante o atentado contra a vida do Imperador, meu marido, o Comandante da Guarda Real, estava ocupado consolando o grande amor de sua juventude, que havia partido em um acesso de fúria.
Em vez de disparar o sinalizador de emergência que eu tinha nas mãos, me coloquei, com o ventre pesado da gravidez, diante do Imperador. Ofereci o meu próprio corpo como um escudo humano para garantir a fuga de Sua Majestade.
Tomei aquela decisão porque, na minha vida passada, o disparo daquele mesmo sinalizador fez com que meu marido a abandonasse para vir em nosso socorro.
Como recompensa por sua bravura no resgate, ele recebeu o cobiçado título de Duque do Império. No entanto, a mulher que ele amava caiu em uma armadilha e perdeu a vida.
Embora ele não tivesse demonstrado nenhuma revolta na época, aguardou até o dia do meu parto para me atirar no poço das feras. Com o rosto contorcido de dor, implorei por uma explicação.
Ele me lançou um olhar gélido antes de proferir as palavras que selaram meu destino:
— O Imperador já estava cercado por guardas, então por que me chamou de volta? Você só pensa em poder e riqueza e me chamou de volta de propósito. Se não tivesse acionado o sinalizador, Gabriela não teria morrido. Você pagará em dobro por tudo o que ela sofreu.
No fim, acabei despedaçada e devorada pelas feras, e até o bebê que eu carregava no ventre teve o mesmo destino trágico.
Agora, ao abrir os olhos mais uma vez, percebo que retornei ao exato dia do atentado contra o Imperador.
Eu sou a heroína de uma história erótica.
Meu talento? Transformar qualquer coisa que seja escaldante ou gélida em algo intensamente provocante.
No primeiro dia em que cheguei a um jogo de terror, o chefe mandou todos escolherem como queriam morrer.
Eu sorri e respondi:
— Quero falta de ar, pernas trêmulas, olhos vidrados… e um prazer tão intenso que me leve à morte.
Chefe:
— ???
O cenário do terror brasileiro em 2024 tá vibrante como nunca, com produções que mergulham fundo na nossa cultura e folclore. Um que me arrepiou foi 'Noite de Quimbanda', misturando umbanda e suspense psicológico numa trama sobre uma mãe que desvenda segredos macabros após a morte da filha. A fotografia em tons de vermelho e preto captura a atmosfera de rituais noturnos, enquanto a trilha sonora usa instrumentos tradicionais pra criar um desconforto que gruda na pele. Outra pérola é 'O Ribeirão', terror rural filmado no interior de Minas, onde lendas como o Saci e o Lobisomem ganham reviravoltas assustadoramente realistas – a cena do banho no rio à meia-noite me fez trancar o chuveiro por uma semana!
E não dá pra ignorar 'Cidade Cinza', um found-footage urbano que segue influencers explorando um prédio abandonado em São Paulo. O que começa como brincadeira vira pesadelo quando eles encontram registros de experimentos médicos dos anos 70. O filme usa deepfakes perturbadores pra mesclar imagens atuais com arquivos antigos, técnica que nunca tinha visto no gênero. Já 'A Última Festa no Ceilão' relembra os piores pesadelos adolescentes: formatura numa mansão decadente, quando um jogo de verdade ou consequência revela demônios pessoais literais. A cena do 'par ou ímpar' com entidades ainda me dá calafrios – prova que terror brasileiro sabe inovar sem perder a essência caseira que amamos.
Eu fiquei completamente vidrado quando descobri que 'Encarnação do Demônio 2' está chegando aos cinemas! O primeiro filme já tinha uma atmosfera sufocante e aquela pegada de terror nacional que mistura folclore com paranormal. Dizem que a sequência vai explorar ainda mais a mitologia por trás do Zé do Caixão, com cenas ainda mais claustrofóbicas.
A equipe divulgou uns teasers que deixam claro: não vai ser um terror genérico. Tem uma estética vintage, quase como um filme dos anos 70, mas com efeitos modernos. Já marquei no calendário e vou assistir na estreia, de preferência com a luz apagada e um grupo de amigos que não gritem demais!