Admito que fiquei bem feliz quando vi que hoje passaria 'O Menino e o Mundo' na Sessão da Tarde. Esse filme de animação brasileiro é uma joia pouco falada, com aquela animação minimalista que consegue transmitir emoções complexas sem precisar de diálogos. A jornada do menino pelo mundo urbano, em busca do pai, é cheia de simbolismos sobre industrialização, família e sonhos.
A trilha sonora é outro ponto alto – mistura samba, frevo e até eletrônica de um jeito que complementa perfeitamente a narrativa visual. É impressionante como o diretor Alê Abreu consegue falar sobre temas tão pesados (como exploração trabalhista) através dos olhos inocentes de uma criança. Me fez refletir sobre quantas histórias nossas poderiam ser contadas assim, com mais poesia e menos clichês.
2026-04-14 20:58:24
10
Helena
Bom leitor
Comerciante
Quando liguei a TV, descobri que o filme de hoje era 'Central do Brasil', e nossa, que escolha poderosa. Fernanda Montenegro entrega uma atuação de tirar o fôlego como Dora, a escritora de cartas que acompanha o menino Josué em uma viagem pelo Brasil profundo. A relação deles evolve de forma tão orgânica – começa com desconfiança e vira quase um vínculo maternal.
O filme retrata a estrada como metáfora das diferen sociais do país, com encontros fortuitos que revelam desde a solidariedade até a crueldade humana. Aquela cena do caminhão de evangelistas é especialmente marcante. Walter Salles dirige com um olhar sensível, transformando uma história aparentemente simples em algo universal. Terminei emocionado, lembrando porque esse filme foi indicado ao Oscar.
2026-04-16 02:59:27
2
Lila
Fã de livros
Comerciante
Hoje a Sessão da Tarde trouxe um clássico que sempre me arranca risadas e um pouco de nostalgia: 'O Auto da Compadecida'. A adaptação da obra de Ariano Suassuna é puro ouro, com as aventuras de João Grilo e Chicó no sertão nordestino. A mistura de humor, crítica social e elementos fantásticos é simplesmente genial. Matheus Nachtergaele e Selton Mello roubam a cena com suas interpretações carismáticas.
O filme tem essa vibe única de contar uma história aparentemente simples, mas que esconde camadas profundas sobre a vida no sertão. A Compadecida (Fernanda Montenegro) aparece como uma figura celestial que julga os vivos e os mortos, trazendo um tom quase teatral que amplia o impacto das escolhas dos personagens. É daqueles filmes que você reassiste e sempre descobre algo novo.
2026-04-17 09:26:48
8
Juliana
Leitor experiente
Intérprete
Confesso que esperava algo mais mainstream, mas a surpresa foi agradável: hoje exibiram 'Lisbela e o Prisioneiro', outro tesouro do cinema nacional. A química entre Dira Paes e Selton Mello carrega o filme, que mistura romance, comédia e um pouco de drama no melhor estilo nordestino. A história da moça sonhadora que se apaixona por um malandro fugitivo tem diálogos afiados e cenas icônicas, como a do 'picolé de limão'.
O que mais me pegou foi a forma como o diretor Guel Arraiz equilibra o tom leve com momentos de realismo cru, especialmente nas cenas da feira livre. A trilha sonora com Luiz Gonzaga e Dominguinhos dá um charme a mais, criando um clima que é ao mesmo tempo nostálgico e vibrante. Dá pra entender porque esse filme virou cultuado – ele captura algo muito autêntico da cultura brasileira.
2026-04-17 22:48:21
15
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O Tempo que Ficou para Trás
Sem Sonhos
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Desde o dia em que descobri que Henrique Martins estava me traindo, todos os dias, assim que ele entrava em casa, eu o imobilizava no hall de entrada, arrancava suas calças e borrifava álcool de alta concentração em suas partes íntimas para desinfetá-las.
Consumido pela culpa, Henrique sempre se submetia em silêncio, com os olhos avermelhados, tentando me acalmar pacientemente e pedindo que eu parasse com aquilo.
Mas, hoje, ele chegou duas horas mais tarde do que de costume.
Assim que senti o perfume que vinha do corpo dele, perdi completamente o controle e comecei a puxar seu cinto com toda a força.
— Da última vez que você chegou meia hora atrasado, foi porque dormiu com outra mulher! Hoje você atrasou duas horas inteiras. Fala! Quantas foram desta vez? Quatro?
Depois de me pedir desculpas pela vigésima nona vez e ser empurrado para longe mais uma vez, ele finalmente ergueu a mão ainda marcada pela agulha da injeção intravenosa, por onde o sangue havia refluído pelo cateter, e explodiu, gritando comigo em completo desespero.
— Chega! Eu estou com uma febre altíssima, quase morrendo, e você nem sequer perguntou como eu estou! Todos os dias é a mesma crise. Isso nunca vai acabar? Eu só dormi com outra pessoa uma única vez porque estava bêbado! E você? Acha mesmo que é tão inocente assim? Não foi por acaso que, aos dezesseis anos, arrastaram você para um beco e a despiram para humilhá-la! Amanda Rocha, uma mulher paranoica e desequilibrada como você merece exatamente isso!
O borrifador caiu no chão e se despedaçou aos meus pés. O cheiro forte do álcool queimou minha garganta, impedindo que eu conseguisse dizer qualquer palavra.
Ao encarar o olhar carregado de impaciência e desprezo dele, senti apenas um cansaço profundo.
Talvez fosse melhor assim. Eu já não queria mais insistir em um relacionamento que há muito tempo estava completamente destruído.
No oitavo ano de seus estudos no exterior, meu ex-namorado, cujo coração eu havia partido de forma implacável, finalmente voltou a fim de apresentar a nova namorada à família.
Foi no exato momento em que os médicos declararam a minha sentença final. Após oito anos de tratamentos fracassados contra o câncer, eu havia perdido a batalha e só me restava voltar para casa para esperar a morte.
Ao me ver sentada em uma cadeira de rodas, amparada pelos braços da minha mãe, os lábios de Samuel Silva se curvaram em um sorriso zombeteiro.
— Oito anos sem nos vermos e olha só o seu estado... Não consegue nem andar mais? — Provocou ele, com a voz carregada de repulsa.
Puxei a manga do meu casaco com calma, cobrindo as incontáveis marcas de agulha que pontilhavam as costas da minha mão.
— Não foi nada, apenas levei um tombo e fraturei um osso. — Respondi, sem alterar a expressão.
Samuel soltou mais uma risada sarcástica.
— Já que é assim, vou me casar em breve. Você bem que poderia ser a madrinha da minha noiva.
Mantive o sorriso sereno no rosto e neguei com um aceno leve.
— Agradeço, mas não vai dar. Estou prestes a fazer uma viagem para um lugar muito distante.
Dito isso, dei dois tapinhas suaves na mão da minha mãe, indicando que ela deveria me levar de volta para dentro.
No cinema particular, mal iluminado, o meu padrasto tinha me levado para ver um filme adulto, dizendo que era o meu presente de maioridade. Ao ver na tela o homem e a mulher se amando com tanto prazer, eu sentia o meu corpo inteiro coçar por dentro.
Eu não conseguia evitar apertar bem as minhas pernas úmidas, tentando resistir àquela corrente elétrica de formigamento entre as coxas.
Quando meu padrasto me viu com o rosto todo corado, ele veio para entre as minhas pernas e arrancou de uma vez só a minha calcinha.
— Filha, vou te ensinar como se tornar uma mulher de verdade, você vai obedecer direitinho, não vai?
Durante o plantão noturno, recusei o pedido de aplicar soro no paciente que minha irmã de criação cuidava.
Vi, com meus próprios olhos, um menino de sete anos morrer devido a uma reação alérgica causada pela medicação errada.
Na vida passada, mal tinha terminado de aplicar o soro, quando familiares furiosos invadiram o posto de enfermagem e me espancaram até meu rosto ficar irreconhecível.
Mas o soro era apenas glicose, não havia razão para acontecer algo assim.
Com a consciência turva, ouvi alguém chamar a polícia. Achei que, finalmente, a salvação havia chegado.
Jamais imaginei que seria meu próprio irmão, policial, quem me jogaria no chão.
Meu amigo de infância, agora médico legista, apresentou o laudo da autópsia e me incriminou.
Sem ter como me defender, acabei sendo espancada até a morte pelos familiares do menino, tomados pela fúria.
Até o último suspiro, não entendi por que meu irmão querido e o amigo de infância agiram assim comigo.
Quando abri os olhos novamente, estava de volta àquela noite.
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No segundo seguinte, a voz urgente dele soou junto ao meu ouvido:
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Como única filha do rei do jogo, nasci e cresci em meio ao perigo e à violência.
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Ainda assim, me afastei sem hesitar de Bernardo Duarte, por quem estava apaixonada há anos.
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Disquei para ele pedindo ajuda, com as mãos tremendo, mas o que recebi foi apenas sua voz fria:
— Amanda, pare com essas encenações ridículas. Sua localização mostra claramente que você ainda está na suíte do hotel! Só para me ter só para você, você é capaz de inventar um drama nojento desses?
Ao fundo, o riso suave de uma mulher ecoava pelo telefone.
Desesperada, fechei os olhos.
Quando a gaiola de ferro afundou no mar e a água gelada invadiu minhas narinas e minha garganta, minha vida se apagou por completo.
Ao abrir os olhos novamente, voltei ao dia em que meu pai me mandou escolher um noivo.
Desta vez, fui direta: risquei o nome de Bernardo da lista logo de início.
Mas então... Por que, no meu noivado com Felipe Borges, ele apareceu chorando, implorando para que eu me casasse com ele?
Hoje a Sessão da Tarde trouxe um filme que me fez reviver aquela nostalgia dos anos 2000: 'O Diário da Princesa'. A história acompanha Mia Thermopolis, uma adolescente comum que descobre ser herdeira do trono de Genovia. A transformação dela de garota desajeitada para uma princesa confiante é cheia de momentos engraçados e tocantes. A química entre Anne Hathaway e Julie Andrews é simplesmente mágica, e as cenas do treinamento real são hilárias.
O que mais me encanta nesse filme é como ele equilibra humor e lições sobre responsabilidade. Mia erra, aprende e cresce, e isso faz com que qualquer pessoa se identifique. A trilha sonora também é um charme à parte, com aquelas músicas que grudam na cabeça. Pra quem curte histórias leves e inspiradoras, esse é um prato cheio!
Meu coração quase pulou de alegria quando descobri que hoje na Sessão da Tarde passa 'O Rei Leão'! É aquele clássico da Disney que todo mundo já chorou pelo menos uma vez. A história gira em torno do Simba, um filhote de leão que precisa enfrentar seu destino como rei após uma tragédia familiar. A animação é linda, as músicas são marcantes e o emocionante conflito entre dever e liberdade sempre me pega.
Dá pra sentir a emoção em cada cena, desde a infância despreocupada do Simba até a jornada de amadurecimento. O filme mistura humor, drama e lições profundas sobre responsabilidade e perdão. E quem não se derrete com Timão e Pumba? Eles roubam a cena com suas palhaçadas, mas também mostram a importância da amizade. A cena final, com a música 'Circle of Life', é simplesmente arrebatadora. Me dá arrepios só de lembrar!
Hoje o filme exibido na Sessão da Tarde é 'O Pequenino', uma comédia familiar que conta a história de um garoto esperto que se mete em confusões ao tentar ajudar seu pai desempregado. A trama mistura situações hilárias com momentos emocionantes, mostrando como a criatividade e a união familiar podem superar desafios. O elenco infantil rouba a cena com performances encantadoras, e a trilha sonora é cheia de músicas cativantes que deixam o clima leve.
O que mais me chamou atenção foi a forma como o filme equilibra humor e lições de vida sem ficar piegas. As cenas no parque de diversões são especialmente divertidas, com reviravoltas que mantêm o ritmo acelerado. Se você curte histórias que misturam aventura e coração, essa é uma ótima pedida para assistir com a família.
Hoje deu vontade de reviver aquela nostalgia da Sessão da Tarde, e descobri que o filme escolhido é 'Matilda'. A história acompanha uma garotinha brilhante e cheia de imaginação que desenvolve poderes telecinéticos para enfrentar os adultos opressores ao seu redor, especialmente a terrível diretora Trunchbull. É uma daquelas obras que mistura fantasia com críticas sociais sutis, tudo embalado pelo humor peculiar do diretor Danny DeVito.
Lembro de assistir quando criança e me identificar com a Matilda, mesmo sem poderes mágicos. A mensagem sobre o valor da educação e da gentileza ainda ressoa hoje. A cena do bolo de chocolate é icônica – quem não torceu para o garoto devorar aquela sobremesa gigante? Filmes assim mostram como histórias aparentemente simples podem carregar lições profundas.
Hoje a Globo está exibindo um daqueles filmes que fazem você parar no canal mesmo sem planejar. É uma comédia romântica clássica, daquelas que mistura situações engraçadas com um romance que parece impossível até o último minuto. O protagonista é um cara comum que, por um acaso do destino, acaba se envolvendo com alguém totalmente fora do seu mundo. A química entre os atores é perceptível, e as cenas têm um timing perfeito para arrancar risadas.
O que mais me pegou foi a forma como o roteiro consegue equilibrar o humor e o drama. Tem momentos que são pura comédia pastelão, mas também há cenas mais quietas, onde os personagens mostram suas vulnerabilidades. É o tipo de filme que você assiste relaxado no sofá, sem grandes expectativas, e acaba se surpreendendo com o quanto ele é cativante. A trilha sonora também merece destaque, com músicas que complementam perfeitamente cada momento.